Folia caninaÍcone de fechar Fechar

Pets

Folia canina

Água, protetor solar e guia são essenciais para aproveitar os dias de festa


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Em pleno Carnaval, é natural que muitos tutores queiram aproveitar o período com a companhia do seu amigo de quatro patas, seja nos bloquinhos ou nas festas a fantasia. "Podemos levar nossos pets para aproveitar a folia se seguirmos algumas regrinhas básicas, protegendo a saúde e o bem-estar deles", explica o veterinário Jorge Morais.

Com uma população de 132 milhões de animais domésticos, segundo o IBGE, não faltam opções que incluem os pets nas festas. Há blocos e até concursos de fantasias pets por todos os lados. Muita gente gosta de fantasiar o bichinho. Entretanto, é importante sempre respeitá-los. Se o seu bichinho não é adepto das roupinhas, não force. Caso contrário, não tem problema nenhum em escolher um look divertido para ele. Há diversas opções nas lojas especializadas em animais. Lembre-se de apostar em peças frescas e confortáveis. Glitter e tintas não são permitidos, pois podem gerar uma reação alérgica.

Mas não são todos os animais que gostam de agitação. Caso o seu pet seja mais tímido e calmo, é bem provável que ele fique assustado e desconfortável no meio da multidão - em casos mais graves, ele pode apresentar até mesmo uma reação agressiva ou fugir. Leve-o apenas se tiver perfil sociável, tranquilo e acostumado com bastante movimento.

"Sempre se deve ter em mente a personalidade do pet. Animais mais ariscos e pouco sociáveis se sentem melhor em ambientes mais abertos com menos aglomerado de pessoas", explica a veterinária Bianca Bennati. Já os mais sociáveis aceitam melhor o contato com pessoas e outros animais, podendo ficar em ambientes mais fechados. As raças braquicefálicas, como pug, bulldog e boxer devem ter cuidado duplicado para não sofrerem com hipertermia (aumento excessivo da temperatura corporal), sendo melhor optar por locais com ar-condicionado ou bem frescos.

"O som alto, a aglomeração de pessoas e as elevadas temperaturas são fatores que podem gerar muito estresse para os pets e contribuir para problemas de saúde e comportamento", explica a veterinária Maria Cristina Reiter Timponi, presidente da comissão das entidades veterinárias do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Para o animal, o barulho do som alto e das próprias pessoas causa um grande incômodo. "Um cachorro, por exemplo, é quatro vezes mais sensível aos sons do que um ser humano", diz ainda.

Não se esqueça da hidratação e comida: Ande com vasilhame de água potável, oferecendo sempre que possível para evitar a desidratação. Caso permaneça fora com o cão mais tempo, leve também um pouco de ração;

Saia em horários mais frescos: Evite andar com o pet em horários em que as temperaturas estão mais altas, entre as 12 horas e 15 horas. O calor pode queimar as patinhas do bicho no asfalto ou gerar hipertermia;

Não esqueça o protetor: Cães também desenvolvem câncer de pele e sofrem com queimaduras por exposição solar. Compre um produto específico para animais e espalhe principalmente nas orelhas, focinho e costas;

Tenha uma guia adequada e identificação na coleira: A guia é a segurança do tutor para evitar que o animal se perca. O melhor modelo é aquele que deixa o pet mais confortável. Não se esqueça também da placa de identificação, que deve conter nome e telefone do tutor;

Aposte em fantasias confortáveis: Se planejou uma fantasia ou adereço para o seu pet, certifique-se que sejam confortáveis e não causem nenhum incômodo. O uso de bandanas pode ser uma saída para aqueles que não estão acostumados;

Redobre a atenção: Fique de olho no comportamento do seu cão. Se perceber qualquer alteração, leve-o para um lugar mais seguro.