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Diário da Região

05/02/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

O País do Carnaval

Painel de Ideias

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Vendo a TV nos dias que correm é fácil perceber o quanto gostamos do Carnaval. Desde o Réveillon não se fala outra coisa. Chamadas convidam para os desfiles das escolas de samba. Matérias jornalísticas mostram os preparativos em diversas capitais. Sambas enredos são cantados com legenda. Até os comerciais lembram a folia.

Somos mesmo o País do Carnaval. Será?

Uma pesquisa feita há alguns anos pelo Instituto Sensus a pedido da Confederação Nacional do Transporte revelou que 57,4% dos brasileiros não quer saber de Carnaval. Somente 41,2% dos entrevistados disse gostar da festa.

Mais recentemente o Ibope mostrou que somente 30% dos brasileiros coloca o Carnaval como sua maior paixão. O grande campeão foi o futebol, com 77%. A festa de Momo perdeu até para a cerveja, com 35%. A audiência dos desfiles na TV vem caindo significativamente ano a ano.

Os resultados das pesquisa surpreende, mas não deveria. Não é de hoje que o Carnaval vem se tornando cada vez mais distante, tanto das pessoas como dele próprio.

Em muitas regiões, simplesmente minguou. A festa sequer existe em milhares de cidades, principalmente no Interior. É certo que a tradição ainda tem força no Rio de Janeiro e em capitais do Nordeste (ali deve estar boa parte dos 41,2%). Mas em outras regiões, a folia diminuiu com o passar dos anos, a exemplo do que ocorre aqui. Quase não há mais desfiles nas ruas, nos clubes a festa é ínfima.

Sem falar no grande contingente religioso que, por razões óbvias, passa longe da folia e de seus excessos.

O Carnaval ficou também distante dele mesmo, ou daquilo que um dia definiu-se como tal. Atualmente temos três grandes tipos da festa: os desfiles de escola de samba (Rio de Janeiro e São Paulo), os trios elétricos (Salvador, Recife e outras capitais) e os blocos de rua.

O primeiro não é mais uma festa popular. Ao contrário, é um negócio que movimenta milhões (nem sempre lícitos) feito para ser visto, principalmente pela TV. Com superproduções sofisticadas, enredos encomendados e sambas cada vez mais parecidos entre si, é uma apresentação televisiva, não mais uma festa carnavalesca.

Já o segundo conta com participação popular em massa, mas tem sido cada vez menos Carnaval. Não há fantasias, basta um abadá (na verdade uma camiseta que faz as vezes de ingresso). O samba é música cada vez mais rara, deu lugar ao axé, forró e até mesmo ao sertanejo. Muitos estão ali pela farra, pela bebida e em busca de sexo. Para eles, a natureza da festa é o que menos importa (a micareta sertaneja que o diga).

Somente o último ainda guarda a magia do Carnaval.

Mas o Brasil não para no Carnaval? Claro. Mais por causa do feriado do que da festa. Ou melhor, sequer feriado é. São apenas dias de descanso. Esses, sim, de gosto geral.

Então bom feriado, ops... descanso a todos. Na Quarta-feira de Cinzas, o Brasil finalmente começa.

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