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Ano novo - Novo ano

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    • São José do Rio Preto
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Apesar do lugar comum, não resisto à tentação de divagar sobre o passar do tempo, dividido por convenção, em fatias representadas por anos, abrindo-nos as portas da esperança para que 2017 possa ser melhor que 2016, para nós e para toda a humanidade.

Viver, no dizer de um antigo adágio, é um fenômeno de resistência, fazendo-nos atravessar períodos de transformações, acreditando que o futuro sempre será melhor!

Se admitirmos que só existe passado e futuro, sendo o presente muito fugaz, pois esvanece logo após o momento vivido, concluiremos que o importante para nós é o futuro. Para firmar o conceito, peço-lhes que me acompanhem no seguinte raciocínio: lendo este parágrafo, ao passar para o seguinte, fica claro que ele já pertence ao passado e o próximo, representará o futuro.

Este, por sua vez, imediatamente após ser lido, também pertencerá ao passado...

Bob Dylan disse uma vez, que o presente não passa de uma ilusão, ou a manipulação sem sentido da realidade.

Ele deve estar certo pois, apesar de opiniões divergentes, ganhou o prêmio Nobel de Literatura neste ano de 2016, uma honraria para poucos! Não foi recebê-la, enviando uma representante, devido compromissos anteriormente assumidos!

Pensem também ser o futuro o tempo em que passaremos o resto das nossas vidas... sendo hoje o primeiro dia desta aventura!

Contudo, não podemos desprezar o passado, nosso grande mestre pois, sem os ensinamentos nele aprendidos, interpretados e consolidados, será impossível criarmos conceitos que nos levem a uma vida mais harmônica e melhor.

Como exemplo cito, sem juízo de valor, o aquecimento global, assunto da ordem do dia, agora em maior evidência após as declarações bombásticas de Donald Trump, afirmando: “o aquecimento global é uma farsa”

Acreditando nisto, ele estuda contornar decisão dos EUA de apoiar enfaticamente os 195 países signatários do Acordo de Paris para evitar a hecatombe.

Dados coletados no passado mostram um progressivo aquecimento da terra, permitindo extrapolar o perigo latente que nos assola neste crítico campo.

Se por um lado é verdade que os poluentes acabam por formar uma capa impermeável ao calor irradiado pela terra, criando um efeito estufa como se o globo estivesse envolto por um grande cobertor.

Por outro lado, sabe-se que o sistema de produção de energia pelo Sol apresenta ciclos de sete anos com períodos de aumento e diminuição de insolação.

Estas alterações influem de maneira drástica na temperatura das águas do sul do Oceano Pacifico, regendo o comportamento do “El Ninho” que modifica de forma muito acentuada os fenômenos da natureza nos continentes.

Consequente a uma ou outra teoria, o ano que passou trouxe consigo inundações e secas, deixando milhões de mortos e desabrigados.

Ao esquecer das sanguinárias guerras do passado, o homem continua a desafiar o bom senso de qualquer cidadão, com um mínimo de sensibilidade, continuando a promover a barbárie que representam.

O sistema monetário brasileiro sofreu uma derrocada não prevista por “eminentes” economistas, que com a contabilidade criativa e as chamadas “pedaladas” não souberam interpretar as lições já vividas, levando-nos a uma crise sem precedentes e sem data para terminar.

Desejo a todos que 2017 seja um ano emblemático, em que possamos ter saúde, paz, alegrias e as desejadas realizações, sabendo que o passado é nosso grande mestre e que o futuro pode ser construído pela inteligência e sensibilidade dos homens, a quem foi dado por Deus o raciocínio, para não repetir erros e criar sofrimentos.