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Diário da Região

14/01/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

 No espaço, ninguém ouve você gritar

Painel de Ideias

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Ontem, em plena temporada de merecidas férias e ajudando na medida do possível um aluno aqui e outro acolá sobre os mistérios das notas de corte do Sisu, assisti a um interessante filme.

Perdido em Marte, ficção científica impressionante que o cineasta Ridley Scott adapta do livro de Andy Weir, relata a trajetória do astronauta Mark Watney (Matt Damon) enviado a uma missão em Marte. Após uma violenta tempestade de areia, ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra. A questão não é só o quanto o filme é incrível, mas também a habilidade que o diretor de 77 anos tem para tudo parecer tão fácil.

Longe de exercer crítica cinematográfica e mais um exercício de livre associação, fiquei imaginando o que seria a solidão para um jovem astronauta lançado à sua própria sorte durante 600 sóis (sol é o dia marciano, que dura 24h39) em um ambiente inóspito, onde certamente a esperança pouco lhe traria de conforto.

Só restou ao sr. Watney aquilo que fazemos todas as segundas-feiras pela manhã: sobreviver. Interessante, a meu ver, que enfrentar as grandes dificuldades que o cotidiano nos apresenta faz-nos diferentes das feras do selvagem mundo, na medida em que diferentes dos animais conseguirmos criar e produzir nossos próprios instrumentos e são eles responsáveis por fazer de nós, sempre sobreviventes.

Só quem passou por um grave acidente sabe a alegria que é retornar para casa e voltar a ter o alívio de um banho e o conforto de uma cama. Verás nas caminhadas solitárias do protagonista a sensação de cumplicidade tentando com sua capacidade criativa retornar para casa. Vocês podem estar se perguntando. Mas isso eu tenho e faço todos os dias?

O ‘ter’ não nos diz muita coisa, mas a capacidade de entender essas mínimas coisas como exercício de nossa capacidade criativa e fazer com que os instrumentos criados, porta, geladeira, camas, faz de nós, humanos, quando percebemos que isso nos possibilita também a sobrevivência diária.

Quando retorna à Terra, o protagonista depara novamente com um singelo broto e faz lembrar-se que aquilo em Marte foi responsável pela sua sobrevivência.

Por isso, chamo a atenção dos caros leitores para lembrar sempre que a alegria de estar vivo depende, sim, da nossa capacidade criativa e que diariamente, somos também sobreviventes.

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