X
X

Diário da Região

Blogs
Diário História


Saiba quem são os personagens que dão nome aos espaços públicos em Rio Preto
domingo, 10/07/16, às 00:00, por
Compartilhe

Quando vai viajar de avião, você vê lá: Aeroporto Estadual Eribelto Manoel Reino. Você sabe quem é? E o Cardeal Leme, que deu nome ao primeiro e importante Grupo Escolar de Rio Preto, seria um padre da nossa diocese? E Dom José Marcondes, que nomeou uma praça tão castigada no centro da cidade?

O Diário ajuda. Antigamente, colocava-se apenas nomes de personalidades históricas em nível internacional, mesmo que a pessoa não tivesse conexão ou vida pessoal na cidade. Inclusive nomes de pessoas vivas.

Uma lei do governador Jânio Quadros proibiu que os logradouros públicos, escolas e praças levassem o nome de pessoas vivas, mas há uma exceção em Rio Preto no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Acompanhe.

 

IMG_2569_1024x683.JPG

Cardeal Leme

Em 1942,o 1º Grupo Escolar de Rio Preto (fundado em 1919) passou a chamar-se Cardeal Leme. Por que a escola adotou o nome de autoridade religiosa? Por comoção, dizem os historiadores Agostinho Brandi e Lelé Arantes, de Rio Preto. “O cardeal Sebastião Leme teve grande influência política, inclusive cumprindo papel de intermediário entre os chefes militares e o presidente Washington Luís, convencendo o presidente a abdicar do cargo.”O cardeal morreu em 1942. Por decisão do governo paulista seu nome foi dado ao grupo escolar de Rio Preto, hoje em outro local, mas com a mesma missão de ensino e o nome de Escola Estadual Cardeal Leme.

 

IMG_2586_1024x683.JPG

Aeroporto Estadual Prof. Eribelto Manoel Reino

Foi inaugurado em 1959. Em 1987, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei do deputado Sylvio Martini dando o nome do professor, sindicalista, contador, economista e advogado Eribelto. Nascido em Cedral em 1941 e falecido em São Paulo em 1987, ele foi vereador e presidente da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E ainda diretor-técnico da Secretaria de Relações do Trabalho, professor na Escola Senac, Escola Philadelpho, entre outras. Morreu após aspirar acidentalmente o agrotóxico BHC.

 

 

IMG_2539_1024x683.JPG

Praça Dom José Marcondes

No coração de Rio Preto,com fluxo intenso de pessoas, há três praças: Rui Barbosa, que já foi chamada de Jardim de Cima; São José, onde está construída a Catedral; e Dom José Marcondes, antigo Jardim de Baixo. A mais castigada (está mudada e já foi camelódromo) é a Dom José. O nome se deu por consideração e respeito ao bispo da Diocese de São Carlos, que pediu ao Vaticano a criação da Diocese de Rio Preto e Jaboticabal, desmembrando-as de seu domínio. Dom José Marcondes vinha muito a Rio Preto por deveres eclesiásticos e tinha ligação pessoal com o clero daqui. Antes de ordenado bispo, ele foi monsenhor camareiro secreto do Papa Leão 13.

 

140313150132_IMG_1999_1024x683.jpg

Escola Municipal Professor Ezequiel Ramos

Foi instalada em 1927 com o nome de 2º Grupo Escolar de Rio Preto, na Boa Vista. Oprédio atual foi inaugurado em 1943. Em 1944, passou a chamar-se Theotônio Monteiro de Barros Filho, primeiro deputado federal eleito pela região e ministro da Educação e Cultura no governo João Goulart. Ele teve grande dedicação ao ensino de um modo geral. Em 1955, a escola recebeu o nome de Ezequiel Ramos, um professor do litoral paulista que nunca esteve em Rio Preto, sem nenhuma ligação com a cidade. A justificativa foi da lei do governador Jânio Quadros, proibindo nomes de patronos ainda vivos.

 

 

130923165955__MG_9853_1024x683.jpg

Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto

Foi inaugurado em 1972, pelo prefeito Adail Vetorazzo, projeto arquitetônico do paulistano Eiras Garcia. Fica em frente à Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), na avenida Faria Lima. O patrono Sinibaldi é vivo e dedicou sua vida à cultura teatral e à a arte. É cofundador do Festival Nacional de Teatro Amador (hoje, Internacional) e diretor do Centro Popular de Cultura de Uberaba, onde se formou em odontologia. É ganhador do Prêmio Governador Estado de diretor teatral. Foi diretor deste teatro em duas gestões e diretor da Confederação do Teatro Amador do Estado de São Paulo. Nasceu em Rio Preto em 1939.

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso