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Diário da Região

13/11/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

Somos energia

Cartas do Leitor

Com o título “Somos energia”, publicado na revista “Bem estar” do Diário da Região (6//11), a psicoterapeuta Marcelle Vecchi estimula os leitores a rever antigos conceitos sobre nossa realidade existencial, à luz dos avanços da ciência. A teoria da Relatividade Geral, junto com outros conceitos da Física Quântica, apresenta uma nova visão do mundo, bem diferente da concepção bíblica do universo criado em sete dias ou da simples atração terrestre, concebida pelo renascentista inglês Isaac Newton.

A genialidade de Einstein veio para demonstrar cientificamente que não há vazio no Universo, mas apenas o vácuo, algo que existe, mas não se vê: a energia ou matéria escura. E isto porque nada conseguiria estar solto no cosmos. Todos os elementos da natureza, terrestres ou celestes, materiais ou espirituais, que conhecemos ou possíveis de existir, estão intrinsecamente imersos em ondas gravitacionais, que formam campos eletromagnéticos, que se atraem e se chocam, rodando continua e vertiginosamente, produzindo energia.

Equações matemáticas descrevem como o espaço se curva em torno de uma estrela, a luz não viaja em linha reta, o tempo passa mais depressa no alto e mais devagar em baixo (um rapaz que vive à beira-mar é levemente mais jovem do irmão gêmeo crescido nas montanhas). Simplesmente, não temos a percepção de que andamos de cabeça para baixo, com os pés presos à terra ou à água pelo magnetismo universal, e de que o espaço entre mim e o amigo com quem estou conversando é preenchido por ondas gravitacionais.

O conhecimento científico da modernidade deveria nos levar à percepção de que todos os seres do Universo estão conectados numa imensa rede de energia, não existindo separação entre espiritualidade e materialidade, pois uma não tem vida sem a outra. Não há nascimento ou morte, mas apenas transformação. A criação não deixe de ser um mito, cujo desmoronamento começou com a publicação de “A origem das espécies” (1859), a obra-prima de Darwin, o pai do evolucionismo.

O que distingue uma personalidade de outra é a carga de energia que conseguimos armazenar e transmitir pela interação entre seres humanos e elementos da natureza, de uma forma automática, inconsciente. A articulista fala dos que agem como “vampiros”, gente autoritária e controladora que suga a energia vital de suas “vítimas”. Caberia a uma sociedade civilizada lutar contra as energias negativas da prepotência, da ignorância e do fanatismo, promovendo a irradiação da força da razão, da justiça e do amor entre todos os seres.

Salvatore D’Onofrio, Rio Preto.

 

Eu duplicado?

O sonho, a suposição e a fantasia estão presentes nas pessoas em todos os níveis. Quando sonhamos ‘criamos’ uma fantasia e nalguns momentos estas fantasias, estes sonhos, podem se tornar em pesadelos. Nalguns poucos casos, os sonhos são premonições perfeitas com algumas distorções. Cientistas já escreveram e fizeram conjecturas das mais variadas sobre os sonhos, inclusive Sigismund Scholomo Freud. (1856 – 1939).

Vamos caminhar pela trilha da suposição, do sonho. Imagine que você, num estalar de dedos, seja duplicado com todas as suas características, formas, conhecimento, informação e fique de cada-a-cara com você mesmo, olhando olho-no-olho. Você olhando para você sem a magia do espelho. Você encararia ‘você’?

Nós temos costume de saber de tudo sobre todos ou o máximo possível. Os outro sabem sobre nós às vezes muito mais do que nós mesmos. Você sabe tudo sobre você e muita coisa você faz de conta que não sabe. Nem mesmo você se atreve a pensar sobre seus ‘segredos’. O eu é o lugar mais secreto do mundo das ideias

Você, sentado num banco de jardim, lado a lado com seu duplo, escolheria você para ser seu amigo, mas amigo mesmo? Você confiaria em seu ‘outro’? Se atreveria a olhar nos olhos do outro que é você mesmo? Falaria para o ‘outro’ o que você esconde de você mesmo? Contaria para ele tudo sobre você? Confiaria mesmo ‘nele’? Assinaria uma procuração dando plenos poderes para ‘ele’?

No mundo em que vivemos, e apenas por experiência única e jamais repetida, confiar foi coisa de ‘fio de bigode’. Foi. Será que ainda é? Em que nível?

Vivemos no tempo da globalização. O mundo se tornou pequeno nas ondas da internet. Não há mais conhecimento estanque, próprio de alguns ‘iluminados’. A informação não é conhecimento. O conhecimento é livre hoje e se o cidadão não souber usar a informação você jamais terá conhecimento.

Nossos problemas ficam trancados no interior da máquina biológica chamada cérebro. Só saem de lá se houver uma senha específica. Ninguém, mas ninguém mesmo sabe o que você pensa se não escrever ou falar. Teu ‘amigo duplicado’, você, sabe o que você pensa e muito mais.

Num processo judicial quem sabe sobre ‘sua verdade’? Você. Só você. Ninguém mais, mas teu ‘ amigo duplicado’ sabe e com detalhes, todos os detalhes. Todos.

Isto o angustia? Isto lhe causa medo, pânico? Isto lhe agrada ou não lhe diz respeito?

O homem é um ser gregário e não vive senão em sociedade. Este gregarismo constitui a sociedade humana. Diz o texto bíblico cristão: não é bom que o homem viva só. E então? O que você acha de ter um ‘outro’ que sabe tudo sobre você, mas tudo mesmo?

Antonio Caprio, Tanabi.

 

Trump

É assombroso e ao mesmo tempo intrigante vermos a irritação de milhares de brasileiros demonstrando insatisfação com a eleição de Ronald Trump nos Estados Unidos. Nem Freud explicaria isto, visto que os brasileiros sequer se preocupam com as suas próprias eleições e votam por simpatia e não por competência ou então por um churrasco, bola ou camisa de time de futebol.

Se soubéssemos votar com certeza não teriam sido eleitos presidentes da República, governadores e prefeitos incompetentes, e por isso a roubalheira corre leve e solta por todos os cantos do nosso país. Preocupemo-nos com o nosso quintal que está cheio de sujeira, os americanos sempre souberam escolher seus dirigentes e por isso são a maior potência mundial.

Enquanto continuarmos elegendo políticos condenados, o nosso Brasil não passará de mero participante da história de mais um país do globo terrestre.

Cássia Moreira, Rio Preto.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: [email protected]

 

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