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Diário da Região

05/02/2016 - 00h11min

Cartas do leitor

Resposta

Cartas do leitor

Com relação ao texto opinativo intitulado 'Circulação de veículos deveria ser impedida' (27/1), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) considera equivocadas as informações prestadas pelo engenheiro José Bernardes Felex, da USP, de São Carlos, quanto à menção ao DER no caso da erosão em estrada vicinal. O sistema viário do Estado de São Paulo é dividido em vias sob administrações municipal, estadual e federal. Os órgãos vinculados a cada instância de administração pública agem nos trechos dentro de sua área de jurisdição. Tanto é rígida a divisão das áreas de jurisdição que, para a realização de obras em vias municipais por órgãos estaduais, é necessária a celebração de convênio entre Estado e Prefeitura, prevendo a ação a ser executada. Desta forma, por se tratar de uma estrada vicinal, sob a administração das prefeituras de Catanduva e Novais, o DER não poderia intervir na interdição, fiscalização e monitoramento do trecho. Assim, o único órgão responsável por "manter veículos atravessados na pista, dos dois lados da ponte e com luzes de advertência ligadas", seria a própria gestão municipal. 

Secretaria de Estado de Logística e Transportes

 

Educação do atraso

A leitura do artigo de Lya Luft 'Deseducando o Brasil' (Veja, 3/2) nos estimula à luta contra a barbárie, no bojo do projeto do Ministério da Educação, que visa reduzir o ensino de matérias fundamentais para a construção de uma cidadania civilizada, priorizando o estudo de costumes indígenas.  Quer dizer, em lugar de progredir, temos que ir para trás, barbarizando os cidadãos em lugar de civilizar as tribos primitivas. A cultura indígena tem que ser respeitada e preservada, mas não imitada, ensinada nas escolas como modelo de vida. Não pode passar do nível do folclore. Os britânicos que ocuparam a Nova Zelândia estabeleceram uma convivência pacífica com os indígenas maori, respeitando seus costumes e melhorando seu nível de vida. A desculpa apontada para a reforma do currículo básico é não traumatizar as crianças e os jovens pelo estudo de muitas matérias. Quando jovem, na Itália, me obrigaram a estudar oito anos de latim, três de grego, três de história da filosofia e da arte, além da língua italiana, gêneros e movimentos literários, matemática e noções de várias ciências. E nunca me senti estressado. Meu pai, que não era nenhum intelectual mas apenas um sapateiro, me dizia que as crianças, como os adultos, deviam trabalhar oito horas por dia: quatro em sala de aula e mais quatro em casa para fazer tarefas e leituras complementares. Explicava-me que, sem aplicação ao estudo, não podia ter um bom futuro. Reduzir mais ainda o currículo mínimo, como reza o projeto enviado ao Congresso Nacional, é uma medida vergonhosamente demagógica do ministro da Educação para cativar os votos dos jovens estudantes que não querem aprender, mas apenas tirar um diploma. Ignorando as raízes da cultura ocidental, fundamentadas na história, arte e filosofia da Grécia e da Roma antigas, bem como na Renascença europeia e no Iluminismo, queixam-se porque o canudo recebido na formatura universitária não lhes propicia um emprego decente. Deveriam culpar seus cérebros atrofiados por falta de estudo!

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto 

 

Prática da injustiça
 
Estamos diante de uma expressão carregada de grandes desafios. A justiça é caminho de perfeição na convivência de uma pessoa com a outra. Serve para medir os limites dos direitos e deveres nas relações sociais, coisa que não é muito observada na história da sociedade brasileira. As relações são bem desiguais, criando um fosso muito alongado entre ricos e pobres. O papa Francisco convocou o mundo, durante o ano de 2016, para realizar um processo de misericórdia. Isto significa que a vida pode ser diferente e pautada por ações mais humanas e cristãs. Só uma realidade de mudança interior será capaz de trazer luz para uma prática diferente, com muito mais compromisso social e conseguir realizar uma justiça distributiva e partilhada. Concluindo das palavras da Bíblia, Deus julga com justiça e quer das pessoas ações justas. Podemos dizer que todo comportamento que fere a dignidade das pessoas é interpretado como impureza, e a pessoa deve passar por uma via de purificação. A decadência política e econômica do Brasil, principalmente nos últimos tempos, é consequência lamentável de atitudes injustas, de riquezas mal geridas, desviadas de suas finalidades e sem cumprimento das exigências sociais. A corrupção está desgastando as possibilidades de um País melhor. Com isso, toda a população sofre com os desequilíbrios daí emanados. Os detentores privilegiados do poder, em suas ações políticas e econômicas, devem ultrapassar o formato egoísta interesseiro de agir e fazer o bem para o povo. Compete também ao Judiciário superar o conformismo, deixá-lo para lá e enfrentar, sem conivência, o diabólico mundo das injustiças, superar o medo das represálias e lutar com coragem em prol da Justiça.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba

 

Crise

Então a culpa da crise no Brasil é do povo? Fazendo correntes negativas, deu no que deu! E também todos os meios de comunicações no País estão faltando com a verdade? As matérias são tendenciosas? Quem está com a verdade e a razão é esse governo podre e corrupto, um verdadeiro lamaçal envolvendo toda a nação. Por incompetência e prepotência que, na última campanha eleitoral, fez o povo de palhaço, enganando a todos, tamanho desespero de não se reeleger. O povo não tem como gastar! Desemprego assolando o País, empresas de pequeno, médio e grande porte fechando as portas, não aguentando os juros altíssimos. Culpa do povo, que está morrendo nos corredores de hospitais por falta de dignidade. Companheiros, a culpa é do povo! Quem colocou essa podridão no poder é culpado, sim.

Maria de Lourdes Perini Gonçalves, Rio Preto

 


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