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EXPOSIÇÃO

'Ressignificâncias' é lançada no Iguatemi

Mostra, com curadoria de Patrícia Reis Buzzini, traz obras de Claudia Cabral


    • São José do Rio Preto
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Um encontro agradável entre amigos e amantes da artes. Assim pode ser definida a vernissage da exposição "Ressignificâncias", que foi realizada na noite desta quinta-feira, 5, no Espaço Cultural do Iguatemi. O público apreciou as 11 obras, entre telas e esculturas, da artista plástica Claudia Cabral, que reuniu uma coletânea de suas duas décadas de carreira. Com curadoria da tradutora e escritora Patrícia Reis Buzzini, a exposição integra o projeto "Hum Hum", parceria do Núcleo de Economia Criativa da Acirp (NEC) com o Shopping Iguatemi.

Natural de Ribeirão Preto, Claudia Cabral, que mora em Rio Preto há cerca de 15 anos, apresentou um trabalho orgânico, com linhas e movimentos, experimentações e miscelâneas, muitas camadas e efeitos, com uma pegada impressionista. As telas e as esculturas se revelaram muito intuitivas e soltas, com cores que variam entre o branco, preto, azul e metal dourado. "Patrícia teve um papel importante. Ela escolheu todas as obras com o objetivo de explorar o tema 'Ressignificâncias'. Fiquei muito feliz com o resultado."

Durante a vernissage, Claudia Cabral também pintou um quadro ao vivo e o sorteou entre os convidados. Acostumada com o trabalho solitário em seu ateliê, ela conta que ficou ansiosa e até aterrorizada em produzir a tela na frente dos convidados. "Nunca pintei em público. A primeira coisa que faço, quando chega alguém em casa, é parar de pintar. Tenho que ficar sem pensar ou falar para trabalhar, e no máximo escutar uma música. Meu trabalho é muito solitário e vivo muito reclusa."

A sortuda que ganhou a tela foi a dona de casa Lenir Lopes de Oliveira, que é uma fã das obras da artista plástica. "Sou amiga e vizinha da Claudia há mais de 15 anos. Aprecio e adoro muito as obras delas. Agora pretendo colocar este presente na sala da minha casa. Tenho certeza que vai ficar muito bonito e combinar com a minha decoração", afirma a rio-pretense.

Patrícia Reis Buzzini, que escolheu o tema da mostra após uma análise do próprio estilo de Claudia Cabral, afirma que a artista tem um trabalho marcante, com suas pinceladas e camadas sobrepostas. "É um trabalho ousado e instigante. Quem visitar a exposição vai enxergar a proposta da ressignificação, deste processo de autoconhecimento. Eu e Claudia tivemos uma sintonia muito grande e foi muito fácil para nós nos integrarmos nesta experiência de provocar no público o sentimento de ressignificar."

Patrícia afirma que a ambientação da exposição segue o tema "Ressignificâncias". O espaço está dividido em um ateliê e uma sala onde a artista plástica recebe seus clientes. O cenário é assinado pela arquiteta Claudia Togni em parceria com Perfil Móveis e Gallery Antiqua, que forneceram os mobiliários e tapetes. A Atual Malvezzi também apoia a mostra, que ficará aberta para visitação até o dia 1º de abril.

A autônoma Mi Chela afirma que a exposição merece ser visitada. A tela preferida da rio-pretense foi uma obra em que Claudia abusou da cor azul turquesa. "Ela parece um mar profundo. Eu gostaria de ter ela na minha casa. Este quadro abre espaço para muitas ideias e pensamentos. A mostra merece apreciação porque proporciona um momento prazeroso e faz a gente se desligar da correria do dia a dia e refletir sobre a vida e a arte."

A vernissage contou com a apresentação do músico violinista Lucas Alexandre de Souza, que é integrante da Camerata Jovem Beethoven. A música ambiente agradou muito a psicopedagoga e escritora Samira Aparecida de Camargo. "A escolha da música deixou o local ainda mais atrativo. A exposição, de uma maneira geral, é extremamente diferenciada pelo fato de apresentar um ateliê e a recepção do cliente. Patrícia e Claudia trabalharam de forma magnífica o tema."

A escritora Loreni Fernandes Gutierrez ficou encantada com as obras. "Eu recomendo que as pessoas deixem as suas casas para visitar a exposição porque a artista plástica soube trabalhar muito bem com as cores. O imobiliário combina com as telas. Fiquei me sentindo em casa no ambiente da exposição."