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Diário da Região

08/10/2015 - 00h00min

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Propina ou michê?

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JOHNNY TORRES NULL
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Muito se está discutindo se se deve, ou não, pedir e receber dinheiro destinado a partidos e a políticos, nas campanhas eleitorais. Em minha opinião, essa prática, profundamente perniciosa, deveria ser coibida e considerada crime sendo réus aquele que recebe e aquele que doa.

É notório que, parte do que recebem, alguns políticos a embolsam, não a usando totalmente na campanha eleitoral.

Há dois tipos de doações: uma é aquela, em que o empreiteiro de obras doa diretamente ao candidato. A outra, em que ele doa ao partido.

No primeiro caso, ele compra a consciência e o mandato do político por antecipação. Quando ele doa ao Partido, compra, de uma só vez, toda a bancada eleita.

Uma reforma política urgente, urgentíssima deveria se processar, estabelecendo o seguinte: quando a Declaração de Bens e o Imposto de Renda mostrassem que o candidato possui considerável patrimônio, ele nada receberia para a campanha eleitoral, por outro lado, quando o candidato comprovasse insuficiência financeira receberia uma verba destinada à propaganda, transporte e etc, e essa verba seria fornecida pelo Estado sob controle da Justiça Eleitoral.

Estabelecendo-se, dessa forma, uma equidade, pelo menos, em parte.

Ou o Brasil faz isso, ou a atividade política eleitoral será sempre eivada, contaminada, pela desonestidade, das duas partes envolvidas nas práticas em análise, no presente artigo.

A imprensa publicou a declaração de um cidadão ligado a uma empreiteira em que ele afirmava: “Fui procurado por um representante do Partido “tal” (ao que parece, esse representante, atualmente, é Ministro), e ele me disse: “Sua empresa está ganhando muito dinheiro em negócios com a Petrobrás. Vocês querem continuar ganhando?” É evidente que a resposta foi sim. “Então, vocês devem contribuir com tanto que o Partido está precisando para a campanha eleitoral”.

Coloque-se o prezado leitor na situação de um dono de empresa que tem sob sua responsabilidade uma grande folha de pagamento.

Essa prática absurda aconteceu repetidamente, aliás, ela já era usada com frequência na política eleitoral brasileira.

“Pedem” essas doações Partidos e indivíduos que irão pagar essas “dívidas” com o dinheiro surrupiado.

Pobre Brasil, maravilhosa e infeliz Pátria, vítima de politicoides.

Lembram-se de Ruy Barbosa? Ele disse, mais ou menos, o seguinte: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, e a ter vergonha de ser honesto”. Foi mais ou menos isso que o Ruy disse.

No plano internacional, pobre do Brasil: um diplomatinha de terceira categoria disse que o Brasil é um anão diplomático, o Finantial Times, jornal inglês, afirmou que o Brasil está no fundo do poço. Um órgão do mundo financeiro, entende o Brasil como falido.

A causa de tanta débacle é, primordialmente, a palavra propina. Não deveria ser.

É o português uma língua linda e rica. Surpreende-se, nesta língua, de vez em quando, uma palavra chula.

Pode-se acusá-la de chula, mas ela traduz situações. . Quando um partido se vende, a palavra usada para estas situações (peço perdão por antecipação) é michê.

Os melhores dicionários da língua portuguesa dizem: “é o nome que se dá à remuneração paga a prostitutos e a prostitutas”. E é só.

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