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Paróquia N. Senhora de Czestochowa
domingo, 22/11/15, às 00:00, por
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A cidade de Rio Preto dos anos 1970 - 1980 passou por intenso processo de crescimento populacional e acelerada expansão de área urbana. Destacou-se como marco histórico na busca do equilíbrio da infraestrutura socioeconômica. O processo de crescimento populacional também foi intenso, e a população urbana superou a rural. As causas se devem a um forte movimento migratório, à expansão nos diversos setores da economia local (comércio, indústria e serviços) e à transferência de unidades do setor da agropecuária administrativa e de produção para a área urbana.

Esses motivos levaram a Prefeitura de Rio Preto a tomar medidas criando novos bairros, implantando loteamentos populares, distribuindo lotes populares à população mais carente, objetivando sanar a carência habitacional para a população de baixa renda e promover o desfavelamento. A população urbana em 1970 era de 109.807 habitantes; atingiu 177.882 em 1980, chegando no período à taxa de crescimento médio anual de 4,94%. O perímetro urbano da cidade, que em 1970 era de 45,7 km², foi ampliado ano a ano.

 

Papa João Paulo 2º - 22112015 Papa João Paulo 2º, já idoso, reza num altar de N.Sra Czestochowa, sua devoção

Em tempo curto, de poucas décadas, a vida urbana e sua sustentabilidade se alteraram consideravelmente. Durante a gestão do prefeito Adail Vetorazzo (1969-1972 e 1977-1982), o município adquiriu parte das terras da Fazenda Felicidade, de José Garcia Lopes. Inicialmente, os projetos de moradia popular seguiam as normas do BNH (Banco Nacional da Habitação). Com base na experiência vivida, foram introduzidas inovações pelo prefeito Adail e seu secretário de planejamento, José Carlos de Lima Bueno.

Foram criados (e trabalharam em conjunto) o PRODEI (Programa de Desenvolvimento Industrial), a EMER (Empresa Municipal da Estação Rodoviária) e a EMCOP (Empresa Municipal de Construções Populares). Contou com os recursos financeiros do Programa Especial de Cidades de Porte Médio do Ministério do Interior, com o apoio do Banco Mundial. Rio Preto foi a única cidade do Estado de São Paulo incluída no Programa do Banco Mundial. Fez parte do programa de loteamentos populares promovido pelo prefeito Manoel Antunes, na zona Norte. Pelo decreto municipal nº 1673335 de 21/10/1983, o loteamento recebeu a denominação oficial de bairro João Paulo 2º.

Em depoimento, Manoel Antunes, prefeito de 1982 a 1994, justificou a escolha da denominação: “Foi a expressão do reconhecimento da firmeza, coragem e destemor de Sua Santidade na defesa dos pobres e oprimidos de todo o planeta.” “Foi e será sempre o Papa da Paz, o Papa da Solidariedade, da comunicação, do diálogo, do amor, do carinho, da amizade e da humildade”. O bairro localiza-se na região norte, junto ao córrego Felicidade e confronta-se com os bairros Jardim Jaguaré, Residencial Garcia 2, Bosque da Felicidade; e do outro lado do córrego com o Conjunto Habitacional São José do Rio Preto 1.

O loteamento inicialmente contou com uma área de 612.263,00 m2. Em 1984, o município adquiriu outra parte da Fazenda Felicidade, denominada Fazenda do Patrocínio de São José, propriedade do Liceu Coração de Jesus, de São Paulo. Somando-se esta área de 199,314 m2, o loteamento passou a contar com uma área de 811.437.000 m2. Só obteve aprovação definitiva em 1994, na segunda gestão do prefeito Manoel Antunes. Mais de 13 mil famílias foram contempladas nos diversos loteamentos populares implantados em Rio Preto.

 

Nossa Senhora De Czestochowa - 22112015 Nossa Senhora De Czestochowa

Papa abençoa o quadro 

Pe. Cesarino obteve uma cópia do quadro de Nossa Senhora de Czestochowa e com o então seminarista Leonildo Isauro Pierin, hoje padre, levou-o para ser abençoado pelo papa João Paulo 2º, que fazia sua segunda viagem ao Brasil. A comunidade teve a “oportunidade de conhecer o ícone de Nossa Senhora de Czestochowa, semelhante a que é venerada na Polônia, terra natal do papa João Paulo 2º, onde ela é a principal padroeira”.

O ícone é muito bonito e tem uma história interessante. Conta a história que o ícone original de Maria de Czestochowa foi pintado pelo próprio Lucas Evangelista e que, durante a pintura do quadro, teve a vida de Jesus contada pela própria Maria de Nazaré, nascendo assim seu Evangelho. Os peregrinos que visitavam o Santuário em Czestochowa para fazer seus pedidos punham uma vela a queimar logo abaixo da pintura.

