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Diário da Região

01/01/2016 - 19h52min

Cartas do leitor

2015

Cartas do leitor

Inacreditável observar a velocidade com que o tempo atua sobre nosso planeta, nosso país e tudo que está ao alcance do nosso intelecto. Lembro-me bem que, em tempos passados, os mais velhos queixavam-se que, enquanto se tem o força da juventude, não se percebe o passar do tempo com tanta rapidez como quando já se possui a experiência de vida. Afirmavam que haveria de chegar os dias em que os homens se perderiam nas horas. Perderiam-se tanto e de tal forma que ficaria flutuando no espaço minúsculo entre presente, passado e futuro. O ano de 2015 foi marcado por tantas catástrofes no Brasil e no mundo que estamos vivenciando um pouco das profecias dos mais velhos. Todos os acontecimentos desse ano nos deixaram mais distantes dos marcos temporais do que em outros anos passados. Como não bastasse as catástrofes naturais, a confusão instalada no Congresso Nacional, com o envolvimento de tantos políticos cujo poder nós confiamos como se a eles estivéssemos entregando nossa própria casa, nossos negócios, nosso carro, nossos filhos, nossa vida. O que assistimos o ano todo foi a procura de um bode expiatório para carregar a tragédia que veio muito antes do lamaçal causado pelo rompimento da barreira em Minas Gerais. Difícil sobreviver assim nessa lama que carrega, além do barro, a inflação mais elevada dos últimos tempos. Onde se esconderam os homens de bem, íntegros, dotados de inteligência humanística, eleitos por nós e capazes de auxiliar no naufrágio do Brasil? Parece que todos querem mesmo é assistir esse naufrágio para depois culpar única e exclusivamente a presidente que o povo elegeu. A voz do povo já foi comparada a voz de Deus, hoje contudo se encontra perdida no tempo que nos trouxe até o final desse ano que poderia ter sido melhor se realmente os políticos tivessem o interesse de manter a Pátria livre ou morrer por ela. Se hoje somos povo que precisa ir as ruas e muitas vezes apanhar para reivindicar direitos, que em 2016 possamos nos aprimorar na arte de analisar candidatos que ainda querem muito o poder. 


Angela Perozin, Rio Preto

 

2016

Para 2016 algumas escolhas precisam ser repensadas. Nem sempre acertamos naquilo que definimos como certo, como verdadeiro. Aprendi que para ser feliz precisamos de pouco. O que importa é o que estamos fazendo com aquilo que temos. Isso nos influencia para o futuro que virá, que é misterioso, que trará revelações que estarão diretamente ligadas com essas escolhas. Simples assim, sem complicações. Mas como será o amanhã? O que me espera? Não sei. Sei que o hoje existe para ser vivido e que também o melhor em tudo isso são as escolhas que eu fiz até aqui, que me possibilitam viver a tranquila liberdade de ter somente aquilo que verdadeiramente é meu. O que não tenho eu não perdi, pois não se perde algo que nunca se teve. Feliz Ano Novo pra você, que entendeu ou não o que eu quis dizer, que gosta ou não de mim, que quer ou não compartilhar sua vida comigo e com os meus. Para nós, 2016 está aí. E viva o Ano Novo de novas oportunidades e de novas possibilidades. Sejamos felizes!

Rodrigo Ramos, Rio Preto

 

Ano novo 
 
"Amai aos outros como a si mesmo". Palavras óbvias deixada por Jesus, como também outras como a frase "quem planta trigo colhe trigo", que há dois mil anos se seguem pelo mundo afora, mas não como deveriam ser seguidas. Fossem, e esse mundo seria o Paraíso prometido por Deus. É simples, - agir politicamente correto, com honestidade, não querendo para os outros o que não queres para ti. Ter amor à Pátria é importante porque passamos a pensar na coletividade, sem preconceito e democraticamente aceitar que seu direito termina quando começa o do outro. Tirar de ti esse ranço individualista que é o de "levar vantagem em tudo" (que foi deixado pelas ditaduras - "a partir do momento que não podíamos opinar sobre a nossa pátria, e então ela não era nossa"). Agora não, estamos numa democracia. A partir daí, sem peso na consciência, - festas com prazer. De presente dou aquele abraço fraterno e apertado a todos que quiserem recebê-lo neste final de ano, com a reflexão de que gostariam - todos gostam quando é sincero e também não custa nada, é de graça, já que estamos em tempos de crise. Também um bom Ano Novo mais igual para todos, procurando praticar mais boas ações, como também, por que não, alguns pecados, afinal...

Cesar Maluf, Rio Preto

 

Balanço

Melancólico. 
É a definição mais apropriada para 2015. Em meio a denúncias comprovadas de corrupção, crimes fiscais, desastres ambientais causados por descaso de quem deveria zelar pela preservação dos recursos naturais.Lamentável. É o que se pode dizer de tudo isso. Nossos políticos foram extremamente competentes em defender os seus próprios interesses, aprofundando uma crise que se desenhava como grave há dois ou três anos, mas que chegou ao seu apogeu no primeiro de mandato da presidente Dilma, eleita por força de artifícios cujo preço todos nós teremos que pagar. Desesperança. É o sentimento que toma conta de todos nós ao termino do ano que por certo foi o pior da história recente do Brasil. Todos os poderes da Republica, inclusive o Judiciário, que parecia comprometido em corrigir os malfeitos, pelas ações da operação Lava Jato, mostrou-se envolvido em tudo que repudiamos, pelas ultimas decisões da mais alta corte, o STF. As mais importantes togas da Nação se curvaram ao Poder que lhes concedeu postos vitalícios, decidindo de forma lamentável sobre aspectos ligados aos tramites do proposto impeachment da presidente. Feliz Ano Novo a todos. Que 2017, 2018, quiçá 2020, possamos ver realizados os sonhos sonhados por todos nós.

Fernando Araújo, Rio Preto

 

Cartas: 

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