X

Diário da Região

28/05/2015 - 01h05min

Cartas do leitor

Reforma

Cartas do leitor

 

A pauta do Congresso Nacional está carregada. Vai ficar ainda mais densa, e tensa, com a entrada em discussão da reforma política. O país já não aguenta o adiamento desta reforma, que já foi exaustivamente cobrada como a "mãe de todas as reformas".
Se não é pela vontade dos congressistas, o clamor nacional está urgindo que se coloque o assunto na mesa dos debates, com a inequívoca disposição de elaborar um projeto abrangente, e colocá-lo em votação. A opinião pública já assinalou, com suficiente clareza, os pontos principais desta reforma, que devem ser definidos e votados. Nestes dias foi entregue ao Congresso Nacional um projeto abrangente de reforma política, apoiado por mais de seiscentos mil eleitores. O número não atingiu o quórum suficiente para urgir o Congresso a discutir e votar as propostas elaboradas por uma "coalizão" de entidades, onde figura, entre outras, a CNBB e OAB. A esta altura, não vem ao caso se foram preenchidas ou não as condições de uma "Iniciativa Popular de Lei", como determina a Constituição. Pois o recado está dado, com clareza, e com ênfase em sua urgência. Nem é o caso, também, de dar importância às querelas internas dos católicos que pensam que a CNBB deveria fazer como Pilatos, lavar as mãos para não se sujar com os destinos do povo. O que não dispensaria, isto sim, uma séria avaliação para discernir onde moram as causas da anemia política de muitos cristãos, que preferem aumentar o volume dos salmos no interior da igreja, para impedir que a voz das ruas seja ouvida. A proposta de reforma não dispensa a atuação do Congresso Nacional, nem usurpa as atribuições que são próprias do Estado, pelo qual, de resto, devemos todos nos sentir envolvidos como cidadãos conscientes e corresponsáveis. Que o Congresso coloque logo o assunto em discussão. Mas que não perca de vista as sugestões que trazem as preocupações mais evidentes da cidadania.
Entre elas, a mais complicada, e que vai exigir sabedoria e abertura de espírito, é certamente a questão do financiamento da campanha política. Em especial, o financiamento de campanhas por parte de empresas. A questão de fundo é afastar, o quanto possível, a influência do poder financeiro sobre o resultado das eleições. Pois até que tivermos deputados e senadores financiados para defenderem interesses corporativos de empresas, a democracia fica comprometida e desvirtuada. Outro ponto nevrálgico da reforma política é aprimorar a representatividade do Congresso Nacional. E´ preciso que o sistema político estimule a proximidade dos eleitores com os eleitos, para cobrar deles as incumbências que a cidadania lhes atribui, e que eles assumiram publicamente na campanha eleitoral. Este difícil desafio precisa encontrar mecanismos viáveis de sua realização. Pode ser pelo voto distrital, na forma que se resolva implementá-lo. Mas este desafio precisa levar em conta, simultaneamente, a função dos partidos políticos, que viabilizam a formulação de projetos amplos, para ir consolidando um projeto de Nação para todo o país.

Demétrio Valentini, bispo de Jales

 


Políticos 

Oportuno o artigo da Dra. Vincenzina Santangelo sobre "Nosso tempo" no suplemento Bem Estar. A Dra. Vincenzina traça magistralmente um paradoxo do que poderíamos estar sendo em nossos dias atuais revendo o que fomos, o que vivemos e o que presenciamos nos séculos passados. Mas, pelo jeito somos magistralmente maus alunos e péssimos aprendizes de humanidades nas aulas que tivemos de futuro. Os políticos são pivetes e trombadões com uma cultura que só pode ser chamada de "curtura" em longos mandatos de rixas chulas e interesses dinheiristas, além das leis absurdas criadas somente com intuito de se empurrar com a barriga, o que realmente precisa ser feito, pelas cidades e pelo povo. E o que é realmente de interesse da coletividade é jogado diariamente na lata do lixo quando se tem lata pra jogar! Será que deveriam colocar mais latas de lixo nas ruas ou mais latrinas nas câmaras e prefeituras? Acabaríamos pagando ágio por jornais e papel higiênico com certeza! E 10 por cento ou mais de vantagem pela licitação no bolso de um político! Mas vamos debandar para outro assunto mais interessante, uma vez q ue todos estão falando dos que atrapalham sempre o comércio, as ruas, as estradas e o bom andamento da economia, salvo alguns remanescentes que em cenários pouco amistosos ainda levantam as bandeiras que, amassadas foram depositadas sem valor algum no fundo mofado de uma triste e insana urna, num dia 15 de novembro qualquer. Falemos da alta sensibilidade e sabedoria da Dra. Vincenzina Santangelo que de forma tão sutil resumiu as mazelas de um horizonte perdido. O qual foi perdido indubitavelmente, tudo por causa de ganância e politicalha!

Norival Ponté, Rio Preto

 


Radares

A instalação de radares realmente se faz necessário, com a boa intenção de orientar, alertar e até multar quando desobedecidos. Porém nunca deveriam ser instalados sem critério, pairando dúvidas quanto seu objetivo, como um desses que está sendo instalado na Avenida de Maio, cujo poste está totalmente obstruído por uma árvore no canteiro central, e os equipamentos quando instalados desaparecerão totalmente. Será que não perceberam? Será?

Anisio José Venturinelli, Rio Preto

 

Patentes

Dentro de um mundo globalizado, onde a cada instante são lançadas no mercado produtos tecnologicamente avançados, responsáveis pelo desenvolvimento, a demora de 11 anos para a emissão de uma patente de propriedade industrial ou intelectual é, por si, prova de atraso ao nosso país. Principalmente considerando-se que boa parte dos inventos e aperfeiçoamentos tecnológicos passíveis de certificação não têm tanto tempo de vida útil. A maioria dos produtos cumpre sua missão de mercado antes de seu proprietário obter o reconhecimento do anacrônico órgão controlador estatal. O que é moderno hoje, pode ser sucata amanhã dado o avanço da pesquisa e dos meios. Espantosamente, ainda existem programas de computador de 1997 à espera da patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, entre ouros.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, São Paulo

 

Cartas: 

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

 

>> Leia aqui o Diário da Região Digital

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso