Marco Rillo deixa o PT e anuncia filiação no PSOL Diário da Região - Rio Preto e região

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23/03/2020 - 15h00min

ELEIÇÕES 2020

Marco Rillo deixa o PT e anuncia filiação no PSOL

Vereador acompanha o filho, João Paulo, que é pré-candidato a prefeito de Rio Preto pelo PSOL

Mara Sousa 29/5/2019 Marco Rillo
Marco Rillo

O vereador Marco Rillo anunciou nesta segunda-feira, 23, a sua saída do PT e sua filiação no PSOL, partido que tem como pré-candidato a prefeito o seu filho, João Paulo Rillo. 

"A conjuntura exige coragem, ousadia e desprendimento para enfrentarmos aqueles que querem destruir a ciência, a universidade pública, o SUS e o estado de bem estar para todos. E a melhor forma é estarmos unidos e não separados. Foi debatendo com franqueza e fraternidade com essas companheiras e companheiros que decidi me filiar ao PSOL e aderir à tática apresentada à Frente Ampla de concentrar força em uma única chapa de vereadores", afirmou Rillo em nota. "Estou convencido de que este é o melhor caminho para os militantes progressistas. Este é o melhor caminho para a cidade. Torço e trabalho para que estejamos unidos".

O Diário apurou que João Paulo havia se reunido com integrantes do PT de Rio Preto, na semana passada, para informar que estava trazendo o seu pai para o PSOL. Ele e outros pré-candidatos a vereador petistas. 

Veja abaixo a íntegra da nota de Marco Rillo

“Em defesa da cidade.”

Por uma frente progressista ampla, popular e democrática.

Nenhum de nós poderia imaginar que uma pandemia colocaria a humanidade sob alerta, cuidado e reflexão profunda sobre nossa vulnerabilidade e nosso futuro.

Valores que pareciam imersos e enterrados, como a solidariedade, a confiança na ciência, um estado forte e o amor ao próximo, emergem como única saída para arrefecer os estragos promovidos pelo Covid-19.

O mundo, nosso país e nossa cidade passarão por mudanças estruturais radicais de hoje em diante.

Mantermo-nos unidos e solidários é o que me parece mais adequado para disputarmos os rumos de uma nova sociedade que se avizinha.

A pandemia se tornou um imperativo inconteste e alterou completamente nossas agendas e nossos calendários.

Na impossibilidade de dar continuidade a uma agenda de reflexões e debates coletivos presenciais, consultei várias companheiras e companheiros sobre a proposta do PSOL de acolher todas as possíveis candidaturas dos partidos de esquerda que compõem a Frente Ampla em uma única chapa. Considerei essa proposta como a melhor tática para aumentarmos a nossa participação no parlamento local.

É de conhecimento de todos que a regra eleitoral mudou, não permitindo mais coligações entre partidos para a disputa do poder legislativo. Portanto, a tática apresentada pelo PSOL ao conjunto partidário me parece o melhor caminho para superarmos essa dificuldade, que pode nos deixar sem representação na Câmara Municipal.

Esse debate estava evoluindo bem e conquistando muitos militantes desses partidos. Algumas conversas foram realizadas e outras seriam, se todos nós não tivéssemos que cumprir uma rigorosa quarentena imposta pela propagação do Covid-19.

O TSE foi consultado sobre a possibilidade de mudança na data limite de filiação partidária (4 de abril) e refutou essa possibilidade.

Diante dessa realidade e da impossibilidade de discutir e decidir coletivamente no encontro do PT, que se realizaria dia 29 de março, mas foi adiado, resolvi consultar por telefone e redes sociais dezenas de companheiras e companheiros. A esmagadora maioria entende que nossa unidade é o mais importante e que, mais do que nunca, precisamos pensar na cidade e na coletividade.

Todos consideram de extrema importância o campo progressista manter e ampliar o espaço ocupado no parlamento, fazendo daquele espaço uma trincheira de luta por justiça e igualdade social.

Em boa parte de minha vida política, o PT foi a minha trincheira, foi onde travei a boa luta ao lado de meus companheiros. Tenho muito orgulho de ser petista. Mas o momento exige que extrapolemos as fronteiras partidárias. Um partido político nunca pode ser o nosso limite. Os partidos são instrumentos, meios de transformação e não fim. O fim é o bem da cidade, da população, é o bem estar da comunidade, a vida em comum na cidade e a felicidade das pessoas. É nisso que acredito.

A conjuntura exige coragem, ousadia e desprendimento para enfrentarmos aqueles que querem destruir a ciência, a universidade pública, o SUS e o estado de bem estar para todos. E a melhor forma é estarmos unidos e não separados.

Foi debatendo com franqueza e fraternidade com essas companheiras e companheiros que decidi me filiar ao PSOL e aderir à tática apresentada à Frente Ampla de concentrar força em uma única chapa de vereadores.

Estou convencido de que este é o melhor caminho para os militantes progressistas. Este é o melhor caminho para a cidade.

Torço e trabalho para que estejamos unidos.

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