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Diário da Região

12/01/2016 - 00h00min

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Vida longa ao Guilherme

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No dia 4, nasceu Guilherme. Provavelmente outros nasceram no mesmo dia com o mesmo nome, mas este Guilherme se torna especial, pois nasceu neto da dona Dilma, que se autointitula presidenta deste País falido.

Pela foto na internet, mostra ser um belo e saudável menino, dormindo o sono inocente no colo de sua avó feliz, por poder embalar em seus braços algo tão sagrado.

Vida longa ao Guilherme, com desejos de que ele cresça amado pela família e que adquira sabedoria suficiente para compreender o período em que nasceu, em um País regido (?) pela sua avó.

Que em toda sua vida jamais precise do SUS e nunca lhe seja necessário dormir em macas de hospitais públicos em meio a tanta gente que já sofre destes males há dezenas de anos, que parecem intermináveis.

Que não seja obrigado a uma vida escolar em escolas públicas precárias e de má qualidade, mas ostentar no futuro, o que, hoje, a grande maioria nem sonha, mesmo em forma de pesadelo, seus títulos acadêmicos de nobres instituições escolares.

Que em sua adolescência, quando já alcançar um grau melhor de discernimento, não tenha que conviver com histórias de terror, como no dia em que nasceu: corrupções ativas e passivas, desmonte do País em que nasceu, filas e mais filas de gente em busca desesperada de um mísero emprego de sobrevivência, empresas no chão, rios e rios de dinheiro escoando pelo ralo da ingerência, do descuido, da incompetência, do apadrinhamento, da arrogância.

Da tristeza de se constatar a queda de um País que vive a vida inteira como um falso brilhante, traduzido na preguiça macunaímica incapaz de uma revolta a fim de derrubar muros que separam a alienação da verdadeira forma de lutar pelo resgate (ou reinvenção) deste país.

Que você, Guilherme, compreenda no futuro que o que temos contra sua avó não é nada pessoal, ela é humana como qualquer outra mulher.

Mas há a questão do poder, meu caro, o poder que deveria ser usado em função da coletividade que acreditou nela, e nunca em prol de apaniguados que sugam nossa capacidade de trabalho e de sobrevivência, que promove uma gastança inutilmente desenfreada, para depois acontecer o quê?

Mais impostos de nossos míseros bolsos, até dos pobres aposentados que, recebendo uma ninharia para a sobrevivência, ainda assim tem que ostentar em seu holerite desconto de uma parte para a Receita Federal.

Neste país, aposentadoria é renda, Guilherme, quando crescer você terá que estudar muito para entender esta infâmia que, aliás, já vem de longe.

Paro por aqui meu desabafo, Guilherme e de todo o coração torço pelo seu bem estar em todas as dimensões.

E que quando entender tudo o que aconteceu no reinado de sua avó, tenha a bondade de perdoá-la como um bom neto que você será.

Ame sua avó e a perdoe, porque para nós, seus súditos, fica muito difícil o perdão.

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