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Diário da Região

02/10/2015 - 00h00min

Painel de Ideias

Nossa jovem democracia

Painel de Ideias

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De repente o Brasil viu-se às voltas com eleições. Não para alguns poucos cargos. Eleições diretas, gerais, freqüentes, até mesmo para Presidente da República. Não faz muito tempo, menos de trinta anos. Toda uma geração desacostumada a ir às urnas passou a ser convocada a votar a cada dois anos.

Não estávamos preparados. Não tínhamos o chamado “khow-how” de como agir coletivamente, como pensar em grupo. A experiência de Pátria que conhecíamos era a de chuteiras. Nosso sentimento patriótico só aflorava a cada quatro anos nos campos de futebol.

Trouxemos então para a política o que tínhamos de melhor em termos de coletividade: a torcida no futebol. Assim, nossas eleições transformaram-se em campeonatos. Não elegemos, torcemos.

Por isso temos os times, as cores, as bandeiras, as musiquinhas. Fazemos carreatas, com fogos e buzinaço. Durante a disputa, não é raro haver brigas e agressões. Nosso time sempre é o melhor, não importa a qualidade ou competência. O adversário é um inimigo a ser batido.

Tudo caminha até restarem apenas duas equipes. É o segundo turno, a final do campeonato. Acompanhamos atentamente pela TV, internet ou rádio. A vitória é comemorada com a torcida.

Cada cidade tem um local determinado, uma avenida ou praça, onde se comemora a “vitória” nas eleições. Não é preciso combinar com o outro, todos vão diretamente para lá. Não por acaso é exatamente a mesma praça ou avenida onde se comemora a vitória no futebol.

Temos uma democracia jovem. No próximo dia 5, nossa constituição completará vinte e sete anos. Já tem noventa emendas. A constituição americana tem 228 anos e apenas vinte e sete emendas.

A única vez na história do Brasil em que um presidente eleito democraticamente cumpriu todo seu mandato e passou a faixa para outro presidente eleito democraticamente e que também cumpriu todo o mandato foi na transição de Fernando Henrique para Lula.

Temos baixa formação e pouca informação. Nas eleições substituímos o conhecimento pela propaganda. Assim, a publicidade ganha força desproporcional em nossas escolhas. O publicitário vira peça-chave. As campanhas ficam caras, exigem muitos recursos, nem sempre de origem lícita.

Votamos com o coração, não com a razão. É eleito aquele que faz a propaganda mais bonita, que fala bem, que se veste melhor. Ideias, planos e projetos ficam em segundo plano. Não há maiores preocupações com caráter, experiência ou competência.

Sempre me perguntam como votar quando só restam candidatos ruins. A resposta está no fato de que a eleição não ocorre apenas no dia da votação. Ela começa bem antes.

Neste exato momento partidos e candidatos escolhem nomes e legendas para o ano que vem. Até porque a lei exige filiação partidária com pelo menos um ano de antecedência.

Não se engane, caro leitor e eleitor. A eleição já começou.

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