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Diário da Região

05/05/2017 - 00h00min

Cartas do Leitor

Lava Jato

Cartas do Leitor

A maquiavélica, cínica e debochada tese de Lampedusa, eternizada no livro O Leopardo de que é preciso que tudo mude para que nada mude está em pleno e renovado vigor na esteira das investigações e punições da Operação Lava Jato.

Na grande fábrica de impunidade a que se converteu o Supremo Tribunal Federal, corte que jamais fez jus ao acatamento agachado e reverencial de que desfruta, a Segunda Turma tem três juízes partidários, insensatos e insensíveis ao sentimento majoritário de seus jurisdicionados. Turma sempre disposta, pela maioria que eles formam, a soltar condenados que constituem advogados caríssimos em bancas famosas e de largo prestígio.

O felino do escritor italiano está à solta no circo de horrores que é o judiciário brasileiro (sem maiúscula, que é para generalizar mesmo), instituição imersa gostosamente num pantanal de leis e regulamentações que para nada servem, a nada servindo.

Pobres juízes e investigadores. Tanto trabalho para nada. O gattopardo acabará por devorá-los a todos.

Hércules Domingues de Faria, Mirassol.

 

Previdência

Nosso atual governo tem como meta prioritária modificar o INSS e outras congêneres ao molde de seus interesses, evidentemente em prejuízo da classe trabalhadora. Há uma forte alegação do próprio poder executivo que esse sistema não se sustenta até os próximos 5 ou 6 anos, tamanho é o déficit em suas reservas.

Já faz um certo tempo, lá pelos idos de 1997, 98, a conversa era a mesma. Tudo teria de ser modificado, além do tempo de serviço, existia o fator idade como um complicador ao exaurido instituto. Depois de muitas discussões, nada mudou e o INSS não quebrou. O tempo decorreu, e, de novo, o assunto voltou à baila na base do: "ou muda ou quebra".

É passada a hora do governo dar explicações convincentes aos interessados sobre a verdadeira situação do INSS.

Qual é o montante da arrecadação e qual é a necessidade,

Quais são realmente os benefícios que o INSS paga;

Qual é a despesa operacional do INSS(empregados, etc);

Quantos aposentados tem para cada trabalhador da ativa e qual seria o número ideal;

Quais são os grandes devedores do sistema e porque não se executam essas dívidas, pois muitos deles tem anunciado, nos jornais, lucros exorbitantes;

Por que não se faz uma auditoria honesta, séria, transparente e informativa a quem de direito?

São perguntas que todos nós fazemos uns aos outros e ninguém sabe ou tem a resposta, porém, no Brasil tudo é altamente contaminado pelos tentáculos da corrupção. Seria diferente no INSS?

Esse assunto teria que ser discutido à exaustão e não simplesmente introduzido goela abaixo à laboriosa e combalida classe trabalhadora, pois, todos sabem que os Deputados e Senadores se aposentam com 8 anos de mandato e nada perdem, mantendo seus salários e benefícios atualizados, além de outras benesses concedidas pelo sistema do toma lá dá cá.

Armelindo Pestile, Tanabi.

 

Instituições

Por tudo que o brasileiro acompanha da situação do país, qualquer um sabe que quando um representante dos poderes tenta sustentar que nossas instituições estão funcionando dentro de uma normalidade absoluta, também sabe que este representante é mentiroso. Isso está demonstrado nas diversas confusões que envolvem nossos três poderes.

Vejamos o judiciário. São comuns e já incontornáveis as trocas de farpas entre as instâncias jurídicas e membros da Procuradoria. As solturas de Eike Batista e José Dirceu, atribuídas ao ministro Gilmar Mendes, fizeram a verborragia desse senhor contra a Procuradoria, instigando um passa-moleque sem dó nos infantes (na visão do ministro) representantes deste órgão.

Partamos para o executivo. O arremedo de presidente mandou demitir os apadrinhados dos deputados contrários às suas tentativas de reformas. Que favor nos fariam se todos os deputados fossem contrários ao Temer.

Por fim, o legislativo. Sem delongas, com centenas de investigados na Lava Jato, com muitos já na condição de réus. Seria a casa do povo, mas cadê as credibilidade e decência para representá-lo?

Wéliton de Oliveira, Rio Preto.

 

Conflitos

“Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está em uma encruzilhada. Um caminho leva ao desespero. O outro, à total extinção”. Essas palavras de Woody Allen, cineasta americano, retratam o sentimento de muitas pessoas para as quais o destino do mundo é trágico.

Pudera! Os conflitos agravam-se enormemente. Os humanos se matam como nunca antes. Poderes econômicos, políticos, militares e midiáticos fomentam, sem escrúpulo, a cultura da violência e da guerra. O terror se espalha até mesmo por meio de fanatismos religiosos.

Devemos eliminar os mecanismos de violência sem desconsiderar o direito à legítima defesa. O Papa Pio XI admitia, por exemplo, que se empregassem meios de autodefesa contra um governo opressor.

Hoje, estamos confrontados ao autoritarismo em nosso próprio país. Não necessitamos nos referir a outros países para exemplificar tiranias, assumindo que aqui mesmo estamos em uma encruzilhada que nos exige sábio discernimento. Não nos deixemos enganar! Saibamos fazer escolhas! Que nossas opções e ações sejam divinamente inspiradas e corajosas!

Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales.

 

Galinhas

“Votuporanga aprova lei que permite criar até três galinhas em imóveis urbanos” - Diário da Região. O problema é que a permissão está atrelada apenas na eliminação dos aracnídeos e outros insetos nocivos à saúde humana. Eu sugeriria ao prefeito João Dado para que houvesse a obrigatoriedade de que três galinhas permanecerem soltas no quintal, mas que outras pudessem ficar presas em pequenas granjas. Os modelos, os mais diversos, podemos encontrar na internet.

Eu parabenizo o prefeito pela iniciativa e se faço a sugestão é porque levo em conta a crise que todos enfrentamos. As galinhas fornecem os ovos, esses classificados como melhor alimento e também os pintinhos e frangos. A vigilância sanitária faria a cobertura quanto as normas de higiene, ou seja, se tudo for bem cuidado, certamente, não haveria problema algum. Por fim, e contribuiria em muito com a renda das famílias, algumas, por exemplo, pertencem ao contingente de mais de quatorze milhões de desempregados.

Jorge G. Hipólito, Rio Preto.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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