Diário da Região

24/11/2001 - 00h05min

Princípios da homeopatia

A medicina homeopática teve início em 1796, na Alemanha, por meio de um trabalho publicado pelo médico alemão Samuel Hahnemann, entitulado “Ensaio sobre um novo princípio para descobrir o efeito curativo das drogas”. Hanhemann, além de médico, era um profundo conhecedor da farmacologia de sua época e grande poliglota. Trabalhava fazendo traduções de textos e livros de medicina e farmacologia. Também era conhecedor e estudioso da coleção médica “Corpus Hipocráticum”, uma série de 60 livros escritos pelo grego Hipócrates e seus discípulos no séculos IV a.C. Hipócrates, considerado o pai da medicina, possuía uma filosofia em que dizia que não há enfermidades, mas sim enfermos, e a doença é uma alteração no indivíduo em sua totalidade. Quando Hanhemam publicou seu ensaio, ele também revitalizou uma teoria terapêutica já desenvolvida por Hipócrates, em que as doenças poderiam ser tratadas com medicamentos que possuíssem ação semelhante aos sintomas do paciente. Seriam medicamentos cujos efeitos tóxicos provocariam sintomas semelhantes aos sentidos pelo paciente.

Hanhemann descreveu em seu ensaio que, mesmo diluindo e dinamizando os remédios, os feitos curativos continuavam a ocorrer. Ele usou o método de diluições, porque queria evitar os efeitos tóxicos que muitos medicamentos provocavam. Hahnemann era contra o emprego de medicamentos que criassem efeitos colaterais danosos à saúde do indivíduo. Apesar da evidente ação curativa dos medicamentos homeopáticos na prática médica, tanto em humanos como em animais, o estudo da ação dos medicamentos altamente diluídos criou uma polêmica científica que apenas atualmente tem sido elucidada, de forma positiva à homeopatia, por meio de incontáveis trabalhos científicos publicados em revistas especializadas e noticiados na mídia. Além do efeito curativo nos males físicos, uma das descobertas mais interessantes feitas, ainda, por Hahnemann, em relação dos remédios homeopáticos, foi de que estes, além de melhorarem os sintomas físicos, melhoravam também os sintomas emocionais dos pacientes.

Por causa disso, os médicos homeopatas começaram, a exemplo de Hahnemann, a valorizar os sintomas emocionais dos pacientes e medicá-los com remédios que, além de ter efeitos sobre os sintomas físicos, também atuavam nos emocionais. Face a essa condição, os médicos começaram a se dedicar ao desenvolvimento da sensibilidade de compreensão dos sintomas emocionais relatados pelos pacientes. Já na primeira metade do século XIX, muitos desses médicos homeopatas entendiam que às vezes os sintomas emocionais agudos predispunham o surgimento dos sintomas físicos. Um trauma emocional forte, como a perda de entes queridos ou de bens materiais, além de frustrações e ressentimentos, eram situações que provocavam doenças físicas, como dores, perda de imunidade, estados alérgicos, enfermidades degenerativas e outras doenças. Por isso, a homeopatia é considerada uma das primeiras medicinas modernas a valorizar a existência de doenças psicossomáticas. Uma vez identificando a causa do desequilíbrio, que levou ao surgimento da doença, o médico poderia usar medicamentos homeopáticos que agiriam nesses fatores desencadeastes e também na intolerância física do paciente às agressões climáticas.

O aprofundamento desses estudos da filosofia psicossomática fez com que os homeopatas se tornassem grandes estudiosos dos desequilíbrios humanos e criassem teorias sobre as condições e posturas emocionais que estariam criando as doenças físicas dos pacientes. A partir de então, começaram a agrupar os medicamentos homeopáticos que atuassem em cada condição de sofrimento emocional dos pacientes. Feito o tratamento, eles sentiam-se aliviados tanto física como emocionalmente. Surgia um estado de equilíbrio que muitas vezes se entendia à convivência familiar e social. Além disso, essa condição de equilíbrio criava uma situação tão favorável que esse paciente, dependendo de sua condição de saúde física e emocional, poderia tornar-se resistente ao surgimento de novas doenças por um bom tempo. É a

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