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Diário da Região

03/04/2015 - 02h53min

Cartas do leitor

Maioridade penal

Cartas do leitor

Maioridade penal

Em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171-A/93 (aprovada após mais de 20 anos em tramitação) que altera a faixa etária de responsabilidade penal, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, afirmou na quarta-feira que "cadeia não conserta ninguém". Sr. ministro, a sociedade brasileira não quer consertar ninguém; a sociedade brasileira cansou. Quer que o infrator seja punido e se arrependa do mal que fez. Quem acha que infrator contumaz e reincidente tem conserto é a legislação penal de 1940. Tão desatualizada quanto omissa. 

Helio Cardoso, Mirassol

 

PT

É impressionante a capacidade de muitas pessoas, políticos e simpatizantes do PT em jogar a culpa nos antecessores. Um partido que encheu de esperança a muitos de nós que acreditamos nas propostas. Além de vir uma leva de malfeitores, piores dos que já estavam, sobrou a incompetência para dirigir o País. Não há uma só grande obra de vulto nesses 12 anos de governo, tendo para citar apenas: a Ferrovia Norte-Sul, a transposição do rio São Francisco, as refinarias e tantas outras obras faraônicas, um verdadeiro sumidouro do dinheiro público. A proposta do partido era fazer tudo diferente, mas para não largar o osso acabaram também se aliando a malfeitores como Collor, Sarney, Maluf e outros. Na iniciativa privada, quando se troca a diretoria ou o setor administrativo, a primeira coisa é detectar os erros anteriores e promover mudanças. No caso deste governo, só foram aprimoradas a bandidagem e a incompetência. Não estou aqui para defender partido nenhum, o Brasil precisa de uma faxina geral. Agora não vamos culpar os outros, senão teríamos que crucificar Getúlio Vargas por ter criado a Petrobras.

Marco Antônio Miceli, Rio Preto

 

Antirreforma

O artigo de Maria do Rosário "A antirreforma em curso no Brasil" (Folha, 31/3) nos confirma a mentalidade coercitiva e retrógrada de muitos políticos, especialmente os ligados à ideologia petista. A deputada federal (PT-RS) ao comentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 352/13), que propõe a adoção do voto facultativo, acha que isso é engodo ou retrocesso, pois dificultaria a participação das massas na vida política. Ela quer que o povo brasileiro continue sendo obrigado a votar na marra para abastecer seus currais eleitorais, pouco se importando com a consciência da corrupção e da impunidade. Outra idéia "patriótica" é a ampliação da representação das mulheres na política, sugerindo, como deduzi pela leitura do artigo, a paridade entre os dois sexos. Portanto, uma lei eleitoral deveria estabelecer "cotas" para mulheres, como de afro-descendentes nas universidades públicas. Isso seria cômico, se não fosse trágico. Insisto na tese de que não resolveremos nossa grave crise política através de ajustes pontuais, mas somente por uma ampla reforma constitucional, que substitua o presidencialismo de coalizão por um parlamentarismo de apenas dois partidos, como acontece nas melhores democracias modernas. 

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto

 

O trem

Por volta de 1912, a linha férrea chegou a Rio Preto, e só em 1934 a Mirassol. Metrópoles como São Paulo e Campinas e cidades como São Carlos, Araraquara, Jundiaí, São Caetano do Sul, Santo André e outras cidades foram beneficiadas por esse meio de transporte tão criticado hoje. Países de Primeiro Mundo como EUA, França, Inglaterra, Europa em geral, usam trem para transporte de passageiros, mas no Brasil destroem o pouco que tem, fazendo concessões que só beneficiam as concessionárias como All Cosan e outras. Rio Preto e Catanduva querem mudar o percurso dos trens, tirando da área urbana, pois causam transtorno no trânsito como apitos, congestionamentos e acidentes. Os acidentes são mínimos comparados com o grande numero de caminhões que ocuparão seu lugar transportando soja, milho, açúcar, combustíveis. Por que cidades de médio e grande porte como as citadas não enfrentam tais problemas? Será que existem leis esdrúxulas proibindo o apito dos trens? Mudar o trajeto dos trilhos do trem simplesmente estará empurrando para o futuro os mesmos problemas de hoje.

Almiro Barbosa de Souza, Rio Preto 

 

Sepulcro vazio

A Festa da Páscoa, a mais importante no cenário cristão, é consequência de uma longa história de preparação e de fatos marcantes da vida de Jesus. A expressão maior se deu na cruz. Ao morrer, Jesus é depositado num sepulcro vazio, cedido por um homem rico da região, José de Arimateia. No dia seguinte, foram ao lugar e encontraram a pedra do sepulcro removida e o corpo do Senhor não estava ali. Aí começa um novo cenário. Os guardas disseram que o corpo foi roubado. A finalidade era desviar a atenção dos discípulos, porque eles mesmos não sabiam o que tinha acontecido, porque o sepulcro estava vazio. Mas tudo se esclarece com a comprovação das diversas aparições de Jesus, agora ressuscitado, para as primeiras comunidades que tinham convivido com Ele. A grandeza de Jesus Cristo chega ao nível de sua identificação com o ser humano, inclusive passando pela sepultura, experimentando o maior grau de rebaixamento da criatura humana. Nisso está a força da vida, o total esvaziamento de si mesmo, possibilitando o ingresso na vida eterna, que passa pelo caminho da morte. Em Cristo está a força total de libertação. Vivenciar a Páscoa significa retomar a alegria e a esperança dificultadas pelo sepulcro vazio. Nela está o centro da fé cristã.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba.

 

 

Cartas: 

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