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Diário da Região

23/01/2016 - 00h22min

Cartas do leitor

A diferença

Cartas do leitor

Muitas vezes, ao ler um livro, tese, ou mesmo um artigo, temos posições contrárias às do autor. Criticamos o que está escrito, as expressões empregadas, a fidelidade, embasamento e, principalmente, o conteúdo. Na verdade, não somos passivos e nem obrigados a engolir as idéias de outrem. Nessa linha, desejaria fazer algumas considerações sobre o artigo Rezar (26/12/2015), do leitor Salvatore D'Onofrio. Dá muito prazer ler este senhor pelo estilo elegante como conduz o seu raciocínio, em que as palavras escorrem suavemente do intelecto ao papel, sem breques, solavancos. São muitas as citações de filósofos e pensadores da Antiguidade que permeiam seus textos, sempre enriquecidos com a sua escolástica. Não concordo, porém, com a máxima do seu artigo “Se rezar tivesse algum resultado positivo para o homem ou sociedade, os povos muçulmanos seriam os mais felizes do mundo, visto que o Alcorão obriga seus fiéis a rezar cinco vezes ao dia”. Meu Deus, segundo o autor, deduzo que toda a minha formação religiosa, a fé inabalável nas orações, rolaram enxurrada abaixo? E o próprio Jesus a rezar de joelhos e as mãos juntas no Monte das Oliveiras pedindo ajuda e força a Deus Pai, antes mesmo de ser traído por Judas Iscariotes? Será que isso é hipocrisia? No Evangelho de João, 16-24, é o próprio Jesus que manda rezar: “Pedi e recebereis, assim a vossa alegria será completa”. Mas Deus não está pronto para responder aos nossos acenos, caprichos, não é um atendente celestial – segundo Einstein “Deus não joga dados”. As nossas orações, sim, devem envolver a labuta da alma e agonia do coração, como Jesus experimentou no Jardim Getsêmani. Frei Betto nos ensina: “Rezamos para nos sentirmos tão amados por Deus que fica mais difícil sermos infiéis ao projeto Dele. Vamos ter contradições, limitações, neuroses, loucuras, pecados, porém sem os dualismos ou culpa que temos quando não fazemos a experiência de Deus que nos ama assim como somos. Em outras palavras, não rezamos para sermos maiores nem menores do que somos, mas para ser do tamanho que Deus nos fez”. Crer em Deus não é suficiente. Tem de haver reverência apropriada para com Ele, obediência, à sua vontade e uma comunhão permanente para com Cristo. A Bíblia também nos estimula a orar em nome de Jesus, “reza e espera”, a sua invocação não é um encantamento mágico de um poder imensurável, é muito mais profundo. Em contrapartida, se você ora uma, duas ou dez vezes ao dia, mas as suas orações não encontram ressonância nas suas ações, de nada valerá, você orou ao vento. Nós temos o livre arbítrio de orar e ser um cidadão exemplar ou orar e ser um homem-bomba.

Pedro Bonilha, Rio Preto


Crônica

Ao ler ontem a crônica Todos contra a Corrupção, do promotor Sergio Clementino, me recordei de uma conversa com um norueguês, estrangeiro que havia se mudado a trabalho para o Brasil na época da aprovação da Lei da Ficha Limpa. 
Ele me perguntou inocentemente: "Vocês precisam de uma lei para isso? Não é mais fácil simplesmente não votar em corruptos?". A evolução de nosso País passa pela nossa consciência cidadã na hora do voto. Está em cada uma de nossas atitudes do presente a mudança que queremos ver no Brasil do futuro. Parabéns pelo artigo e por contribuir com a formação dessa consciência. 

Luiz Fernando Lucas, Rio Preto

 

Fiscalização

Lendo a reportagem do Diário de domingo, dia 17, sobre o Código de Trânsito, não me surpreendi e acredito que os demais que leram não se surpreenderam. Em Rio Preto a grande maioria dos motoristas, além de não respeitar as leis, ainda é mal educada. Ninguém é infalível ao dirigir. O que nós, motoristas, precisamos ter é o máximo de cuidado no intuito de errar o menos possível. E ao cometer um erro, temos que reconhecer o erro e arcar com as consequências. As leis de trânsito como qualquer lei existem para ser cumpridas e caso não sejam, devem existir órgãos que façam cumprir através de fiscalização. Pergunto: quem fiscaliza o trânsito em Rio Preto? A Polícia Militar, a Guarda Municipal... Sugiro visitar um dos shoppings da cidade e ver como a administração acabou com a falta de educação dos clientes que estacionavam em vagas exclusivas. E até hoje não vi uma linha sequer de elogio a uma medida vinda de um centro comercial particular. Se houvesse fiscalização eficiente do trânsito e, se a arrecadação através das multas fosse direcionada para a melhoria das ruas e da sinalização, nossa cidade seria modelo para o País. Portanto não é com mais leis que vão melhorar. O Brasil é o País que mais tem leis no mundo, sendo que a única coisa necessária é fiscalizar, não só o trânsito, mas os hospitais, as escolas, as universidades, as prefeituras, os políticos eleitos, as/os... 

Domingos Simon, Rio Preto

 

Temporais

Não dá para entender a engenharia dessas prefeituras pelo nosso Brasil. Não sei se falta fiscalização ou se falta engenharia no serviço realizado. Estou matutando, porque é só ter um temporal grande com grande volume de água e lá se vão pontes desabando. Desterrar as cabeceiras das pontes tudo bem, mas as fundação e outras partes sucumbirem, alguma coisa está errada. Já pensou se a ponte Mendonça Lima, na divisa de Icém (SP) e Fronteira (MG), fosse embora nessas enchentes?
Interessante que nesses dias de chuva foram dezenas de pontes água abaixo e todas de pequeno porte, que na prática deveria aguentar firme. Assim acontece também com os remendos no asfalto de Rio Preto, parece que eles têm medo de chuva. Choveu, os remendos vão embora deixando a cidade toda esburacada. Cadê o profissionalismo?

Aparicio Guilherme Queiroz, Rio Preto

 

 

Cartas: 

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1) Pelo correio, endereçadas à avenida Feliciano Salles Cunha, 1.515 - CEP 15035-000, São José do Rio Preto-SP
2) Entregues pessoalmente no endereço acima
3) Por fax - (0xx17) 2139-2090
4) Por e-mail, no seguinte endereço eletrônico: leitores@diariodaregiao.com.br

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