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Diário da Região

28/12/2016 - 00h00min

Artigo

Lições robustas

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É senso comum que o ano de 2016 foi difícil para o Brasil. Os dramas na política e o agravamento da crise financeira sacudiram o País nos últimos 12 meses. As revelações da Operação Lava Jato, de corrupção graúda, assombraram até mesmo o brasileiro mais sonolento. “O que os olhos não veem o coração não sente.” Pois era mais ou menos assim que vivíamos antes da Operação Lava Jato.

Pouco ou quase nada nos era revelado. Mas, nos últimos dois anos e, em especial, em 2016, foram tantos os escândalos envolvendo altas lideranças que o País iniciou um processo de despertar. A corrupção sempre nos entorpeceu.

Ficávamos como que adormecidos, num estado de letargia, inércia. A impunidade para os crimes de colarinho branco grassava solta, achincalhava a população de bem.

Neste sentido, a Lava Jato foi e tem sido um facho de luz a transparecer um caminho de ética e decência para a política. A imprensa foi ouro num ano em que cobrir política exigiu esforços olímpicos de dedicação, atenção e apuração de fatos que se misturavam com Polícia e Judiciário. A guerra travada entre poderes desafiou a excelência da cobertura jornalística e isso resultou em ganhos para nossa democracia. Com uma informação bem apurada e detalhada, a população pode se abastecer dos fatos e, hoje, o clamor das ruas é respeitado, temido.

Assim, mesmo com a certeza de que 2016 foi exaustivo para todos, acredito também que foi um ano de tremendos ganhos para a conquista da nossa cidadania. As cenas de choro e ranger de dentes, humilhação e perda de cargos, prisões e revelações vergonhosas deverão ser exemplares na construção da nossa ética na política e nas relações das empresas. 2016 marcou o começo do fim de uma praga abateu o Brasil. Uma dor necessária, uma intervenção urgente, uma incisão profunda na ferida da corrupção.

Vai arder, sangrar. Mas vai curar, moralizar. E, vale sempre ressaltar, que o prosseguimento da Operação Lava Jato, com todos os seus desdobramentos e punições, será a nossa redenção, nosso resgate e precisa cumprir seu roteiro até o final. Será nosso resgate. Creio que o ano de 2016 nos trouxe um valioso aprendizado de cidadania, força, diligência e fé em nossa percepção de ideal de Nação.

Não há como ser diferente: em 2017, o caminho da construção de um Brasil soberano, justo, ético e de nobres valores continuará a ser palmilhado com beleza, desenvoltura e inteligência. É nisso que acreditamos porque é digno e bom para todos.

Uma nova sociedade de gente “fina, elegante e sincera” de moral e princípios para todas as nossas instituições é o que precisamos; é a tendência para os próximos anos. Uma tendência que vai se alastrar para cada setor da sociedade. Que Deus nos abençoe como Nação e que o caderno de 2017 tenha registros de um tempo abençoado para todos nós.

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