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Diário da Região

24/02/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

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Cartas do Leitor

Parabéns mais uma vez ao Diário da Região, agora pelo editorial de ontem Lei Viúva Porcina. Os nossos parlamentares precisam acabar com essa hipocrisia de metralhadora giratória e querer agradar a todos os eleitores, indistintamente. A Bíblia onde a maioria deles estuda tem um caso exemplar: ninguém consegue agradar a todos. Essa história de generalizar e proibir uma atividade lícita para enquadrar aqueles que não cumprem a lei, prejudicando as pessoas que trabalham de forma honesta, promotores de eventos, garçons, bufês, pessoal de serviço, seguranças, etc – principalmente numa época em que o desemprego atinge índices assustadores - só porque um jovem morreu ao ingerir bebida em excesso numa festa tal seria se a festa onde aconteceu o fato fosse um casamento ou um aniversário, proibir também esse tipo de festa.

O legislador precisa pensar grande, com universalidade, e para isso está ali, eleito pelo povo. Não para agradar comunidades religiosas em que tem seus nichos de votos ou puxar saco de autoridades. Cabe à autoridade competente cumprir seu papel, fiscalizar e punir rigorosamente aqueles que descumprem a lei. Principalmente aos que oferecem bebida alcoólica a menores. Para isso a autoridade está ali, sendo paga com nosso dinheiro, para tal mister. Ninguém ali é voluntário. E aos maiores, presume-se que, estando aptos a votar, a dirigir, a frequentar locais proibidos para menores e que sabem muito bem a punição que advém do descumprimento da lei, tenham condições de discernir o que pode e o que não pode.

Aliás, a propósito, é muito simplório e ditatorial esse tipo de lei que proíbe menores na rua depois de determinado horário, tolhendo a liberdade deles como se estivéssemos vivendo tempos de guerra e as pessoas que recebem seu salário fiscalizar e coibir excessos de menores, ficarem em casa assistindo tevê. Não é assim. Com todo o respeito, a Vara de Menores precisa ser bem maior, mas no pensamento, na logística, na atuação. Presume-se que os legisladores tenham suficiente discernimento para atentar a esses detalhes. Senão, como de forma exemplar, finaliza o Diário em seu editorial: “Fiscalização por parte das autoridades e punição rigorosa aos infratores com base em legislação já existente, com ênfase especial no Estatuto da Criança e do Adolescente, dispensariam a polêmica e não acrescentariam mais esse capítulo à cultura da proibição.”

Waldner Lui, Rio Preto

 

O eco de Eco

Sexta feira morreu Umberto Eco, a meu ver, o intelectual italiano mais influente da cultura ocidental na época moderna. Escritor, professor, filósofo, linguista, semiólogo, crítico de literatura e de arte, ele nos deixou obras fundamentais em diversas áreas do conhecimento, especialmente na comunicação humana. Ficou mundialmente famoso pelo romance “O nome da rosa”, adaptado para o cinema em 1986, em que a flor simboliza a biblioteca de um mosteiro dominicano do fim da Idade Média, que abriga textos proibidos da cultura greco-romana. Violentas mortes acontecem, sendo que as vítimas apresentam sempre dedos e língua roxos, punidas por folhear livros profanos.

Além deste livro, cujo sentido principal é uma crítica aos horrores cometidos pela Santa Inquisição, Eco escreveu outras obras importantes, entre as quais ressalto: Obra aberta (1962), coletânea de ensaios sobre o oficio da crítica, que deveria julgar textos literários ou outros objetos de arte sem preconceitos, pois estão sujeitos a várias interpretações; O Pêndulo de Foucault (1988): três personagens jornalistas evidenciam conexões ridículas entre manuscritos de ciências ocultas e eventos históricos (lenda do Santo Graal, Templários, alquimia, cabala, teorias da conspiração, até umbanda brasileira); Número Zero (2015): um manual do mau jornalismo, que conta histórias grotescas onde não há distinção entre ficção e realidade, entre tempo passado, presente ou futuro, visto que os acontecimentos poderiam dar-se a qualquer momento. Daí o número zero do jornal.

Fazendo um trocadilho com o sobrenome do erudito italiano, Eco nos deixou um “eco”, uma ressonância ou legado que não irá esmorecer ao longo dos tempos. E não pelos 30 milhões de exemplares vendidos, traduzidos em várias línguas. Autores de livros de auto-ajuda, tipo Paulo Coelho ou padre Marcelo Rossi, vendem muito mais, atendendo ao anseio da grande massa popular, que espera a salvação pela intervenção de forças sobrenaturais. Umberto Eco dedicou sua vida e sua obra à busca da verdade existencial, polemizando com mordacidade em nome da honestidade intelectual, chegando a desistir do catolicismo e aderir ao ateísmo para não sentir-se hipócrita, em vista de que deixara de acreditar na existência de seres imortais, divinos.

É apenas o uso da inteligência crítica que pode nos salvar do obscurantismo ideológico, político ou religioso, que tanto atrasa o progresso da humanidade. Recentemente, Umberto Eco denunciou ao jornal La Stampa de Turim o que chama de invasão dos imbecis: "As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas”. Gente que diz coisas sem conhecimento de causa, sem um mínimo de cultura, apenas por vaidade, pelo desejo de aparecer!

Salvatore D’Onofrio, Rio Preto

 

Jocelino

Agradeço ao Jocelino Soares, que com sua alma de poeta escreveu o texto Rosa parteira, no domingo, dia 21/2. A repercussão da matéria foi maravilhosa junto a todos que a conheceram e conviveram com Rosa parteira. Falar dessa maneira singela de uma pessoa simples, nos faz acreditar e termos esperança que tudo vale a pena quando se faz por amor.

Só uma alma poética e cheia de sentimentos como a de Jocelino poderia descrever Rosa parteira. A todos emocionou e lágrimas de satisfação e orgulho caíram de saudades dessa mulher guerreira, batalhadora e principalmente doadora de amor que Neves Paulista conheceu. A vocês, meu muito obrigada pelo profissional dessa equipe, e ao jornal minha eterna gratidão como filha de Rosa parteira que sou.

Ierta Zaldini Hernandes, Rio Preto.

 

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