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Diário da Região

12/02/2016 - 00h00min

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Uma guerra a ser vencida

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O reconhecimento de que estamos perdendo a guerra contra o Aedes aegypti (ministro da Saúde Marcelo Castro) impõe uma atitude firme, tanto da parte do Poder Público como da população. Os malefícios causados por esse mosquito na disseminação de doenças virais através da picada das fêmeas, de conhecimento antigo, foram agora acrescidos pela introdução no País do vírus Zika, possivelmente relacionado com a malformação microcefalia. Especialmente após esse fato, tem havido um esforço concentrado para estimular a população a eliminar os criadouros do mosquito, envolvendo a mídia, os agentes de saúde, a sociedade civil e mesmo a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Por que é tão difícil combater o Aedes? O problema é complexo, mas duas razões básicas estão, uma, nos mosquitos e, outra, em nós. Nos mosquitos, é a sua biologia que lhe confere alta capacidade reprodutiva e de sobrevivência em um País tropical, com mínimos requisitos. Basta um tantinho de água parada em uma tampinha para que uma fêmea bote seus ovos, que podem sobreviver por meses, se a água secar antes da eclosão das larvas.  Estima-se que cada fêmea produza 300 ovos. Se os 300 se desenvolverem na proporção sexual de 50%, teremos 150 fêmeas filhas, em cerca de um mês e meio (tempo de vida do mosquito). O desenvolvimento de ovo a adulto é rápido (5 dias, no calor). Seguindo o cálculo, a reprodução das 150 filhas gerará 22.500 novas fêmeas (150 x 150), em três meses ou pouco mais! Mesmo com descontos, o número é assustador.

De nossa parte, a grande dificuldade está em obter adesão mais ampla e rápida para eliminar os criadouros. Boa fração da população tem o hábito de armazenar, nos quintais, grande quantidade de objetos inservíveis ou de descartá-los (especialmente embalagens) da forma mais inapropriada, nas ruas, terrenos baldios, rios, praias, jardins, estradas, etc. Isto propicia doenças (como as de agora e outras), enchentes, morte de peixes, etc, sem falar na visão desagradável que o lixo produz. Falta também, em muitas pessoas, a ideia de responsabilidade coletiva (estamos no mesmo barco temos que nos ajudar) e mesmo a vontade de assumir o trabalho de cuidar dos criadouros do próprio ambiente. Tudo isto reduz a eficiência do controle. Não cabe aqui falar em culpa. Não é fácil mudar de repente atitudes antigas que fazem parte do cotidiano e da cultura. Mudanças desse tipo ocorrem por educação continuada, ao longo do tempo. Nisto temos que pensar. A busca de engajamento da população, que hoje ocorre, pode dar início às mudanças necessárias. Alertados pelas dificuldades do momento, podemos planejar abordagens educativas que venham a minimizar ocorrências semelhantes. O mundo hoje é de fato uma aldeia, em que tudo é levado de um lugar para o outro, por objetos ou pessoas. Agora, nosso grito de guerra é eliminar os criadouros do mosquito. Mas não nos esqueçamos da tarefa que temos pela frente, para o bem de todos.

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