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Diário da Região

07/06/2016 - 00h00min

Cartas do Leitor

Cargos

Cartas do Leitor

No modelo de presidencialismo multipartidário (ou de coalizão), o presidente da República, para assegurar a governabilidade, precisa conquistar o apoio da maioria do Congresso Nacional. E como se consegue isso? Mediante a farta distribuição de cargos para recompensar os aliados e correligionários políticos. Essa forma de ocupação dos mais altos cargos da administração pública já se tornou uma tradição no Brasil, embora tenha efeitos negativos sobre a qualidade dos gestores e a eficiência dos serviços públicos.

Para o loteamento dos cargos da administração concorrem os 28 partidos políticos que atualmente têm representação no Congresso Nacional. Muitos desses partidos são meros ajuntamentos de pessoas, que operam unicamente sob a perspectiva da satisfação dos interesses próprios, alheios a qualquer ideologia. Daí que a escolha e a indicação das pessoas que irão ocupar os cargos no novo governo nem sempre guardam relação com critérios de adequação, preparo e competência. Esse modelo, que não é nenhuma novidade, há tempos vem recebendo críticas de todos os lados, mas os sucessivos governos continuam a fazer uso de suas práticas clientelistas.

A agenda presidencial fica atrelada aos interesses dos partidos da chamada “base aliada”, ou seja, o presidente da República não consegue aprovar nada que não seja do interesse desses “partidos apoiadores”. Basta ver a dificuldade para se aprovar temas como as reformas política, tributária e previdenciária, para ficarmos apenas nos casos mais evidentes. São temas de interesse nacional que há anos, ou décadas, vêm sendo discutidos e nunca são aprovados. No presente governo interino, a pedra da vez é a reforma previdenciária, cujo simples anúncio de um provável aumento da idade para aposentadoria já provocou estranhamento por parte de vários partidos aliados.

Publicamente todos concordam que o Brasil necessita dessas reformas, que não são aprovadas porque, embora sejam de interesse nacional, alguns setores poderosos seguramente perderão. Os deputados não querem a reforma política para não mudar as regras eleitorais com as quais estão habituados.

João Francisco Neto, Rio Preto.

 

Faxina

Penso que muita gente respira aliviado com a saída do Partido dos Trabalhadores do governo. Eu sou um deles. Resta defenestrar Renan Calheiros e Eduardo Cunha. O Brasil está sendo passado a limpo, ainda bem, ou antes tarde do que nunca. Michel Temer tenta reconstruir a nação, a administração pública, a diplomacia internacional.

Em delação premiada, mais dois petistas viram suspeitos de levar propina: Guido Mantega e Antonio Palloci. A cada dia, praticamente, fica-se sabendo do assalto aos cofres públicos que foram parar no caixa do Partido dos Trabalhadores. Tenho sólidas esperanças de que as políticas públicas vão mudar para melhor.

Enquanto espero, termino de ler o livro "O homem que Amava os Cachorros", de Leonardo Padura, bonito livro, no qual se verifica o desmantelamento da utopia comunista. No livro, verifica-se que Stalin matou perto de 20 milhões de oposicionistas, o que faz de Hitler um facínora pequeno, se comparado a Stalin, e é disso que trata o livro: o assassinato de Trotski, que divergiu de Stalin, e por isso foi morto.

A grande utopia do século 20, o comunismo, teve seu tiro de misericórdia com a queda do Muro de Berlim, em 1989.

Wander Cortezzi, Rio Preto.

 

Panteão

O Brasil é um país carente de heróis. Tiradentes, homenageado com um feriado nacional, tem sua história repleta de lacunas não preenchidas. Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), na Inconfidência Mineira, movimento da segunda metade do século 18 descontente com a tributação imposta pela Coroa Portuguesa aos mineiros, foi alçado a herói da pátria.

Sobre Tiradentes não se sabe muita coisa. Não há livros de sua autoria, textos ou ensaios; não há uma linha escrita atribuída a ele. Portanto, não fazemos a menor ideia do que ele pensava. Nem seu rosto, forjado à imagem de Cristo dando-lhe o ar bondoso e cristão, possivelmente, tenha sido o que nos foi apresentado.

Mesmo assim, Tiradentes, em 1992, foi o primeiro nome no Livro de Aço do Pantaleão da Pátria, obra dedicada a homenagear os heróis nacionais.

Em 2005, durante o julgamento da Ação Penal 470 - o Mensalão - Joaquim Barbosa, então presidente da Suprema Corte, foi aclamado pela opinião pública devido a sua atuação na condução do processo que levou figurões da política à cadeia. Os mais exaltados pediam Barbosa como presidente, como se o fato de o ministro fazer seu trabalho (brilhantemente) dava-lhe condição para tal. O ministro manteve-se alheio ao desejo popular e se aposentou em 2014, embora ainda podendo atuar até a aposentadoria compulsória, agora aos 75 anos.

A história se repete. Hoje, o candidato ao Panteão da Pátria é o juiz federal Sérgio Moro. Montagens com seu rosto ostentando a faixa presidencial pipocam nas timelines das redes sociais, mostrando mais uma vez o anseio do povo por um paladino.

Moro segue seu trabalho na ‘República de Curitiba’ - assim como Barbosa em 2005, brilhantemente - e só!

Arthur Merlotti, Rio Preto.

 

Maria Benta

Há 58 anos (28/5/1958) morria sra. Benta Maria Roque, que para nós é chamada de Maria Benta. Ela deu nome à ponte que atravessa o Alto da Boa Vista para Anchieta, que na época era apenas uma pinguela de madeira.

Esta mãe maravilhosa para os filhos vendia sabão nos bairros (sabão Eureka), ajudando na educação e manutenção destes que eram seis - Valtides, Valdir, Vandir, Valter, Valdomiro e Vanir.

Dona Benta morreu ao atravessar o filho que ia com ela. Voltou para pegar a cesta de sabão e caiu no rio Preto que estava bem cheio e com a pinguela escorregadia.

Tenho o prazer de ter amizade com dois dos seus filhos, Valter e Valdomiro. São épocas que os pais realmente valorizavam e educavam seus filhos. Hoje isso é caso raro.

Vaelsom Pereira Ferraz, Rio Preto.

 

Cartas

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1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

 

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