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Diário da Região

10/03/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

Sonhos

Cartas do Leitor

Sempre acreditei que a cultura e a educação de seu povo assim como um espelho refletem seu país. Mas hoje me recuso a acreditar nisso. Passamos por uma crise política e moral nunca vista, em que valores foram perdidos, em que enganar virou arte, quebramos recorde de desemprego e de desaceleração econômica e muitos tentam organizar uma verdadeira guerra civil,

Uma enxurrada de informações esmaga e confunde a cabeça de milhões de brasileiros, que acordam cedo e parte para o dia a dia sem saber se voltaram empregados, se a escola do filho será paga no final do mês ou se a parcela da casa estará normalizada evitando a hipoteca.

Em meio a uma era de escuridão e incerteza, vejo milhares discutindo o Big Brother Brasil, a saída de uma participante, que pelo que ouvi e verifiquei prega uma tremenda falta de respeito com o próximo, uma falta de educação nunca vista em outras edições.

Engana-se quem acha que isso é personalidade forte. Isso é falta de limite, condiz com a nossa realidade de hoje, em que limites não existem, respeito e ética ficaram no passado, e o mínimo de honestidade é visto como idiotice.

Sonho com o dia em que a massa terá tal disposição para sair às ruas, se mostrará firme e lutará pelos seus ideais. Vão parar o país se preciso, e lutar verdadeiramente pelos seus direitos e por uma melhor qualidade de vida.

Sonho com o momento em que as redes sociais se mobilizarão, não para uma discussão sobre um assunto tão medíocre e desnecessário, mas sim aproveitando esse espaço para debates, para análise de outros pontos de vista, para divulgação de ações de políticos gananciosos que exterminaram nossa esperanças, lembrando da população apenas em período de eleições, para estudar e conhecer um pouco mais a fundo a história de seu país e a verdadeira realidade não mostrada por determinados meios de comunicação.

Wiliam Silva, Catanduva

 

Impeachment

Nós que vivemos nossa infância e juventude nos anos 70 e 80, quase que obrigatoriamente estudamos ao menos um ciclo em escola pública, visto que nesta época eram poucas as particulares e restritas aos mais abastados.

Todos se misturavam na mesma sala estudavam: o filho do médico, do delegado, do padeiro, do gari, do pedreiro, dos pequenos e grandes agricultores, também o filho da prostituta e do homicida. Brincávamos e nos relacionávamos com a pureza das crianças, sem culpas ou preconceitos.

Mais tarde, ao final do primário, alguns já não frequentavam mais a escola, precisavam trabalhar e ajudar a família. Sim, crianças trabalhavam! Percebi que as oportunidades não surgiriam para todos.

Na adolescência, notei as diferenças de forma mais clara. Líamos, ouvíamos músicas de protesto e conversávamos livremente em casa sobre política. Meus pais sempre fizeram trabalhos sociais, sabiam que algo deveria ser feito para diminuir as diferenças.

Tempos de ditadura militar, logo começamos a entender os motivos pelos quais aqueles amigos, menos favorecidos, não teriam oportunidades no País em que vivíamos.

Inflação alucinante, analfabetismo, censura na imprensa, trabalho escravo, desemprego corrupção desenfreada, saúde precária, direito de eleger nossos governantes suspensos, ausência dos direitos humanos, concentração de renda, coronéis que se eternizavam nos seus feudos, pobreza acentuada, ausência de liberdade de expressão.

Goiânia, 1986: participei da reunificação da UNE, era a continuação das aberturas do governo militar. Como todo jovem universitário interessado em política, estudei cartilhas de vários partidos de esquerda e resolvi ingressar em um deles. Acreditava em lutar por democracia, voto direto, imprensa livre, escola para todos, por um País com menos desigualdade. Achei que poderia ajudar aqueles amigos de infância ou seus filhos a ter uma chance num País mais justo.

Com pouco tempo e algumas reuniões partidárias, percebi que os métodos propostos para melhoria da nação incluíam ações não ortodoxas, que não condiziam com os conceitos que havia aprendido em casa. Desacreditei! O preço a ser pago não estava nos meus planos. Desliguei-me rapidamente.

Trinta anos depois, sem espanto, vejo que as esquerdas chegaram aonde pretendiam e com os métodos que pregavam. Tomaram uma overdose de poder e o povo descobriu quais são esses métodos. Para aqueles que desejam mudar o Brasil, que lutam contra a corrupção e são pró-impeachment, vamos às ruas. Dia 13/3 às 11h, em frente ao Mercado Municipal.

Roberto Carlos Musegante Jr, Rio Preto

 

Lava Jato

A ação truculenta contra Lula e a família foi, dizem, legítima, ou absolutamente tudo de acordo com a lei; que não há nada de errado. Então tá bom.

No entanto, fico aqui pensando com os botões da minha camisa: então por que não dispensar o mesmo tratamento em relação às privatizações mal explicadas e ao enriquecimento de FHC; a lavanderia no Caribe, do Serra; ao ‘aecioporto’, propina de Furnas, contas nas Bahamas, do Aécio; a rodovia Washington Luís, dos Covas, do metrô de São Paulo, etc, etc?

Por que só contra o PT? Por que os bandidos do PSDB e do DEM são intocáveis?

Os botões da minha camisa não respondem.

João Marani, Rio Preto

 

Ministro

A saída do ministro José Eduardo Cardozo provoca discussões entre os aliados e manifestações da oposição ao governo Dilma. A questão tem de ser avaliada sob o prisma político e repercutem mal as insinuações sobre possíveis mudanças no comportamento da Policia Federal. Esse organismo tem agido com muita competência nos últimos anos. É pena que isto não tenha acontecido nos governos anteriores. Ou será que apenas nos tempos atuais os políticos e empresários agiram com incorreção?

Uriel Villas Boas, Santos.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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