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Diário da Região

28/01/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

Falamos mal de tudo. Por quê?

Painel de Ideias

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Recentemente, participei de uma série de palestras sobre a busca da eficiência em educação em um agradável e bucólico hotel nas proximidades da montanhosa Atibaia. Na companhia de mais de 60 professores com suas expectativas, pudemos compartilhar experiências em sala de aula por agradáveis três dias de muita conversa e comida da melhor qualidade.

Ao término de cada uma das palestras, tínhamos que responder um questionário sobre a qualidade dos palestrantes e atribuirmos a cada um deles um score para que a direção, a partir das nossas notas, pudesse avaliá-los e buscar no próximo ano temas que mais nos agradem ou mais contribuam para o desenvolvimento do grupo.

No final de tarde, reuníamos para um banho de piscina ou em torno de uma mesa de café para trocar experiências de cada uma das palestras. E para a surpresa desse desentendido cronista, todos sem a mínima exceção sempre tinham algo de mau para tecer seu ácido comentário.

- Não preparou a palestra.

- Foi repetitivo.

- Não trouxe nada de novo.

Não que eu defenda uma uniformidade de pensamento ou ideias, longe da unanimidade, mas se alguém foi contratado por uma equipe altamente capacitada para uma palestra, será que nada de bom pode se aproveitar?

Tirando meu exagero, é de nosso cotidiano criticar, sem o menor cuidado com as palavras, tudo e todos. Fala-se mal da presidente da República ao funcionário da repartição pública de meninos, de meninas e de todo e qualquer vestido, maquiagens, apliques e de noivos e noivas.

Fala-se mal até de quem mal vive e de quem bem vive-se também. Será que quando mal dizemos de alguém buscamos uma paz na vingança das palavras, e portanto o outro navegue com seus defeitos rumo ao seu indefinido destino?

As críticas feitas pelos meus caros colegas, certamente, não chegaram aos ouvidos dos palestrantes, que seguirão seus sucessos profissionais em outras paragens. Logo a crítica feita dessa forma é palavra vazia. As palavras só têm seu devido valor quando iluminam o destino do que se fala para quem se fala.

Lembro-me sempre de quando vou falar de uma substância de gosto suspeito, como o famoso leite de magnésia. Faço de maneira imaginária uma mímica de pegar em pleno ar uma colher e colocar uma boa quantidade do desagradável líquido e coloco na minha boca. Não é de se espantar a cara feia da maioria dos alunos. Aí falo que não tem colher, não tem magnésio. O que se tem são palavras e são elas que nos dão gosto e sabor, assim, caros leitores, não seriam as palavras fontes da poesia. Então usá-las de modo mais saboroso e parcimonioso seria de bom cheiro.

Pois bem, logo vamos voltar ao nosso cotidiano de sala de, e será que a Mariazinha continua chata? Risos e um grande ano novo letivo para todos.

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