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Diário da Região

08/10/2015 - 00h00min

Painel de Ideias

A foto do menino Aylan

Painel de Ideias

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Uma criança de três anos morta já é um terror na vida de qualquer um. Ainda mais em uma praia turca. Onde se via a nos alegrar, fugindo das inevitáveis ondas e suas alegres gritarias, desta vez o silêncio e a dor. De maneira quase mística, o sol não iluminou a praia turca naquela quarta-feira em pleno setembro.

Ninguém gosta da dor, ninguém gosta daquilo que está pelo nublado dos dias de chuva em pleno litoral. Mas essa dor é nossa ou pelo menos deveria ser, meu caros e queridos leitores. Estou falanodo do menino Aylan Kurdi, encontrado morto e cujas as imagens se tornaram pelas redes sociais a dimensão da dor que é sair de casa e não chegar nunca mais ao seu destino.

Há pessoas que não gostam mesmo que imagens como essas toquem suas sensíveis retinas, mas o que seria então necessário acontecer para descobrirmos que ainda temos mente ou, como diriam os que são mais sensíveis, Alma.

Acredito que imagens são capazes de mudar o mundo mas a imagem do menino de camiseta, tênis e short pronto para brincar fez com que a humanidade dentro de cada um ao menos fizesse reaparecer. Um atencioso e amoroso médico me disse uma vez que: “Imagens, filmes e poesias são importantes na medida que fazem com que a humanidade se perceba humana e não demasiadamente Humana”.

Essa dor que o pai (único sobrevivente da sua pequena família) pode mais uma vez dimensionar aquilo que nos falta, aquilo que há tempos eu venho escrevendo aqui. A falta da do olhar. Nós vemos a foto mas não olhamos para ela por quê? Porque olhar nos da trabalho, nos faz olhar detalhes, buscar relações com aquilo que nós mesmos nem conseguimos perceber de imediato.

Olho hoje a foto do menino morto em uma praia e penso: poderia ser o filho de um ex-aluno meu. Poderia eu ter feito para mudar o destino tão doloroso desta família? Posso eu ousar pertubar a ordem do universo? Sim, e como.

Não desistirmos de continuar olhando para aqueles que passam seus aniversários pedindo trocados em cruzamentos movimentados em nossas belas cidades. Ousar olhar para aqueles que a falta de um lugar para estar e não chegam. Este selfie não quero mostrar para meus leitores porque este pode ser o sinal de que acabou a possibilidade de rir. Não quero aqui mudar a geopolítica da região síria mas quero sim pedir que olhemos com mais atenção para a frase do artista. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” Será?

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