Jogos Olímpicos de Tóquio são adiados Diário da Região - Geral

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25/03/2020 - 00h30min

EFEITO CORONAVÍRUS

Jogos Olímpicos de Tóquio são adiados

Pressão das federações, delegações e de atletas renomados pesou na decisão

Divulgação Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 adiados devido ao avanço do novo coronavírus no mundo
Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 adiados devido ao avanço do novo coronavírus no mundo

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 foram adiados por um ano. A definição aconteceu após reunião nesta terça-feira (de manhã no Brasil), 24, entre representantes do governo japonês, do Comitê Organizador e membros do COI. A decisão vinha sendo adiada por semanas, até os representantes legais se dobrarem aos pedidos da comunidade esportiva internacional para parar a preparação em função da pandemia do novo coronavírus. Saiba quantas vezes a Olimpíada foi suspensa.

E expectativa é que os Jogos sejam retomados em 2021 na mesma data e cidade-sede, Tóquio. O Japão, assim como o resto do mundo, luta contra a Covid-19, mas vive um momento um pouco menos turbulento. O governo local instruiu a população aos cuidados com a doença, mas não regularizou nenhum movimento obrigatório de sua população.

Até semana passada, o presidente do COI, Thomas Bach, defendia a realização da disputa nas datas programadas, com abertura em 24 de julho. Seu argumento, e também dos dirigentes do Comitê Organizador, era de a competição poderia ser realizada, já que a situação deveria estar mais controlada até julho.

A decisão do COI era esperada para acontecer em maio, quando seus membros se reuniriam extraordinariamente para avaliar o cenário. Aconteceu mais cedo. A pressão das federações aumentou o tom nos últimos dias, com delegações e atletas renomados, inclusive o Comitê Olímpico do Brasil (COB), posicionando-se contrário à realização da disputa. A gota d'água para adiar os Jogos foi a informação de que alguns países não iriam mandar seus atletas para Tóquio, casos de Canadá, Noruega, Polônia e Austrália, por exemplo. Os Estados Unidos, na voz do seu presidente, Donald Trump, engrossaram o coro para o adiamento nesta semana.

Para não perder prestígio e se sentir esvaziado com países informando que não iriam disputar a Olimpíada, o COI não teve outra saída a não ser anunciar o adiamento da competição. Isso implica mais gastos do Comitê Organizador para sustentar as obras e toda a mobilização na cidade por mais um ano. Os investimentos nos Jogos foram previstos em R$ 56 bilhões, bem acima dos gastos inciais do Brasil, que foram de cerca de R$ 39 bilhões.

COI e Comitê Organizador conversaram em cima de três possibilidades. A primeira delas foi saber se havia interesse em cancelar a competição, da mesma forma que ocorreu em Tóquio em 1940 por causa de conflitos com a China e depois devido à Segunda Guerra Mundial. A resposta foi "não". Não havia qualquer possibilidade de cancelar a Olimpíada agora. A segunda discussão se deu em cima da segurança que as delegações teriam para viajar ao Japão e disputar as provas nesse clima de pandemia do novo coronavírus. A resposta dos membros do COI e Comitê também foi "que não havia segurança nem clima". A única alternativa então foi adiar em um ano as disputas.

Operacionalmente, a decisão atinge todos os países envolvidos, torcedores, atletas, dirigentes, competições preparatórias... O COI vai anunciar as medidas que serão tomadas diante desse novo passo. Uma delas é saber como reembolsar torcedores que compraram ingressos. Haverá a possibilidade de continuar com os bilhetes para 2021. Os Jogos continuarão sendo chamados de Jogos-2020 por causa dos produtos licenciados. Isso não vai mudar. Mas delegações terão de remarcar seus locais de treinamentos e hotéis. As casas na Vila Olímpica, entregues como moradias depois da competição, terão de passar por nova avaliação e essas pessoas só receberão os apartamentos daqui a um ano. A logística será enorme a partir de agora.

Há ainda muitas dúvidas. Uma delas é sobre os índices de atletas já credenciados. Em um ano, essas marcas poderão ser pulverizadas em torneios preparatórios. O COI deverá formalizar tudo isso nos próximos dias.

COB

O COB posicionou-se favorável ao adiamentos dos Jogos. Em comunicado oficial, a entidade que comanda o esporte olímpico no Brasil levava em conta a pandemia do coronavírus e a crescente preocupação de seus atletas.

"O Comitê Olímpico do Brasil defende a transferência dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto. A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia da Covid-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global", diz a nota oficial da entidade.

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