Com o tempo, a fuligem que saía dos pavios das velas foi escurecendo a pintura. O ícone é reconhecido por seu tom de pele escura (em parte devido ao estilo, em parte devido aos efeitos da fumaça de velas), a roupa e joias. Colocado na capela do bairro João Paul’o 2º tornou-se o centro de unidade e de devoção da comunidade.

 

Nossa Senhora Mãe da Ternura - 22112015 Reprodução do ícone sacro N. Sra. Mãe da Ternura

Redentoristas em 1989

A comunidade nascente era vinculada à paróquia Nossa Senhora de Fátima e seu pároco pe. Cesarino Pietra Maffi e o pe. José Erminio Riva; e em 1994-1995 pelo padre João Guilhermino Pontes. Por decreto do bispo dom José de Aquino Pereira, de 20 de dezembro de 1995, foi criada a Paróquia Nossa Senhora de Czestochowa.

A posse do primeiro pároco, Tadeusz Szerszen, foi realizada em 9 de janeiro de 1996. O padre de origem polonesa, que tinha dirigido por 10 anos a paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Macaubal, veio com a missão de construir a igreja matriz. Deu atenção especial à população de baixa renda, administrando em parceria com a Prefeitura, a Creche Maria Inês Arnal, por meio da Cáritas Paroquial e participação de voluntários.

A capela primitiva deu lugar a outra maior, construída gradativamente, e mais tarde um templo maior. Superando dificuldades, foi construído o prédio para o centro catequético, com a ajuda providencial da Adveniat, da Alemanha, e dos paroquianos. As obras da nova matriz, com planta assinada pelo engenheiro Flávio José Rufino, tiveram início no dia 24 de abril de 2000.

O projeto compreendeu um prédio com dois andares, totalizando 2 mil metros de construção. O lançamento da pedra fundamental foi realizado no dia 1º de novembro de 2000, pelo bispo Dom Orani João Tempesta. Nessa data, a comunidade recebeu um quadro da padroeira vindo diretamente do Santuário de Nossa Senhora de Czestochowa, na Polônia, ofertada pelo bispo Henry Tomasik.

Devoção de João Paulo 2º

Os moradores do bairro João Paulo 2º, por iniciativa própria e do pe. Cesarino Pietra Maffi, pároco da igreja Nossa Senhora de Fátima, à qual pertencia o bairro, começaram a organizar a comunidade católica, reunindo-se nas orações e missas principalmente nas garagens das casas que iam sendo construídas. Em conjunto, em 1985, resolveram solicitar à Prefeitura a doação de um terreno para construção da primeira capela, com a capacidade para 500 pessoas, além de casa paroquial, salas de catequese, escola artesanal, salão paroquial, etc.

Por sugestão de pe. Cesarino, a capela teria o nome de Nossa Senhora de Czestochowa, a protetora e rainha da Polônia, já que o bairro recebera o nome do papa polonês João Paulo 2º. Segundo o bispo dom José de Aquino Pereira, esta seria uma forma de homenagear os muitos padres poloneses que trabalhavam na Diocese de Rio Preto. O construtor Nelcides Marques se tornou zelador, sacristão e amigo da capela, juntamente com colaboradores entusiasmados que construíram a primeira capela, com capacidade para 100 pessoas.

A partir de 1989, o recém-formado engenheiro Jorge Abdanur Estephan projetou as construções do galpão e da casa paroquial e o centro social, juntamente com José Anésio Colombo. Os materiais para a construção foram conseguidos entre os moradores e pelos integrantes do Encontro de Casais, liderados pelo dr. Euphly Ponchio e sua esposa, Maria Inês. Os pedreiros chegaram prontamente.

Padre Cesarino benze o cruzeiro

O jornalista Carlos Moioli, em suas pesquisas sobre as paróquias de São José do Rio Preto, relata: “A comunidade Nossa Senhora de Czestochowa nasceu em maio de 1985, com bênção do cruzeiro no bairro João Paulo 2º, pelo padre Cesarino Pietra. As missas eram celebradas na residência do casal Nelcides e Jandira Marques, em frente ao terreno, doado pela Prefeitura Municipal para a construção da igreja.

Com sacrifício, foi construída uma capelinha, que por muito tempo serviu para as celebrações litúrgicas e reuniões dos primeiros grupos, como a Congregação Mariana, o Apostolado da Oração e a Conferência Vicentina. Como meio de evangelização, padre Cesarino difundiu a devoção mariana entre as famílias católicas que se reuniam regularmente para a meditação da palavra de Deus e a recitação do rosário. As casas eram visitadas pelas imagens peregrinas de Nossa Senhora de Fátima e da Rosa Mística.

Foi a primeira comunidade a experimentar os efeitos positivos da Pastoral da Criança, criada em 1988, sob a direção diocesana de Irene Innocentini Lopes de Faria, que contribuiu com a promoção humana no combate à mortalidade infantil, à desnutrição e à marginalidade social.” (...)“A comunidade passou por um processo de renovação espiritual em 1989, por meio das Missões Redentoristas, que marcaram presença em todos os cantos do território paroquial”.

 

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