X
X

Diário da Região

17/12/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

Ratos

Cartas do Leitor

Uns lutam, outros aproveitam e o povo paga a conta. Quantos brasileiros lutaram, quantos jovens pintaram a cara na campanha pelas Diretas-já? Quantos lutaram naquela campanha pensando num Brasil verdadeiramente democrático e comandado por democratas? Quantos ali estavam apenas pensando em ter mais facilidades para roubar?

Quanta decepção com a citação de nomes nos quais depositávamos as mais fagueiras esperanças envolvidos no recebimento de propinas e consequentemente também responsáveis pela crise econômica que aniquila o desenvolvimento e remete para o relento mais de 12 milhões de brasileiros, que sem emprego sofrem as agruras enquanto deputados, senadores e quejandos enchem os bolsos?

Com tanta gente envolvida nessa roubalheira, pode se afirmar que a Odebrecht se transformou no banco oficial dos congressistas, pois milhões do dinheiro público foram para ali canalizados através de obras super faturadas e acordadas previamente, com esses quadrilheiros de todos os timbres, desde “tucanos, gambás, raposas e também de “santos e cajus”.

Isso nos sinaliza que nessas atuais passeatas devemos ter todo cuidado, pois o vento que soprava lá é o mesmo alísio que está soprando agora, e se as mesmas foram e estão sendo idealizadas por patriotas de verdade, é perceptível que têm muitos infiltrados, disfarçados de cordeiros, que não passam de víboras, esperando o momento certo para darem o bote, digo, meterem as mãos nos cofres públicos. Sem saber, escrevi no início da campanha eleitoral deste ano que era doloroso ver gente de bem se juntando a conhecidos e condenados malandros por todos os cantos do Brasil.

Mas agora fica fácil perceber que o dinheiro une a todos no mesmo banco, na mesma praça para abrirem o cofre: o cofre do povo. Oxalá, logo mais o STF não transforme tudo o que estamos assistindo, num sonho de verão para gáudio dos ladrões e tristeza de quem trabalha de fato neste Brasil.

Manoel Antunes, Rio Preto.

 

STF

Gratidão ao ministro Luiz Fux por ter entendido que a vontade popular expressa no projeto de lei das “Dez medidas contra corrupção”, foi completamente desvirtuada pela Câmara dos Deputados, indo frontalmente em desacordo com os anseios dos postulantes, quiçá de toda sociedade que é contra corrupção. Parabéns, ministro, sua toga representa vestimenta digna de um Magistrado do STF, e não asa de morcego hematófago! Esperamos mais ministros com a mesma dignidade.

Maria Amelia Locatelli, Rio Preto.

 

Legislativo

O maior poder dentre os poderes, apesar de ser eleito para nos representar, é desconhecido dos eleitores brasileiros, tanto que esquecemos em quem votamos após uma semana das eleições, até para vereadores que estão mais próximos. Isto pra não dizer para deputados, sejam estaduais ou federais.

Nunca lhes cobramos nada, o que os deixam numa boa até para se reelegerem. Cobramos sim, mas nem sempre, dos prefeitos, governadores e presidente da República, esquecendo ou desconhecendo que o Executivo depende da aprovação do Legislativo para poder executar seus projetos. Quando aprovados, após analisados se são do interesse dos cidadãos, sofre fiscalização sobre a execução. Isso tudo em tese, porque na realidade é tudo bem diferente.

Vamos citar aqui, como exemplo, o serviço que vem sendo executado nos corredores e pontos de ônibus. Será que o dinheiro gasto ali é tão necessário, ou tapar buracos pela cidade esburacada com essa verba seria mais apropriado? Nossos vereadores, no mínimo, no "toma lá da cá", aprovaram sem analisar.

Vejam o caso do Renan Calheiros que desobedeceu o Poder Judiciário, na sua mais alta corte. Democracia? Por que miramos nossas decepções no Executivo? Pra que serve o Legislativo? O povo o ajudou (levado pelo interesse da grande mídia), a gritar "Fora Dilma".

Já gritar "Fora Renan", não resolveu nem com mandato judicial. Cuspiram não só na minha cara como na do povo brasileiro que quer justiça. É decepcionante, e isto só acontece porque somos incapazes e não sabemos como cobrá-los politicamente. Será que só as novas gerações se conscientizarão de que precisamos aprender a votar? E principalmente no Legislativo?

Politizemo-nos ou isso nunca vai acontecer. Não adianta gritar, - a muralha ecoa.

Cesar Maluf, Rio Preto.

 

Condenados

Depois de tanto tempo assistindo os sucessivos golpes que nós brasileiros estamos recebendo é que encontrei um embasamento teórico bastante interessante para argumentar essa coisa descabida e horrorosa que nossos representantes políticos, revestidos da total falta de índole e de competência, resolveram em comum acordo de Norte a Sul, de Leste a Oeste nos roubar o melhor que nós “povo brasileiro” podíamos ter; a esperança de um dia ver nosso país tratado com dignidade, honestidade e reciprocidade de confiança que nosso voto, necessariamente e obrigatoriamente pode nos garantir.

Tenho certeza que nenhum de nós estamos em paz, os ladrões desmantelaram a economia da nossa Pátria , sujaram as suas mãos com o dinheiro que escorre a fio pelos “ralos do Poder”.

Os nossos representantes políticos envolvidos com a Odebrecht e a Operação Lava Jato estão mancomunados e nós ficamos procurando brechas para sairmos as ruas e gritarmos que nossas casas são assaltadas, nossas famílias estão em perigo porque já não nos deixam respirar até que o próximo, em progressão geométrica, seja apontado como ladrão do dinheiro público.

Em 1920 a frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostra uma visão com conhecimento de causa: “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e pela influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; Então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

Angela Perozin, Rio Preto.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso