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Diário da Região

22/05/2016 - 00h00min

Bola & Batom

AMOR DIVIDIDO

Bola & Batom

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Minha relação com o futebol nem sempre foi das melhores. Na verdade, nunca entendi ao certo essa paixão por determinado time, que te leva da alegria ao sofrimento a cada lance. Acho que no fundo, nunca fui fanática por nada. Não me lembro de meu pai, Sergino, ‘sofrer’ pelo Santos. Ele sempre foi um espectador que, independente do time, torcia pelo futebol enquanto prática esportiva. Minha vida estava indo bem. Eu aqui e o futebol lá. Até que o destino resolveu me “enfiá-lo” goela abaixo. 

Durante um período, escrevi matérias para um site de esportes de Mirassol. Depois, comecei a namorar o Eric, um apaixonado por esportes e pelo Votuporanguense. No início, essa relação a três foi tranquila, mas no ano passado, ela resolveu me testar. Primeiro, a disputa para subir de divisão. Quantos domingos, Eric acordou cedo e foi para Votuporanga só para assistir ao jogo. Por causa do trabalho, nas rodadas realizadas às quartas-feiras, ele ficava sabendo dos lances por meio de seu pai, Orazil, outro apaixonado pelo time. Aliás, a alvinegra de Votuporanga é o principal assunto entre os dois.

Depois de subir da Série A-3 para o A-2, veio a mudança de estádio. Parecia um rito de passagem. O último jogo de manhã, a última partida à noite e assim por diante. Sem pouco me importar com esse tal de Votuporanguense, eu sabia sempre o que estava acontecendo. Enfim, chegou o dia do primeiro jogo do time no estádio novo. Local que eu já sabia de cor e salteado. Eu cheguei até a visitar a futura casa da minha concorrente.

Com o apito final da partida, meus problemas acabaram. Doce ilusão. Ao buscar Eric e o pai, entendi que aquela paixão não era só uma coisa deles. Vi torcedores de várias idades indo embora - alguns até com os olhos cheios de lágrimas. A cidade parou naquele dia. Parecia final de Copa do Mundo - na época em que o Brasil fazia bonito em campo. Naquele dia entendi que amar o time local - e sofrer - faz parte da cultura de quem nasce em Votuporanga. Reconheço: foi bonito de se ver. Tudo bem, Votuporanguense! Eu te aceito na minha vida.

 

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