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Diário da Região

23/12/2015 - 00h00min

Painel de Ideias

Espírito de Natal

Painel de Ideias

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Era para ser simplesmente a celebração do nascimento de Cristo. Transformou-se numa gama diversificada de eventos. A começar pelos votos de boas festas. Hoje são raros no meu círculo de amizade quem manda um cartão de Natal. Não é mais considerado falta de etiqueta desejar boas festas por e-mail, SMS, WhatsApp e Facebook. Bem mais prático!

E o especial do Roberto Carlos? Já são 43. Parece até que o diretor de programação sabe exatamente o dia no qual você, que não é dos mais fanáticos, não tem nada melhor para fazer e acaba assistindo. Tocam as músicas natalinas e os especiais de Natal. Lembro-me da Simone, do Roupa Nova e do Chitãozinho e Xororó.

As confraternizações viraram hábito brasileiro. Na firma, na academia, na ONG, na clínica e no hospital. E também a confraternização dos outros. Churrascaria, chácara, restaurante, bar, churrasco na firma mesmo ou na casa de alguém. Só sei que você não consegue alugar um mísero salão para qualquer outra finalidade. Já tem confraternização acontecendo em janeiro.

Organizam o amigo secreto. Que também mudou. Antigamente, havia um certo suspense. Hoje, não tem mais troca de bilhetes porque senão fica fácil de acertar quem o tirou. Acabou a inocência.

Fazer compras de última hora sempre foi e sempre será um martírio. Por última hora entenda-se uns 15 dias antes do Natal. Seja no Centro, no comércio de rua ou em shoppings, fica tudo intransitável.

Outra coisa que diminuiu bastante é a decoração de Natal. Até nas vitrines de lojas. Ainda vejo sacadas e casas com lampadinhas piscando. Já foi bem mais exuberante. Com o preço da energia do jeito que está, não dá para fazer graça. Os presépios estão cada vez mais raros. E sempre há os que ao citar o nome dos 3 reis magos, fale Belchior ao invés de Melchior.

E o que dizer do Papai Noel? Agora tem curso para entrar no ramo. Fantasiei-me por muitos anos. Só dei gafe em um Natal. Chamei meus filhos pelos seus apelidos caseiros. Estranharam. Prefiro me enganar e acreditar que não descobriram que era eu. O engraçado é que a chegada do Papai Noel está acontecendo cada vez mais cedo, já no começo de novembro. Tem também as “noeletes”, geralmente moças bonitas que ajudam o bom velhinho nos seus afazeres.

Poderia falar da ceia. Tudo engorda. Destaco o panetone, verdadeira obra de arte da panificação. Palavra de ex-padeiro.

Tem a Missa do Galo, os corais, as árvores de Natal, troca de presentes, a garotada passando de porta em porta para ganhar doces ou moedinhas. A distribuição de presentes para as crianças pobres. O reencontro de amigos e familiares. Tanta coisa boa.

Hoje não teve crônica. Apenas reminiscências. Foi uma forma de agradecer a Deus por tudo.

Desejo aos meus raros leitores um Feliz Natal e um ano novo repleto de saúde, paz e muita prosperidade.

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