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Diário da Região

19/08/2015 - 00h00min

Painel de Ideias

Gafes, mancadas e trapalhadas

Painel de Ideias

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Desconfio que eu esteja enrascado. Cometi muito certos tipos de pecado. Sou reincidente. Semana passada, uma pessoa me viu, gritou meu nome e se aproximou. De imediato, pensei em algum mico. Verifiquei se minha braguilha não estava aberta, se a etiqueta da roupa nova fora retirada ou se eu não estava usando a camiseta invertida. Não. O cidadão veio fazendo festa, abraçou-me e começou a conversar comigo.

Seria muito legal se não fosse pelo fato de que eu o conhecia, mas não lembrava nem de onde e muito menos o seu nome. Tentei me acalmar e colocar a cabeça em ordem. De onde poderia ser? Um ex-aluno da faculdade? Um cliente do consultório? Um ex-colega de trabalho dos tantos hospitais e cidades em que trabalhei? Alguém da cidade?

Nada de lembrar! E a situação ficou cada vez mais desconfortável. Ele sabia o nome dos meus familiares e contava “causos” de amigos em comum. Tentei conseguir alguma pista com questões genéricas. “E você, como vai a luta?”, “Como está o seu pessoal?”. Puro campo minado. Existem perguntas que podem constranger. Algo como não saber do fim do relacionamento de um casal e perguntar do ex-cônjuge ou indagar por alguém que já faleceu e você não sabe.

Tem as armadilhas das aparências. Caí pouco nelas. Mas as ocasiões em que aconteceram bastaram para o resto da vida. No começo da carreira, perguntei a um rapazola se era filho da senhora ao lado. Era esposo... Em outra ocasião perguntei a uma colega de trabalho de quantos meses ela estava grávida. Não estava grávida! Era obesidade mesmo... Doeu!

Nem quero lembrar do dia em que fui a uma festa de aniversário no local e horário correto, mas no dia errado. Que vergonha! O danado do aniversariante tira o sarro até hoje. Ou das vezes em que fui para o mercado para comprar algum artigo, leite por exemplo, e quando voltei constatei que tinha comprado de tudo menos o leite. Hoje em dia, toda vez que vou às compras, tenho que conviver com a advertência: “não vá esquecer o leite, hein?”

Tão ruim quanto esquecer o nome é trocar o nome. Pensando bem, é pior. Verdadeira confissão de crime, a troca sempre vem acompanhada de uma cara de decepção e uma reprimenda sobre a troca de nomes. Já fiz bastante isso também. Mas esquecer o nome das pessoas ainda é o mico mais frequente. Eu diria que quase diariamente acontece. Queixei-me a alguns amigos mais espertos do que eu. Tentaram me ensinar um truque de associar o nome com alguma coisa para facilitar a lembrança.

Não deu certo. Esqueço das associações. Falta de criatividade mesmo. Quanto à pessoa que me encontrou na rua, deve ter percebido meu desconforto. Não sou tão artista para conseguir disfarçar. Educado, teve misericórdia. Deu pistas até eu me lembrar do nosso convívio e do nome dele. Certeza que estou enrascado. Precisarei cada vez mais do perdão alheio!

 

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