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Diário da Região

16/04/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

Dia D

Cartas do Leitor

Este domingo ficará marcado como o dia em que o Brasil parou. Fazendo um paralelo a música do Raul Seixas que cantava: “um sonho de sonhador maluco que sou eu sonhei com o dia em que a terra parou”. Em seu sonho, como se fosse combinado, ninguém saiu de casa. Agora, ao contrário também sem combinar, o povo estará nas ruas com panelas, cornetas, buzinas aos gritos com a esperança renovada com o sonho de um país novo querendo que as mudanças estejam lá.

Vai ser assim se não houver algum fato novo. Falo isso porque tenho um sonho, sinto o cheiro de renúncia no ar. Ela deveria dar ao Brasil uma chance de se salvar e com ela isso será impossível. Todos os dados mostram que o Brasil está indo para o fundo do poço que parece não ter fim, lamentavelmente ela não tem credibilidade política para comandar o processo de mudança que o Brasil precisa.

Não deveria carregar a culpa do aumento da violência, da convulsão social e da desagregação familiar. Dê-nos a chance de ver o Brasil voltar a crescer, nos dê a chance de ver o país voltar a gerar empregos, nos dê a chance de voltar a sonhar e ver o Brasil andar e não parar como a diz a letra da música.

Audinei Lopes Bonfanti, Bálsamo.

 

Marina

Em entrevista à Mirian Leitão recentemente num canal de televisão e no exterior, Marina Silva continua defendendo novas eleições como solução para crise que estamos vivendo. Segundo Marina, uma decisão pelo TSE - Tribunal Superior Eleitoral daria "formalidade e finalidade" à crise.

Para ela novas eleições devolveria para a população a oportunidade de corrigir a mentira que foi difundida e defendida nas eleições de 2014 pelo atual governo. Também aproximaria a população dos partidos, que em seu entendimento está afastada e sem confiança.

Discordo, pois se há legitimidade no processo de impeachment, esta decisão se tomada, dará a oportunidade de amadurecimento político do povo e aos políticos. Ao povo de não ter que tomar uma decisão no afogadilho da emoção e avaliar melhor o comportamento dos partidos e dos políticos.

Aos partidos a oportunidade de provarem que desejam de fato se aproximar do povo tomando decisões que atendam às necessidades momentâneas. Mas também estruturais, apontando diretrizes que vão de encontro para as reformas desejadas pela população, e que são necessárias e essenciais para o desenvolvimento do país.

Reformas políticas, partidárias e tributárias como a desoneração fiscal favorecendo a produtividade. É preciso que os políticos como Marina Silva encarem de frente suas responsabilidades de promover a ordem e a união do povo brasileiro, e parem de pensar em seu projetos pessoais aproveitando-se de momentos de instabilidade. É preciso pensar no bem do povo brasileiro em primeiro lugar.

Adão Moraes, Rio Preto.

 

Bolão

Muito oportuno o artigo de Vladimir Safatle “O governo Temer não existirá” (Folha, 15/4), terminando com as sábias palavras do Marquês de Condorcet, filósofo e matemático, um dos ideólogos da Revolução Francesa: “A verdadeira educação faz cidadãos indóceis e difíceis de governar”.

Brasileiros inteligentes e honestos não podem apoiar a substituição de um governo incompetente e desonesto por outro corrupto tanto quanto. Ouçamos as palavras do Papa Francisco: “Jovens, sejais revolucionários”. Nem Dilma, nem Temer: eleições gerais limpas! Vamos punir todos os políticos que, insensíveis aos gravíssimos problemas nacionais, estão fazendo do nosso Parlamento um balcão de apostas, um bolão para quem acertar os votos a favor ou contra o impeachment da Presidente.

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto.

 

OAB

Os pedidos de impeachment da atual Presidente da República são caracterizados pelo anti-petismo daqueles que apresentam as denúncias. Como advogado, considero inadequado o posicionamento da OAB. Em sua história esta importante organização teve presença marcante na luta pela democracia.

E agora, sem ouvir todos os seus filiados, a atual direção está colaborando para a confusão política com pedidos de afastamento da líder maior do Brasil, democraticamente eleita. A preocupação da entidade deveria ser a de promover a mobilização através das centenas de sub seções, de quem pode colaborar para a solução dos problemas que estamos enfrentando, com debates que poderiam levar à elaboração do projeto de um Novo Brasil. Onde a participação social fosse colocado como um desafio de quem luta pelo Brasil que queremos e precisamos.

Uriel Villas Boas, Santos.

 

Muro

Passado o tempo da Guerra Fria, da polarização do comunismo x capitalismo, da cidade de Berlim dividida, vimos surgir novos muros por todas as partes do globo. Em Israel, nas fronteiras europeias e agora em Brasília.

A capital cujo desenho do arquiteto impelia pela espacialização libertária e democrática se vê agora cindida em seu âmago.

A esplanada dos ministérios, praça em continuidade, ágora da expressão pública, ao invés de abrigar um lugar de manifestação política, pode se tornar agora um campo de batalha.

O muro de metal erguido por presidiários na capital federal reflete a intolerância do nosso tempo, a dificuldade do diálogo e a ruptura definitiva da esperança de progresso econômico e social da época de JK.

Um final anunciado desde quando o plano piloto permaneceu intocado, enquanto as cidades satélites no seu entorno espelhavam as mazelas das cidades brasileiras. Um Brasil de trincheiras cada vez mais acirradas, entre os morros e os bairros, favelas e conjuntos habitacionais, condomínios exclusivos e o resto da cidade dos excluídos.

Essa sim, uma guerra urbana que não tem fim.

Tomara que possamos redesenhar nossas cidades, recuperar nossas esperanças e o nosso país do futuro se construir no presente para todas as pessoas. Que vença a democracia!

Evandro Fiorin, São Paulo.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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