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Diário da Região

02/10/2015 - 00h00min

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Migrantes, o drama do século

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As migrações são característica da humanidade. Desde as savanas africanas, nos primórdios de nossa aventura na Terra, tivemos ondas migratórias. Foram motivadas por fome, guerras, mudanças climáticas, perseguições e, recentemente, desemprego. Atualmente, o mundo assiste a um fenômeno comovente. Vivencia-se no Oriente Médio, África e Ásia a repetição em escala do que aconteceu na Segunda Grande Guerra. Histórias dramáticas, mortes inúteis e a expulsão de pessoas de suas terras devastadas por guerras injustificadas.

Números assustadores: no mar Mediterrâneo morrem afogadas duas pessoas por hora; neste ano, a conta já ultrapassou 2,3 mil mortes; na Áustria, 70 pessoas morreram asfixiadas em um caminhão, dentre as quais quatro crianças; os abrigos na rota Grécia/Alemanha estão lotados e as pessoas vivem em condição sub-humana.

Não há perspectiva de solução nos países de origem desses refugiados: na Síria, mais de 10 milhões de pessoas já deixaram suas casas; no Iraque, com as guerras e o avanço do Estado Islâmico, são 2 milhões de deslocados; na Turquia, existe mais de um milhão de refugiados sírios e as autoridades acreditam que o número vá dobrar rapidamente; na Jordânia, a situação é parecida com a do Líbano. As pessoas continuam saindo da Síria, Iraque, Líbia, Afeganistão, Nigéria, Sudão e Senegal.

Há hipocrisia. Na rota dos Balcãs, há países que "facilitam" a passagem de refugiados. Essas "facilidades" são concedidas desde que eles não permaneçam nesses países "humanitários".

Mesmo essa situação está mudando e na Hungria há exemplos de intolerância e violência. A Croácia já declarou impossibilidade de abrigo. Alguns governantes chegam a dizer que estão preservando a identidade cristã de seus povos.

Os governos húngaro, polonês e eslovaco têm "orientado" os órgãos de comunicação "a não mostrar imagens de crianças refugiadas ou contar histórias de famílias". Não querem a repetição do caso do menino Aylan Kurd.

Os países da Europa Ocidental já se esqueceram dos anos da Guerra Civil Espanhola, da Segunda Guerra, dos expurgos de Stalin, dos períodos de fome e frio, quando, em massa, mandaram milhões de pessoas para as Américas, Austrália, Nova Zelândia e outras regiões do globo.

Hoje, ricos e desenvolvidos, esses países se recusam a receber os refugiados. Há diferenças entre imigrante e refugiado. Imigrante pode ser rejeitado, enquanto o refugiado, de acordo com as normas internacionais, tem direito a asilo. A imprensa já rotulou: são "imigrantes".

O Brasil tem recebido haitianos, nigerianos e sírios. Há propensão do governo em aumentar a vinda dos sírios, especialmente porque aqui há colônia numerosa e isso facilita a integração social.

É inviável para Líbano e Jordânia receberem refugiados aos milhões. Situação de transição. O mundo, por suas organizações multilaterais e blocos econômicos (ONU, União Europeia, OCDE, BIRD, OMC, etc.), precisa encontrar solução.

Cercar o Mediterrâneo e confinar as pessoas não resolve o problema.

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