Adeus ao personagem Julinho Diário da Região - Televisão

Diário da Região

    • São José do Rio Preto
    • máx 31 min 20
22/03/2020 - 00h30min

TELEVISÃO

Adeus ao personagem Julinho

André Luiz Frambach tem ritual para se despedir do seu papel em 'Éramos Seis'

TV Globo/Divulgação André Luiz Frambach interpreta o filho ambicioso de Lola
André Luiz Frambach interpreta o filho ambicioso de Lola

André Luiz Frambach está pronto para se despedir de 'Éramos Seis', novela das 18h da Globo. Com o fim das gravações na pele de Julinho, o ator quer mudar o visual e tirar o bigode do personagem. Para o intérprete, este é um ritual com o objetivo de deixar o caminho livre para um próximo projeto. Mas, antes disso, o público ainda verá o filho ambicioso de Lola (Gloria Pires) padecer no casamento com Soraia (Rayssa Bratillieri). Afinal, a filha de Assad (Werner Schünemann) mandará no marido e humilhará sua mãe.

Na entrevista a seguir, o ator de 23 anos comenta o caminho trilhado por Julinho na versão de Angela Chaves de 'Éramos Seis'; os motivos pelos quais o personagem quis a confiança de Assad e o romance do personagem com Soraia, que o fez dispensar Lili (Triz Pariz). Além disso, ele fala sobre 'shipparem' o casal 'Juraia', que foi denominado assim pelos fãs da novela, dos prós e contras de trabalhar com a namorada na vida real e se os beijos entre eles são mesmo técnicos. Por fim, André faz uma breve análise de seu amadurecimento na TV, pois começou a atuar ainda criança no especial 'Por Toda a Minha Vida', em 2007.

Você acha que o Julinho atendeu às expectativas do público nessa nova versão de 'Éramos Seis'?

André Luiz Frambach - O Julinho já tinha um desenho do que seria desde o início. Acho que tanto a Angela (Chaves, autora) quanto o Carlos (Araújo, diretor) conseguiram humanizar o personagem. Acabou essa história de ser o vilão ou o mocinho. É lógico que ele tem atitudes ambiciosas, mas as pessoas conseguem entender o lado dele. Notam o sentimento que o filho da Lola tinha pela Lili e o que a Soraia despertou nele. No fundo, Julinho sempre foi encantado pela filha do Assad, só não se deixava levar porque tinha a namorada ali do lado. Era muito mais fácil por terem uma classe social próxima.

Ele virou um homem de confiança do Assad, mas, antes disso, passou por um teste de honestidade. O que achou disso?

André Luiz - Essa cena eu adorei e quis muito ver. É lógico que o Julinho ficou na dúvida entre devolver ou não, porque era uma bolada de dinheiro e poderia ajudar a mãe na época. Isso a gente viu de forma clara, mas ele tem uma índole boa, apesar de ser ambicioso. Ao mesmo tempo em que quer ser bom, também é malandro. O personagem sabia que, se devolvesse, ia conquistar a confiança e outras coisas que valeriam muito mais a pena do que apenas aquele dinheiro.

As pessoas 'shipparam' muito o Julinho com a Soraia. Acha que o seu namoro na vida real com a Rayssa Bratillieri ajudou assim como terem feito um par romântico antes, em 'Malhação'?

André Luiz - Não sei se as pessoas 'shipparam' por causa do 'Peromar' (nome dado por fãs ao casal Pérola e Márcio em 'Malhação: Vidas Brasileiras', exibida entre 2018 e 2019) ou por mim com a Rayssa. Acho que a história foi desenvolvida para o 'Juraia' dar certo mesmo. Por mais que o Julinho e a Lili formassem um casal bacana, era um relacionamento muito infantil. Ele não tinha paciência com ela por não se sentir apoiado.

E aqueles beijos durante as cenas com a Rayssa foram técnicos?

André Luiz - Pior que foram (risos)! A gente até conversa sobre isso. As pessoas acham que por estarmos namorando não é, mas é muito diferente.  Lógico que, por nós termos um relacionamento, há intimidade e a cena acontece de forma mais real, porém o beijo era técnico. Nem eu que sou namorado toco em algumas partes do corpo dela quando gravamos, porque é tudo coreografado. Ali é o Julinho e a Soraia. Os personagens têm uma missão para cumprir naquela cena.

Quais os prós e contras de trabalhar com a sua namorada?

André Luiz - Trabalhar com quem a gente namora é não ter um descanso. Eu estou com a Rayssa na casa dela, ela vai para a minha no final de semana e gravamos juntos. Esse seria o único contra, mas nós nos damos muito bem. Se passo algumas horas longe, mando mensagem dizendo que estou com saudade. Se deixarem, a gente faz absolutamente tudo junto. Acho que o único contra seria esse, mas há milhões de prós! A gente estuda junto, aprendemos um com o outro. Não fica um constrangimento em cenas mais íntimas.

Na versão de 'Éramos Seis' do SBT, exibida em 1994, Julinho se casa com a Soraia e ela começa a mandar nele. Também será assim dessa vez? Como você analisa o comportamento do casal após o matrimônio?

André Luiz - Nessa versão tudo está sendo muito diferente. Eu nem sabia que na versão do SBT a Soraia mandava no Julinho. Evitei ver porque sabia que ia ficar tendendo a fazer igual. Esse Julinho com essa Soraia não têm isso de obedecer. Ela manda e ele finge que obedece para satisfazê-la. Se meu personagem não estivesse interessado realmente em se casar com a filha do Assad, seja por gostar ou por interesse, ele não casaria.

Você sente que amadureceu com esse personagem?

André Luiz - Eu acho que, cada vez mais, a gente vai amadurecendo. Comecei a trabalhar com oito anos e fui crescendo com os meus personagens. O Márcio tinha 18 anos e estava na escola; o Julinho já tem 21 e aí com a morte do pai e do irmão ele precisou ganhar mais responsabilidades. Consequentemente, também vim entendendo mais sobre interpretação e a vida.

Nesta novela você ficou de bigode. Já tem planos de mudar o visual após o fim de 'Éramos Seis'?

André Luiz - Eu adorei o bigode, mas vou tirar. Sempre que acaba uma novela, eu tenho o ritual: deixo tudo crescer. Desde o cabelo até a barba. Aí a equipe de caracterização do próximo trabalho vai ter o que fazer. Eles podem pedir para deixar crescer, cortar, pintar... Gosto de ficar com cabelão e barba grande.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Diário da Região

Esperamos que você tenha aproveitado as matérias gratuitas!
Você atingiu o limite de reportagens neste mês.

Continue muito bem informado, seja nosso assinante e tenha acesso ilimitado a todo conteúdo produzido pelo Diário da Região

Assinatura Digital por apenas R$ 1,00*

Nos 3 primeiros meses. Após o período R$ 19,00
Diário da Região
Continue lendo nosso conteúdo gratuitamente Preencha os campos abaixo e
ganhe + matérias!
Tenha acesso ilimitado para todos os produtos do Diário da Região
Diário da Região Digital
por apenas R$ 1,00*
*Nos 3 primeiros meses. Após o período R$ 19,00

Já é Assinante?

LOGAR
Faça Seu Login
Informe o e-mail e senha para acessar o Diário da Região.

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por Você para acessar o Diário da Região.