Diário da Região

18/12/2004 - 00h34min

É bom acreditar!

Não há nada sobre a Terra e abaixo do firmamento que não se modifique com a passagem do tempo. O tempo, apesar de ser uma ficção existente somente na cabeça humana, é o divisor das águas criando o passado e o futuro. O lapso existente entre ambos é o presente, efêmero instante que catalisa o próprio tempo. Há pessoas que passam a vida abjurando uma crença. Mudam, por circunstâncias várias a forma de pensar e caminham em mão totalmente contrária. Quantos de ateus convictos se tornaram em fervorosos defensores de quem antes haviam perseguido. O caso de Saulo ou Paulo é bem conhecido. Há os que passam a vida na defesa de uma idéia e morrem por ela Uns crêem, outros apenas acreditam. Deve ser muito bom crer em alguma coisa sem duvidar dela. Acreditar é fácil, crer é muito difícil. As leis da física, da metafísica, da Astronáutica e do Universo e da própria matemática são perfeitas. Não se precisa crer nelas. Elas simplesmente existem e são imutáveis. Não adianta argumentos, por mais perfeitos. São como eram e serão sempre como são. Para se crer é preciso entender. Para acreditar basta compreender. Crer e acreditar são forças diferentes e até antagônicas. Há os que são felizes crendo e há os que entram em êxtase apenas acreditando.

Fico a observar o quanto são felizes as crianças acreditando no Papai-Noel, em seu trenó riscando os céus no trabalho incansável de distribuir seus presentes, presentes esses construídos durante todo o ano. Como deve ser bom acreditar no presépio como uma verdade real, onde a paz entre os homens é cantada em glórias nas alturas. Como deve ser festivo para a alma ver a noite de Natal como coisa concreta e modificadora do mundo. Nestas coisas não se pode crer. Não há como crer, basta acreditar, deixar a alma se enlevar pelo bimbalhar dos sinos, se acalmar com o branco da neve, com o fulgurar das estrelas e se enlevar com o canto dos anjos pela noite silenciosa e festiva do Natal. Exige-se pouco para se acreditar no Menino nos braços da mãe Maria, aquecido com a respiração dos animais sob os cuidados de José. Numa manjedoura pobre e ao mesmo tempo rica. Talvez seja por isso que as crianças são felizes. Talvez seja por estas coisas que os olhos das crianças brilham como estrelas fazendo rasgar nos lábios sorrisos espontâneos diante do único ser que a fantasia ainda mantém vivo: o Papai Noel. Há coisas que se infiltram tão profundamente no espírito humano que por mais que se busque não deixam de existir. Parece raiz de tiririca. Este é o mistério do Natal. Mesmo os mais insensíveis acabam por se curvar e, num relance de olhos, ao ver uma estrela cadente rasgando o firmamento naquela noite mágica, têm o coração acelerado e ao mesmo tempo um misto de querer ver o que teme enxergar.

ANTONIO CAPRIO
Professor

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