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Saúde

Labirintite sem mistério

Condição afeta pessoas de todas as idades; mantenha sob controle


    • São José do Rio Preto
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De repente, como se do nada, a cabeça começa a rodar e é como se o chão fugisse debaixo dos seus pés. Essa é a labirintite, uma velha conhecida de muita gente. Queixa muito comum, a condição vem acompanhada de relatos de tontura giratória, tipo vertigem, náuseas e vômito. Há também os que reclamam de uma pressão ou barulho no ouvido, uma espécie de zumbido.

A labirintite é uma inflamação/infecção no labirinto, o órgão responsável pelo equilíbrio, postura e orientação do corpo e que se localiza na orelha interna. "Ela acomete pessoas de todas as idades, das crianças à terceira idade, podendo ser desencadeada por diferentes motivos, principalmente infecções virais", explica Daniel Magnoni, diretor do Serviço de Nutrologia e Nutrição Clínica do Hospital do Coração (HCOR). "A labirintite pode ocorrer em todas as faixas etárias e causar desconfortáveis tonturas. Tal sintoma aparece em crises ou pode ser mais persistente de leve intensidade ou até incapacitante", explica a otorrinolaringologista Maura Neves.

Há diversas causas para a labirintite, começando por doenças do próprio ouvido que podem gerar tontura e perda da audição. "Há ainda outras como doenças vasculares, hormonais e metabólicas, principalmente, distúrbios do açúcar, do colesterol e de triglicérides, além de infecções, distúrbios emocionais, traumas e pancadas", explica o otorrinolaringologista José Eduardo Lutaif Dolci, professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Problemas mais sérios

A condição pode esconder problemas muito mais graves e é preciso estar atento. A labirintite é apenas uma das diversas causas de tontura, e uma das menos frequentes. A tontura, por sua vez, é a sensação de ilusão de movimento e um sintoma recorrente a vários tipos de doenças. Portanto, ela é um sinal que precisa ser investigado para avaliação da causa.

Os sintomas como a tontura, desequilíbrio e náusea podem ter origem em problemas do próprio labirinto, como doença de Meniére, vertigem postural paroxística benigna, otites, neuronites, fístulas liquóricas, doença de Cogan, entre outros. Além disso, esses sintomas também podem ser causados por alterações ou lesões de origem no sistema nervoso central, como tumores, acidentes vasculares, malformação de crânio e doenças neurodegenerativas. "Os distúrbios metabólicos como colesterol e glicemia elevados também podem ser causadores de queixas semelhantes à labirintite", alerta Magnoni.

Diagnóstico

O diagnóstico da labirintite é feito por uma avaliação detalhada dos sintomas e sinais clínicos, conferindo o tipo de tontura, bem como a duração, a frequência, a intensidade e fatores que agravam ou amenizam a condição.

Os exames são de diferentes tipos e incluem exames laboratoriais, de imagem (tomografia ou ressonância magnética), exames audiológicos (como audiometria), eletrofisiológicos e outros.

Tratamento

O tratamento da labirintite deve ser focado na causa e pode variar entre orientações dietéticas, medicamentos, reabilitação vestibular (um tipo especial de fisioterapia focado em equilíbrio), redução do peso e procedimentos cirúrgicos especializados. "O tratamento consiste principalmente em determinar qual ou quais as causas estão presentes e resolver uma a uma", explica Maura Neves.

  • Chocolate
  • Refrigerante à base de cola
  • Chás preto e mate
  • Café
  • Sal
  • Doces e açúcares

Fonte: Maura Neves, otorrinolaringologista