X
X

Diário da Região

02/09/2016 - 00h00min

PROTEJA-SE

Desvendando a Independência

PROTEJA-SE

Orlandeli NULL
NULL

“Laços fora, soldados! Pelo meu sangue, pela minha honra, juro fazer a liberdade do Brasil. Independência ou morte!”. Com essas palavras D. Pedro I decretava às margens do rio Ipiranga a independência do Brasil, mas o processo foi mais complexo.

A monarquia portuguesa estava em decadência. O rei Dom João VI, com sua corte, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte, havia chegado ao Brasil em 1808, elevando o país à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves. Entretanto, a elite portuguesa estava insatisfeita com o abandono da realeza e propagavam movimentos por mudanças. Em 1820 eclode em Portugal uma revolução que buscava restituir a soberania lusitana e colocar o Brasil novamente em condição de colônia. D. João VI se viu obrigado a retornar ao país, em 1821, nomeando seu filho, D. Pedro I, como príncipe regente do Brasil.

D. Pedro I iniciou sua regência tomando medidas que desagradaram as forças políticas portuguesas. Baixou impostos e equiparou autoridades militares brasileiras às portuguesas. Comerciantes e fazendeiros brasileiros passaram a apoiar D. Pedro I.

Sua ascensão não foi bem vista em Portugal, sendo exigido seu retorno imediato àquele país.

D. Pedro se recusou a retornar a Portugal e em 9 de janeiro de 1822 expressou: “se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!”, ficando essa data conhecida como o “Dia do Fico”.

A relação com a corte portuguesa era insustentável e D. Pedro I passou a tomar algumas medidas severas: criou a Marinha de Guerra, convocou uma Assembleia Constituinte e impôs que nenhuma lei portuguesa seria cumprida no Brasil sem sua aprovação.

Em meados de 1822, D. Pedro I tornou-se maçom. Após discussão em uma sessão maçônica presidida pelo liberal Joaquim Gonçalves Ledo, a maçonaria brasileira posicionou-se a favor da independência do Brasil, tendo sido os maçons paulistanos os primeiros a aclamarem publicamente D. Pedro I como Imperador após o “grito de independência”.

As ideias liberais eram inevitáveis. A corte lusitana novamente determinou o retorno de D. Pedro I, sob pena de uma invasão militar.

Querendo melhorar a vida do povo brasileiro e manter a união do território, durante uma viagem, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro I proclamou a independência do Brasil e tornou-se imperador após bradar: “laços fora, soldados! Pelo meu sangue, pela minha honra, juro fazer a liberdade do Brasil. Independência ou morte!”.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso