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Diário da Região

11/10/2015 - 01h00min

Painel de Ideias

Memórias de uma manhã de sábado

Painel de Ideias

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Quando passou pela banca de revistas da praça Ruy Barbosa, comprou a “Sétimo Céu” e a “Burda” para a mulher, que era fascinada pelas fotonovelas com atores italianos e pelos modelos de vestidos que deviam estar fazendo sucesso na Europa. Deu uma olhada na manchete do “Estadão”, mas não se interessou pelos desaforos que Brejnev havia novamente dirigido à Otan.

Atravessou a Jorge Tibiriçá em direção ao Banco do Brasil, na esquina da Bernardino, onde daria uma olhada no placar da Organização Social de Luto, mas de longe notou que não havia avisos afixados – ninguém morrera durante a noite, que bom!

Em frente à Casa das Meias, cumprimentou um ou dois conhecidos e ficou em dúvida sobre se subiria para tomar um cafezinho no Pilão ou desceria a Jorge até a Livraria Giovinazzo para admirar os volumes expostos na vitrine. Queria saber se já havia chegado o novo romance de Arthur Hailey, “Aeroporto”, acabou escolhendo a opção do cafezinho, depois talvez comprasse para a patroa na A Delícia o doce de chocolate, chantili e morangos que ela pedia sempre.

Antes, no Bar do Jeca, inteirou-se de que os fícus da praça seriam derrubados por causa da invasão dos “lacerdinhas” – que absurdo! Por causa de um inseto chato, derriçar as árvores de bela folhagem do jardim normalmente quente.

Assim que se despediu do Antonio Gaspar, que conversava enquanto segurava o coador fumegante dentro do bule e emborcava os dois sobre as xícaras que tirava do recipiente de água fervente com o auxílio de um pegador de metal, ainda parou alguns minutos na soleira do bar para apreciar o vai-vem apressado das pessoas pela rua que o Alexandre Macedo, da rádio Independência, gostava de chamar de “principal artéria rio-pretense”

Viu quando o Nivaldo Carrazzone cruzou a Bernardino para falar com alguém em frente à Casa das Vitamina” e saudou o José de Oliveira, que se ocupava de arrumar as peças de tecido dispostas nas vitrines da loja A Riopretana, ali ao lado.

O José Câncio, policial boa praça, apitou a plenos pulmões para alertar os motoristas de um Aero-Willis e de uma Vemaguete que haviam parado para conversar em frente ao Cine Ipiranga e estavam atrapalhando a passagem do carro de som do Jacinto Mata-Tudo, que anunciava por seus estridentes alto-falantes o sensacional jogo de domingo entre Rio Preto e Hepacaré de Lorena, no estádio Victor Brito Bastos.

Mais para cima, os cartazes dos filmes do Cine São Paulo chamavam a atenção para um festival de operetas que apresentaria um filme longa-metragem diferente por dia até o fim da semana seguinte. A atração daquela noite seria “A Viúva Alegre”. “Deve ser divertido”, pensou...

– Vou ver se a patroa quer ver hoje à noite.

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