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Cruzeiros/Coronavírus

Passaporte na mão e temperatura na tela

O que as empresas estão fazendo para conter o vírus


    • São José do Rio Preto
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Com receio de terminar as férias doente ou num navio em quarentena, há turistas que avaliam cancelar pacotes já contratados no exterior. Veja, a seguir, em que casos isso é possível e o que as companhias de cruzeiros estão fazendo para proteger os passageiros e evitar que o novo coronavírus embarque em mais transatlânticos pelo mundo.

Em que casos é possível cancelar o cruzeiro?

O passageiro que tiver comprado bilhetes ou contratado pacotes para navios que passarão por destinos em alerta por causa do Covid-19, como a China, a Coreia do Sul, o Irã e, agora, a Itália, podem pedir reembolso ou cancelamento sem multa, segundo a advogada Luciana Atheniense, especializada em direito do consumidor voltado para o turismo.

A advogada ressalta, no entanto, que o mesmo não se aplica se o cruzeiro em questão incluir apenas portos em regiões onde, comprovadamente, não há casos da doença.

"Quem vai embarcar para uma viagem marítima no Brasil ou no Caribe, por exemplo, não corre risco de entrar em contato com a doença. Principalmente se a companhia de cruzeiro estiver tomando as medidas determinadas pelas autoridades competentes", explica Luciana.

Que medidas estão tomando as empresas?

As principais armadoras de cruzeiros do mundo estão adotando protocolos de segurança comuns em relação ao novo coronavírus. Um deles é a triagem de passageiros e tripulantes. Aqueles que estiveram na China continental, Hong Kong ou Macau (ainda que apenas em conexões em seus aeroportos), ou que tiveram contato com pessoas diagnosticadas com o vírus ou apenas com suspeita de infecção, antes da data do embarque, estão sendo proibidos de entrar nos navios. O que varia um pouco entre as empresas é o tempo em que aconteceu a visita ou contato: 14 dias para Costa Cruzeiros e Disney Cruise Line, 15 dias para MSC e Royal Caribbean, e 30 dias para Norwegian Cruise Line.

Passageiros e tripulantes também estão tendo suas temperaturas medidas antes do embarque. Se o termômetro marcar 37,8°C ou mais, a pessoa será barrada, assim como se apresentar sintomas como calafrios, tosse ou dificuldades respiratórias.

As empresas anunciaram também ter reforçado a limpeza nos navios.

Como o vírus afetou as rotas dos cruzeiros?

Desde que a epidemia estourou na China, em janeiro, as companhias cancelaram cruzeiros saindo ou parando nos portos daquele país, um dos maiores mercados do setor atualmente. A MSC, por exemplo, precisou modificar o roteiro de seus navios Splendia e Bellissima, trocando portos chineses por escalas em Cingapura e Vietnã, entre outros. Já a Norwegian tirou portos do Sudeste Asiático dos próximos roteiros do Norwegian Spirit. Em vez de terminar em Cingapura, o cruzeiro de 24 dias saindo da África do Sul agora será concluído em Pireu, na Grécia.