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Diário da Região

18/05/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

Cleptocracia

Cartas do Leitor

Michel Temer, presidente provisório do Brasil, está agradando parlamentares pela distribuição de ministérios e secretarias entre vários partidos de apoio ao seu governo, em lugar de atender às aspirações do povo cansado do toma lá dá cá. Dona Dilma, na verdade, foi afastada da Presidência, não pelas chamadas pedaladas, mas pela falência do presidencialismo de coalizão, fator primordial do fisiologismo, do nepotismo, da corrupção.

Os cidadãos exigem que cargos públicos sejam ocupados por gente honesta e competente, por meritocracia e não por filiação a partidos políticos. Temer deveria temer a fúria do povo, acirrada por partidos, corporações e movimentos populares que ainda não aceitam o afastamento da Dilma, se continuasse a seguir a cartilha do seu partido, o PMDB, cujos membros sempre apoiaram qualquer governo de plantão em troca de favores. Precisamos entender, uma vez por todas, que ninguém pode ser feliz no meio da miséria, que o bem-estar da coletividade é mais importante do que o egoísmo de classes, que um governo de união nacional não se faz pela mudança apenas de um presidente ou partido, mas por uma profunda reforma política e eleitoral. Chega de clamar por líderes carismáticos!

Se o atual presidente quiser passar para a história como um grande estadista e benfeitor do povo brasileiro, deve lutar para conseguir, ao longo do seu mandato, alterações da atual Constituição, visando implantar parlamentarismo, bipartidarismo, voto distrital, justiça nas campanhas eleitorais para evitar compras de votos pelo poder econômico ou estatal. Só assim nossa República deixaria de ser cleptocrática para se tornar verdadeiramente democrática.

Para quem não sabe, a palavra de origem grega “cleptocracia” significa governo de ladrões, como cleptomania define quem tem uma propensão irresistível para roubar, enquanto democracia deveria indicar o poder exercido pelo povo e para o povo, com real justiça social. Ainda estamos longe deste sonho, mas precisamos lutar para isso acontecer.

Salvatore D’Onofrio, Rio Preto.

 

Golpe

Jessé Souza, jornalista da Folha de S.Paulo, em matéria publicada em 24/4/16 em página inteira no caderno Ilustríssima falou sobre o golpe na democracia que seria o impeachment da presidente Dilma e explica como as elites dominantes conduzem a política brasileira.

Antes de Getúlio eram os escravocratas e na continuação uma elite do dinheiro que sempre quis saquear as riquezas do país, para poucos. Faço de suas palavras as minhas como compactuo quando diz que a crise nos governos Lula/Dilma contou com a manipulação mediada pela imprensa e redes de TV, compradas pela elite do dinheiro, cujos proprietários fazem parte da mesma elite da rapina.

Não se incomodam com a corrupção, porque fazem parte dela mesmo que indiretamente e usam a mídia com discurso e atitude de pretenso "campeão da moralidade" sendo para os inimigos a lei, e para os amigos "a pizza".

Particularmente, acho que o impeachment da Dilma se deu por ter trancado o dinheiro das emendas parlamentares (que os enriquecem) por mais de 3 anos e sem o toma-lá-da-cá não conseguiu governar. Mas também concordo quando diz que o desgaste pela ascensão das classes mais baixas incomoda nos aeroportos e shopping centers o que o jornalista acredita ser seu maior crime. Esse projeto desenvolvimentista que queria um país grande para a maioria também desgastou Vargas e pelo mesmo motivo, o preconceito.

Concordo quando diz também que, ainda que nossa classe média esteja longe de ser refletida e inteligente como ela se imagina, não deixará um dia de estranhar o mundo que ajudou a criar ou seja, uma sociedade condenada à miséria material e a pobreza espiritual. Como sempre, o golpe não foi neste governo, - foi na democracia.

Cesar Maluf, Rio Preto.

 

Jacaré

No último sábado, o simpático e acolhedor estádio Anísio Hadad viveu uma noite de festa. A partida entre Rio Preto e Sertãozinho, que definiria o campeão paulista da Série A-3, foi magnífica desde seu início com a monumental queima de fogos e as arquibancadas lotadas.

Apesar da vitória por 2 a 1, o título de campeão não veio. Faltou a cereja do bolo. Porém, destaque-se a garra dos atletas, que comandados por Betão Alcântara lutaram o jogo todo e a torcida que vibrou e incentivou a equipe até o apito final.

Parabéns à diretoria do Rio Preto, comandada por Suélio Ribeiro, que deu vida nova ao clube, com a reforma do estádio, a instalação dos camarotes e a formação de uma equipe que atingiu o objetivo principal, o acesso a Série A-2. O presidente Suélio Ribeiro dá exemplo de que quando um clube é dirigido com ética, profissionalismo e foco, os objetivos tornam-se viáveis. Parabéns, Rio Preto EC. Agora rumo a elite do futebol paulista.

Nelio de Castro Gomes, Rio Preto.

 

Cauby

Há ídolos que morrem para a vida, mas deixam suas obras eternizadas. Com Cauby, não foi diferente: ‘Conceição’ foi o marco na vida do cantor. Gravada há exatos 60 anos, em 1956, a musica composta por Jair Amorim e Dunga é sucesso permanente que nunca saiu das paradas de sucessos. Sua voz era caracterizada principalmente pelo estilo próprio de cantar.

Na constelação das grandes estrelas, Cauby deixa uma enorme saudade entre seus admiradores. Musicalmente, ele cantou Carolina, Ligia, Luiza, Laura, mas ninguém cantou melhor Conceição. Com status de mito no cenário da música brasileira, o cantor deixa em nossas lembranças inesquecíveis interpretações, como Bastidores. “Cantei,/ cantei,/ nem sei como eu cantava assim,/ só sei que todo o cabaré,/ me aplaudiu de pé,/ quando cheguei ao fim”. Bravo.

José Pereira Brito, Rio Preto.

 

Sujeira

Segunda-feira, por volta das 9 horas da manhã, a Praça Rui Barbosa estava imunda, cheia de fezes de pássaros (pombos, etc.). Não seria viável efetuar a limpeza em horário mais cedo? Assim os transeuntes que por ali passam não levam risco de escorregar. A administração publica só faz algo quando a imprensa pega no pé.

Antonio Marques Balbino, Rio Preto.

 

Cartas

As correspondências enviadas para esta seção devem ter o nome legível do autor, RG, foto, profissão, idade e endereço e telefone para confirmação prévia. Para dar oportunidade a um maior número de leitores, as cartas poderão ser resumidas. Os originais não serão devolvidos. As cartas podem ser enviadas da seguinte forma:

1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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