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Jogos Olímpicos

Após COI, organização admite o adiamento


    • São José do Rio Preto
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Um dia depois do Comitê Olímpico Internacional (COI) admitir pela primeira vez a possibilidade de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão, em razão da pandemia do novo coronavírus, denominado Covid-19, que tem prejudicado a preparação dos atletas em todo o planeta, a organização da Olimpíada e o governo japonês fizeram o mesmo nesta segunda-feira, 23. Eles vieram a público deixaram claro que uma mudança na data da competição não está descartada. O cancelamento é totalmente rechaçado.

Em uma audiência no Parlamento, o primeiro ministro Shinzo Abe afirmou que ainda está comprometido a organizar os Jogos "completos", sem cancelamento, mas admitindo um adiamento. "Se isto ficar difícil, levando em consideração os atletas em primeiro lugar, pode ser inevitável que tomemos a decisão de adiar. O cancelamento não é uma opção", disse o político japonês.

Também nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, o presidente do Comitê Tóquio-2020, Yoshiro Mori, e o CEO do órgão, Toshiro Muto, comentaram sobre um possível adiamento, mas indicaram as suas dificuldades. "Primeiro de tudo: sobre cancelamento, nunca consideramos isso. É inimaginável. O adiamento não é o primeiro caminho de ação, mas não podemos não considerar isso", disse Mori, que ressaltou que as autoridades estão cientes de como o coronavírus chegou com força a outros países.

"Não podemos deixar nossa guarda baixa sobre isso, especialmente porque nos Estados Unidos, Europa e novas áreas estão sob situações extremas agora. Entendemos isso, ouvimos muitas opiniões, de muitos países, sobre realizar os Jogos como planejado inicialmente. Não somos tolos", completou Mori.

Já Toshiro Muto afirmou que não é simples mudar os planos repentinamente, uma vez que houve um longo planejamento para que os Jogos Olímpicos acontecessem neste ano, de 24 de julho a 9 de agosto. "Há muito envolvido. Trabalhamos por seis anos para essas Olimpíadas começarem em 24 de julho, esse trabalho terá que ser refeito. Claro, a segunda vez deve ser mais eficiente. Entretanto, fizemos muitos contratos que já estão prontos e revisar esses contratos não é uma tarefa fácil."

Dick Pound

Segundo o jornal norte-americano USA Today, o canadense Dick Pound, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), revelou em entrevista que as competições no Japão terão o anúncio de adiamento em breve. A solução mais provável é remarcar o evento para 2021. "Na base das informações que o COI têm, o adiamento foi decidido", disse Dick Pound, advogado que é uma das figuras mais influentes da entidade olímpica. "Mais informações sobre isso ainda não foram determinadas, mas os Jogos não vão começar no dia 24 de julho, pelo que eu sei", acrescentou o dirigente. Nos últimos dias, várias entidades e atletas se manifestaram a favor do adiamento.

O dirigente garante. "Nós vamos adiar e começar a procurar um acordo com todas as partes interessadas nessa decisão, que são de uma quantidade imensa."