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Diário da Região

29/07/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

Negociatas

Cartas do Leitor

Fico impressionado com os fatos noticiados nas últimas semanas sobre apoios de partidos e políticos para ganhar as próximas eleições: o partido tal não vai apoiar mais este e sim aquele porque... O vereador tal ficou magoado porque fulano... O cidadão do bairro tal está sendo assediado porque tem força e trará muitos votos... Bem, fico com a impressão que se trata de uma luta no Olimpo entre deuses.

As perguntas que faço são essas: é assim mesmo que se ganha uma eleição? O eleitor rio-pretense ainda se submete a cabrestos eleitorais? Quem manda no voto de qualquer eleitor não está conspurcando a sua consciência? Quem negocia a sua consciência deve ser considerado um cidadão corrupto ou corruptível?

Qualquer uma dessas perguntas (ou todas) se for respondida com um sim, é sinal que muitos estão se prejudicando em favor de poucos, porque não sabem mesmo o valor e o peso de seu voto na urna. Quando Pelé disse que o brasileiro não sabe votar, foi massacrado! Politicamente, estamos piorando a cada eleição. Mas a culpa não é do candidato oportunista e manipulador, mas do eleitor invigilante e caçador também de favores especiais para si ou outro qualquer que lhe interesse.

Aos 70 anos, não tenho mais o dever de votar. Mas vou às urnas por devoção, e querem saber de uma coisa: antigamente quando se votava através de cédulas, era possível escrever o seu sentimento. Dava para "votar" até em rinocerontes, macacos. O voto era considerado nulo, mas o eleitor deu vazão ao seu sentimento. As urnas eletrônicas de hoje deveriam ter uma outra tecla, mais de acordo com a cara daqueles que prometem, não cumprem, mas seguem candidatos. Sabe aquela tecla que a gente aperta quando está triste, envergonhado, decepcionado, frustrado? Pois é, é esta mesmo que você pensou.

Vislei Bossan, Rio Preto

Vira-latas

Será que um bloco de partidos políticos com índole comunista construiria mais de oito milhões de residências aos mais carentes? Financiaria mansões em condomínios fechados? Financiaria construções de arranha-céus para moradia e/ou comércio em todo território nacional? Financiaria carros de todas as marcas a população?

Manteria programas como o Bolsa Família para as pessoas menos favorecidas? E auxilia os mais abastados, quando encontram supermercados e feiras livres com produtos hortigranjeiros sem agrotóxicos, em abundância?

Em apenas 12 anos (2003-2014), somos a sétima economia do mundo. Sem a CPMF distribui a custo zero, remédios para portadores de diabetes, HIV, pressão alta, câncer e outros males, coisa que nunca haviam acontecido na nossa história. Criou o programa “Mais médicos”, que atende pessoas nos mais longínquos recantos do pais.

Lembro-me dos BNH (Banco Nacional da Habitação) que após pouquíssimo tempo de ser criado financiava reduzidos números de residências e quebravam, deixando os mutuários, construtoras e seus fornecedores a verem navios. Há alguns anos não sabíamos mais o que era inflação. E tantas outras conquistas como a transposição do rio São Francisco.

Financiamento das belas arenas de futebol em diversos estados que nos encheram de orgulho na copa do mundo. Agora a Tocha Olímpica percorrendo todo o país, mantendo a tradição histórica. Vamos acabar com o nosso complexo de vira-lata e reconhecer que nunca o pais se desenvolveu como nas ultimas décadas.

Egberto Xavier de Almeida, Rio Preto

Revolução dos Bichos

Muito oportuno o artigo do economista João Francisco Neto “Os mais iguais” (Diário da Região, 28/7), relevando a atualidade da famosa fábula do britânico George Orwell, Aninal Farm (1945, a Revolução dos Bichos), que trata da insurreição de animais contra o dono de uma fazenda. Os porcos, que passaram a substituir os humanos, acabam se tornando ainda mais prepotentes, escravizando os outros quadrúpedes. A moral da história ficcional é que há sempre alguns que se consideram mais iguais do que outros.

A obra de Orwell é interpretada como uma sátira contra o regime soviético que, em nome da justiça social, acabou substituindo os poderosos do czarismo pelos chefões do comunismo. O mesmo diga-se dos petistas brasileiros. Precisamos entender que o autoritarismo egoísta é próprio do ser humano.

Cabe à sociedade civil não conferir poder à gente desonesta, não elegendo nenhum político com tendência à corrupção. Como diziam os romanos, a mulher de César não apenas tem que ser honesta, mas também assim parecer. Qualquer dúvida sobre falta de ética deveria impedir a ocupação de um cargo público. Que não continuemos a dar poder aos porcos!

Salvatore D’Onofrio, Rio Preto

Corrupção

Em nome da corrupção, governantes fazem sua plataforma de governo, como se não fosse com eles. Na retomada do poder pela elite do dinheiro, que comprou as redes de TV e que, aliás, também fazem parte dessa elite, e que são os maiores formadores de opinião por estarem as 24 horas do dia dentro das casas de todos, trabalharam para esta retomada promovendo uma baixa na expectativa, usando a corrupção como se ela tivesse sido inventada agora.

Colocaram o país nesta recessão, onde quem sofre mais é o povo das classes mais baixas. Michel Temer agora, em conluio com esse Congresso corrupto, aprova projetos duvidosos, em nome da retomada da economia, com apoio da TV que cria uma nova expectativa a nos enganar.

Prestemos atenção: há mais de 100 anos, Ruy Barbosa já dizia: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto".

Por aí vê-se que ninguém governa honestamente não é de hoje e que a corrupção é uma senhora bem idosa em nosso país. Quem sabe um dia, essa classe média, inteligente como ela se imagina, entenderá que está ajudando esse país a ser essa nação desigual, e não cairá mais nessa conversa de pretensos "salvadores da pátria", votando, nas próximas eleições, de maneira correta, em partidos, para poder cobrá-los, responsabilizando-os, e só assim, poderão melhorar as coisas.

Cesar Maluf, Rio Preto

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