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Diário da Região

11/09/2016 - 00h00min

Boal & Batom

Bancada da bola

Boal & Batom

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A galera do primeiro ou segundo voto certamente não se lembra, mas até um passado bem recente uma das coisas mais comuns nos campos de racha de todo o País era boleiro carregando político nas costas (e outras partes do corpo), literalmente. Se você preferir inverter o raciocínio, era boleiro vestindo com galhardia a camisa (ou o calção) dos políticos, independentemente de afinidade ou não com o sujeito.

Isso vem do tempo em que candidato podia, por lei, conquistar mentes e corações dos eleitores com “mimos” que desafiavam a criatividade oportunista dos marqueteiros: de bola plástica a caneta, de camiseta a relógio de parede, de isopor para cerveja a agenda, de porta-copo a toalha de mesa. Mas dar uniformes devidamente personalizados para os fanáticos da várzea ou os “racheiros” de fé sempre figurou entre as estratégias preferidas de candidatos a cargos eleitorais, especialmente vereador, prefeito ou deputado. Tanto que no planejamento de campanha, era o tipo de gentileza com orçamento garantido.

Certo dia meu marido apareceu em casa com a seguinte frase no calção do racha, bem acima do bumbum: “FULANO dá jogo”. O nome do cidadão, um deputado de longa data, hoje candidato a prefeito na região, aparecia em letras garrafais. Fiquei chocada. Felizmente, a legislação eleitoral, que proíbe bizarrices do gênero, nos poupa desses sobressaltos. Mas, como se sabe, o brasileiro sempre dá um jeitinho. Especialmente os políticos. Só dar uma andada nas rodadas de rachas dos clubes ou várzeas da periferia nos finais de semana para ver o quanto a fauna dos boleiros sazonais cresceu.

Tipo perna-de-pau, fica fácil reconhecê-los: chuteira zerada, fôlego escasso, sorriso congelado no rosto e nada de entrar de sola num provável eleitor. Passadas as eleições, desaparecem. Mas, enquanto ficam, a boleirada se diverte, e bebe como nunca de graça. E faz churrasco como nunca, também de graça. Se boleiro retribui com votos? Claro que sim. Basta avaliar a composição da Câmara de Rio Preto, por exemplo. Ou seja, os adoradores da bola se revelam tão fiéis quanto os rebanhos das bancadas religiosas.

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