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Lembranças fotográficas
domingo, 11/10/15, às 01:00, por
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A fotografia é um recurso atraente para crianças e jovens. Elas podem reunir mais informações do que um texto. As ruas da cidade preservam muito pouco da antiga Rio Preto. Podemos encontrar um ou outro vestígio dos tempos que nossos avós ou bisavós conheceram, mas a memória desta época sobrevive nas imagens dos fotógrafos que, no passado, registraram a vida cultural e econômica da cidade. Publicações diversas a partir de 1918 deram-nos preciosas documentações de época: “O Malho”, de 1928, de Theodoro Demonte, de ascendência italiana. 

O conjunto de fotografias que hoje pode ser consultado no Album Illustrado da Commarca de Rio Preto, publicado em 1929. Joaquim Portela Santos (“Quinquim”) e Lauro Pietsch no Álbum “Casa de Cultura”, Pequeno roteiro da nossa história municipal até 1912, publicado em 1947. Kinichi Sakakibara, que ampliou e reproduziu os velhos retratos ao mesmo tempo em que escolhia os melhores ângulos para os postais de 1949. São três ocasiões diferentes, ilustrando a publicação “Três instantes de Rio Preto, 1912-1927-1949”, de Basileu Toledo França.

Otto Wiermann ilustrou reportagens, eventos, publicações comemorativas e as Revistas “A Riopretana” (1939), “Rio Preto em Revista”, Rio Preto Chic e “Atualidade Ilustrada”. Os trabalhos desses fotógrafos e dos que atuaram na cidade, na segunda metade do século 20, são importantes e raros testemunhos da arquitetura, dos meios de transportes, da moda, das atividades econômicas e dos costumes de toda uma época. Podem ser encontrados na Revista comemorativa do 1º “Centenário” de fundação de Rio Preto”, publicada em 1952; “S. J. do Rio Preto – 1961”; “Casa Bueno – Trinta anos de trabalho por Rio Preto e Região” 1925-1955; Suplementos dos Jornais: “A Notícia”, “Folha de Rio Preto”, “Pop’s”.

Imagem retida, instantâneo que se fixa, a fotografia foi um dos melhores instrumentos que o homem inventou para realizar o desejo de se eternizar, de vencer o tempo, superar sua finitude. Com ela, o homem prova a sua existência, deixa a marca de sua passagem. Revive a sua história. Folhear um velho álbum de fotografias é como embarcar na máquina do tempo. Pietsch, Sakakibara mostram uma cidade efervescente, com sonhos industriais, jardins de encantos bucólicos e ruas graciosas.

O trabalho fotográfico desses profissionais constitui também um valioso registro do progresso e da transformação urbana de Rio Preto. Tornou-se, assim, importante e raro testemunho da arquitetura, dos meios de transportes, da moda, das atividades econômicas e dos costumes de toda uma época. Suas fotos constituem o registro mais antigo da cidade e região, suas riquezas naturais, desenvolvimento socioeconômico, cultural e instituições em geral. As imagens da cidade venceram a barreira do tempo, possibilitando que os rio-pretenses no século 21 conheçam um pouco do passado de Rio Preto, condição fundamental para a construção de nossa identidade.

A evolução de uma cidade

A história da cidade é revista em imagens. Elas nos permitem contemplar a geografia da cidade, desde o aspecto geral, quanto desvendam as características dos trajetos dos rios, córregos e represas, das ruas, avenidas e praças. No século 21, o rio-pretense irá constatar que, embora elas possam ter mudado muito, esses aspectos já eram fundamentais e assumiam então características muito próprias. A Praça Dom José Marcondes Homem de Mello (denominada Praça do Comercio, Jardim de Baixo), por exemplo, como o próprio nome antigo indica, concentrava os estabelecimentos comerciais.
A Rua 15 de Novembro, por sua vez, revela-se mais residencial, larga e arborizada, ostentava imóveis mais imponentes, de famílias economicamente bem sucedidas.

A principal artéria da cidade que se urbanizava já sustentou vários nomes. Consagrou-se como centro nervoso da cidade. As fotos enfocam trechos onde predominam estabelecimentos comerciais. Essas imagens resumem nossa história. O uso de imagens como um instrumento didático em sala de aula é importante. Fotografias são um recurso atraente para crianças e jovens e podem reunir mais informações do que um texto. Podem recompor toda a memória de uma época, permitindo ao aluno interpretar, associar e analisar.

As referências locais devem ser estimuladas em sala de aula porque constituem um instrumento de memorização de um conteúdo mais amplo, como a história nacional. Ou seja, o aluno terá a oportunidade de relacionar os fatos do País com o que acontecia no mesmo período em sua cidade. Além disso, as imagens possibilitam à criança desenvolver identidade com o local onde vive e a consciência da necessidade de preservação do patrimônio edificado. No ensino médio, o estudante pode fazer uma reflexão sobre a história local e regional. O fotógrafo fez mais do que registrar um momento. Ele legou ao futuro, contando a nossa história.

 

 

 

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