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Diário da Região

13/11/2016 - 00h00min

Bola & Batom

ABAIXO AS ESPOSAS

Bola & Batom

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Eu odeio a palavra esposa. Travo uma longa cruzada contra a expressão, seja nos textos que edito, seja quando a ouço. Ao contrário do que muitos pensam, o qualificativo é mais uma desqualificação machista diante do envelhecimento feminino.

São décadas de observação, especialmente entre a boleirada, o que torna legítimo dizer que a minha teoria, sempre recebida com susto ou falsa indignação pelos homens, tem uma sólida comprovação nos fatos.

Os termos esposa e mulher estão diretamente relacionados ao termômetro sexual da vida do casal. Nunca reparou? Então vamos lá...

Situação 1 - O cara chega na confraternização da empresa ou na festa do racha com a companheira ao lado. Distinta, inteligente, óculos enfiados na cara, filhos bem encaminhados, leitura em dia. Tem tudo o que precisa para ser admirada, mas o tempo já roubou-lhe o sex appeal. O marido, com toda deferência do mundo, apresenta a mãe de seus rebentos: “Oi, esta é fulana de tal, minha “esposa”. Reação respeitosa dos camaradas, claro. Afinal, “mulher de amigo, para eles, é homem, né?

Situação 2 - O cara chega na confraternização da empresa ou do racha com a companheira enlaçada num abraço malicioso, cheio de carícias provocativas. A parceira, dona da maioria das qualidades da colega acima (ou não, necessariamente), tem um diferencial incontestável: exala sexualidade por todos os poros. Aí, é caixa. Peito estufado, como quem acabou de fazer um gol de placa, o boleirão tasca de primeira: “Oi, esta é fulana de tal, “MINHA” mulher. Encantados, os caras disfarçam os olhares compridos. Afinal, mulher de amigo, quando “gostosa”, eles cobiçam de longe, né?

Ou seja, tirando o fato de que é muito brega falar esposa em vez de mulher, existe uma espécie de condicionamento inconsciente entre os homens. Quando o casal ainda tem vida sexual trepidante, ele automaticamente se refere à parceira como “MINHA mulher” (isso mesmo, o pronome possessivo bem reforçado).

Quando a coisa esfria e as noites fogosas são substituídas por companheirismo ou indiferença, em que o papo com a galera no WhatsApp já virou um intruso na cama até que o sono chegue, a parceira incendiária de outrora ganha, enfim, o status de esposa.

Caro boleiro, se o argumento acima ainda não te convenceu a esquecer para a eternidade o termo esposa, aqui vai a teoria bem mais sóbria e menos passional do que a minha, formulada pela amiga Cecília Demian: “Falar esposa é coisa de pobre.” Deixo para você escolher o tipo de pobreza ao qual ela se refere.

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