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Saúde e Beleza

Conheça hábitos saudáveis para a criançada durante a quarentena

Quarentena recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) devido à Covid-19 desafia adultos e crianças a buscarem hábitos saudáveis em casa para fugir do tédio nesse período de isolamento social


    • São José do Rio Preto
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Para a maioria das pessoas, a interrupção das atividades cotidianas pode não ser tarefa fácil. Em tempos de isolamento social recomendado para evitar a propagação do coronavírus é necessário elaborar estratégias para que a quarentena não se transforme em um tédio torturante, tanto para adultos quanto para os pequenos. Criar uma agenda com diversas opções para preencher o tempo pode ajudar nesta missão.

Opções não faltam para manter a mente ativa, distrair e aliviar a tensão causada por toda essa mudança repentina, mas o primeiro passo deve ser o diálogo com os pequenos.

Falar sobre o coronavírus se tornou algo inevitável. Basta ligar a TV que é a palavra mais ouvida. E em meio a tantas preocupações, é fundamental saber como agir com as crianças. Para que não fiquem confusas e frustradas por terem que ficar somente dentro de casa devido à epidemia, a melhor opção é conversar de forma tranquila para reduzir os efeitos negativos, sem mentir sobre o que está acontecendo. Afinal, estão sem ir à escola por conta da suspensão das aulas, sem poder passear e brincar com os amigos e, em muitos casos, afastadas dos avós por serem mais vulneráveis.

"É muito importante deixar bem claro às crianças qual o motivo dessa paralisação, e que fechar as escolas não foi por motivo de férias, mas uma forma de conscientização e prevenção. É preciso explicar a situação de forma lúdica, orientando sobre a importância de lavar as mãos com vídeos, músicas, desenhos para pintar, métodos que ajudam a sistematizar esse momento", explica a psicopedagoga Jaciara Carvalho.

Outro caso que deve ser levado em consideração nesse momento de isolamento é como os pais devem proceder quando o filho é autista, pois interferências na rotina podem ocasionar mudanças de comportamento. Para a terapeuta ocupacional Sara Desidério, é preciso uma atenção especial a essas crianças, e que a família tente ao máximo possível não alterar a agenda. "Os autistas são muito rotineiros, e quando ocorre alguma mudança brusca pode gerar algumas crises, por isso, para evitar que eles fiquem muito agitados e nervosos é fundamental a família saber como falar sobre a importância de ficar em casa nesse momento, e que mantenham os horários que estão acostumados a comer, tomar banho e dormir. A escola e os terapeutas podem auxiliar com atividades em casa."

A professora Jackeline Sorroche, mãe da Isabella, 3, e do Pietro, 9, conta que tem ficado o dia todo em casa. "Para o meu filho mais velho, expliquei que o coronavírus é uma gripe muito forte, e que diferente das outras, ainda não tem tratamento e pode matar, por isso estamos todos em casa para evitar a transmissão. Ele também tem visto os noticiários e por isso tem mais ciência do que está acontecendo. Para a menor, falei que as pessoas estavam ficando doentes e que por isso não podiam mais ir para a escola até que ficassem boas novamente."

Hora de brincar

Depois de conversar e dar as devidas orientações, é hora de entreter a criançada. Mas então, como fazer para entretê-las e evitar que fiquem somente em frente às telas? A dica é investir em opções que estimulem a criatividade, a coordenação motora e a atividade física. Como exemplo, resgatar as brincadeiras antigas que fizeram parte da infância de muitos pais e mães, e que não exigem muito espaço como amarelinha, bambolê, pular corda ou elástico, pega-pega, esconde-esconde ou caça ao tesouro.

 

Estudos comprovam que os exercícios físicos são grandes aliados para fortalecer o sistema imunológico - algo essencial em tempos de risco de contágio do coronavírus - , por isso, não é porque as pessoas estão em quarentena que devem deixar de praticar atividades físicas. Pelo contrário! Até que tudo volte ao normal é preciso continuar cuidando da saúde mesmo dentro de casa.

"A prática da atividade física aumenta a quantidade e melhora o funcionamento de diversas células do corpo humano, fortalecendo o sistema imunológico, que passa a responder de maneira mais eficiente a possíveis infecções bacterianas e virais", diz o educador físico Anderson Menezes.

Para que isso ocorra é necessário que a atividade física seja praticada de forma regular e consistente, e não em poucas sessões feitas aleatoriamente. Ele destaca que é de extrema importância ter o acompanhamento individualizado de um profissional de educação física, pois se a intensidade do exercício for muito alta pode ocorrer o que é chamado de imunossupressão, que é a queda transitória da imunidade.

Para quem não tem o hábito de se exercitar, mas quer começar agora, a orientação é que não inicie rotina intensa de exercícios se estiver sedentário. "O indicado é que comece ao poucos, com exercícios de menor intensidade e com tempo de atividade reduzido. Se sentir algum sintoma, deve parar imediatamente o treino, descansar e se recuperar, antes de iniciar outra sessão", orienta. (LV)