Diário da Região

10/04/2002 - 00h05min

Vandalismo ambiental

Não é nenhuma novidade que a falta de cidadania e de educação, bem como a falta de cultura, atingem grande parcela da população rio-pretense, sendo um dos principais obstáculos do desenvolvimento sustentável em Rio Preto. Em função dessa ignorância milhares de cidadãos, em nossa cidade, desprezam o meio ambiente, depredam e estragam os bens públicos. No dia 27 de março, o Diário publicou duas matérias: “Estação elevatória do Cidadania é depredado” e “Ladrões levam cinco lixeiras da represa” que retratam essa triste realidade. Estes são apenas alguns exemplos do descaso com os bens públicos e com o meio ambiente. Uma delas falava que “a estação elevatória de esgoto do Parque Cidadania sofreu a ação de vândalos na madrugada do dia 25 de março. Segundo o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) parte da fiação elétrica foi levada e o banheiro depredado.” De acordo com o jornal, esse tipo de ação já vem ocorrendo há algum tempo. Nos últimos meses, varias instalações de poços artesianos e reservatórios da cidade sofreram depredação, sendo a maioria delas no período noturno.

Como se não bastasse a precariedade do nosso sistema de abastecimento de água que, atualmente, exige um esforço hercúleo da atual administração para recuperá-lo, ainda existem alguns vândalos para ajudar a potencializar os problemas existentes. Na outra matéria, o Diário destaca a ação de vândalos na represa: “cinco cestos de lixo foram furtados da Represa Municipal de Rio Preto na madrugada do dia 26/03.” No dia anterior, a Secretaria do Meio Ambiente havia colocado 29 cestos no local de um total de 66 lixeiras que serão instaladas ao redor da represa. Depois de publicada essa matéria, foram roubadas mais cinco lixeiras. Além do prejuízo ecológico que isso representa, deve-se destacar o prejuízo financeiro dessas atitudes. Cada conjunto de lixo que compreende um suporte e uma lixeira basculante, custa, instalado, R$ 110. Com as 10 lixeiras arrancadas, o prejuízo foi de R$ 1,1 mil. Para completar, também existem os “sujismundos”, que têm o hábito de jogar tudo quanto é tipo de lixo (orgânico e inorgânico) nas vias públicas, nos terrenos baldios, nas praças e nos corpos d’água que abastecem o município.

É mais do que sabido que lixo no chão só traz complicação. Além da falta de educação, essa sujeira vai promover a poluição do meio ambiente e a contaminação dos recursos naturais (ar, água e solo). O lixo, quando jogado indiscriminadamente, traz muitas doenças: febre tifóide, salmoneloses e desinterias, transmitidas pela mosca; a malária, dengue e febre amarela transmitidos pelo mosquito; giardiase, pela barata; o tifo, leptospirose e diarréias, transmitidos pelos roedores. Outro exemplo da falta de educação ambiental, em Rio Preto, é em relação às árvores. Muitas pessoas ignoram a importância delas no meio urbano. As árvores purificam o ar, absorvem os ruídos, melhoram o clima atenuando o calor, embelezam o ambiente, evitam a erosão do solo, alimentam a fauna, oferecem sombra, etc. Devido a essa indiferença, Rio Preto tem um índice medíocre de área verde: metade do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). Além de não plantar, uma boa parcela da população ainda arranca as árvores existentes por causa das folhas que caem suavemente na frente de suas casas. Diante de tais fatos, supõe-se que uma grande parcela da população rio-pretense não tem amor pela cidade.

Sabe-se que a população rio-pretense dobrou nos últimos 20 anos. A vinda de milhares de migrantes, desqualificados profissionalmente, de diversas regiões do País, em busca de emprego e casa própria, foi o grande marco do início do desenvolvimento insustentável de nossa cidade. Nesse período, aumentaram consideravelmente o desemprego, a miséria, a violência e o desrespeito ao meio ambiente. Sem falar do colapso das redes de infraestrutura urbana. Muitos desses migrantes não tinham parentes e nem raízes na região. Alguns, inclusive, nem sabiam onde ficava Rio Preto. A única coisa que sabiam é que

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