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Diário da Região

14/02/2016 - 00h01min

Cartas do leitor

Dilma

Cartas do leitor

 Os franceses são impiedosos com quem não se define: "les absents ont toujours tort" (pode ser o 'quem não se comunica se trumbica' do Chacrinha ou mesmo quem se omite não tá com nada?). Será? Por aqui, o PMDB de Temer? PSDB do Aécio? Ô sô, tem alternativa não. Agora, do jeito que está não dá mais. Delfim Netto disse que não há presidencialismo sem presidente. Uma de suas boutades, só que esta com limão. Presidenta (besteira esse feminino, embora gramatical e muito simbólico), apeie da montaria. Bom pra senhora. E pra nós.

Hércules Domingues de Faria, Mirassol.

 

Dengue 

O problema maior é o povão, que espera o agente vir até sua casa e virar uma latinha, uma garrafa de boca para baixo e outras coisas. O quintal deveria ser mantido sempre limpo, livre de folhas e outras sujeiras. Mas o que ocorre é isto, um agente reclamou com uma mulher que tinha um vaso com água no quintal. Ela simplesmente tirou e colocou na rua. Resolveu nada. Então, brasileiro só aprende quando dói no bolso, multa pesada resolveria grande parte desta questão.

Fábio José Pereira, Rio Preto.

 

Petrobrás

Após descer do bonde-camarão na praça Clóvis Beviláqua, atravessei a João Mendes e a praça da Sé, desci a rua direita e continuei pelo Viaduto do Chá. No final, tendo a Light à esquerda e a praça Ramos de Azevedo com o histórico teatro à direita, vi um aglomerado de jovens estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco que afoitamente descarregavam nos braços vergalhões, barras e ripas de ferro de um caminhão. Era material pesado, daí a minha estranheza ao ver belos mancebos fazendo às vezes de operários ferreiros. Não tinha mais tempo, as aulas no Instituto de Educação Caetano de Campos se iniciavam às 19h e estava aproximadamente a 500 mts. Sorte, um deles, afatigado, se aproximou e não perdi a vez de perguntar o que eles iam fazer com aqueles ferros e o motivo. Acredito que estava esperando por uma pergunta. Estufou o peito, chegou perto e com grande eloquência deu uma palestra sobre patriotismo. Fingi que entendi e apoiei, mas para mim era como trocar seis por meia dúzia, entendia patavina. Mas ficara bem clara a ênfase sobre nacionalismo, truste e independência. Compreendi também que iam construir uma torre para simbolizar a luta em prol do "petróleo é nosso". Na segunda-feira, apressado como sempre, estava ansioso para ver a tal torre erigida. À medida que me aproximava não conseguia vê-la e tive uma surpresa muito dolorida: ali, no chão, estava o tal símbolo do petróleo, amontoado, arriado, humilhado, como deveriam estar mofando todos aqueles verdadeiros patriotas lá nos porões do Dops. Seria o estigma dessa malfadada Petrobras, ter uma história tão sofrida desde o seu nascedouro? Jovens, operários e intelectuais foram brutalizados, vítimas da intensa conotação política da época e campanha de militares brasileiros. Na década de trinta, José Bento Monteiro Lobato sempre esteve presente nos debates sobre problemas nacionais como a extração de petróleo por brasileiros. Era a sua bandeira e por ela foi preso em 1941. Para Lobato, "o solo, a superfície, apenas permite a subsistência. O enriquecimento vem debaixo. Vem do subsolo" Com espírito de lutas e questionamentos se indispôs com a ditadura de Bernardes e depois a de Vargas. Em 1938, através de carta, ressalta que houve um golpe de morte para o petróleo no país com as novas diretrizes do Departamento Nacional da Produção Mineral que agia única e exclusivamente no interesse do truste Standard Royal Dutch. Com a alma, exorta o ditador Vargas: "Pelo amor de Deus e do Brasil, não preste sua mão generosa à mais cruel e mesquinha obra de vingança pessoal, disfarçada em sublime nacionalismo." Mas ainda assim, a Petrobras cresceu frondosa, enramada, tornando-se, quiçá, a maior empresa do país. Os seus frutos saborosos atraíram ávidos mega-empresários e muitas aves de rapina da pior espécie. De mansinho se acomodaram e com pressa se locupletaram até às entranhas. O mais triste e paradoxal disso tudo é que muitos desses famintos abutres também ajudaram a fazer a história dessa empresa, foram também de certa forma ideólogos da "torre", a torre dos estudantes do Largo São Francisco. Estranho, logo eles? É como o Ouroboros, "a cobra que engole o próprio rabo".

Pedro Bonilha, Rio Preto.

 

Licitações 

É um desrespeito dizer que o prefeito contrata a Constroeste, porque tem benefícios; a Constroeste vence as licitações porque cobra mais barato para fazer obras. E acima de tudo, o Valdomiro é o prefeito mais rico da história de nossa cidade, nunca furtou e nunca roubou ninguém, muito pelo contrário, está sempre ajudando a todos. Quem só fala e levanta falso testemunho, é quem mão tem nada para fazer, que procure um trabalho beneficente para fazer. Eu tenho o que fazer, e sempre faço trabalhos beneficentes; quem desrespeita o prefeito e a devida empresa do Grupo Faria, faça um trabalho beneficente. Quando formos fazer algo pelos nossos semelhantes, temos que fazer como se fôssemos fazer por nós mesmos. Vamos plantar o bem, porque o mundo já tem tanto mal plantado. Somos todos irmãos, que todos nós sejamos iluminados por Deus.

José Luis Stafuzza, Rio Preto.

 

Folia 

O carnaval coloca o Brasil em destaque no mundo pelos seus aspectos culturais e servindo como divertimento para as mais diferentes classes sociais. E um detalhe precisa ser destacado, ou seja, a região que investe no carnaval recebe a contrapartida em sua economia, como pode ser constatado pelas avaliações de especialistas. Esta é uma questão que precisa servir de estímulo para que se dê o devido destaque ao turismo carnavalesco. 

Uriel Villas Boas, Santos.

 


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