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Alimentação saudável

A erva da alegria

Seja para temperar as batatas rústicas ou curar a cólica, o alecrim é uma das plantas mais usadas no mundo


    • São José do Rio Preto
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Se você faz parte do grupo que só lembra do alecrim quando vai preparar carne assada ou corar batatas rústicas, talvez não saiba que está perdendo uma excelente oportunidade para acalmar as tensões, repor a energia e melhorar sua memória. Trata-se do alecrim, (Rosmarinus officinalis).

A planta aromática - também conhecida como "a erva da alegria", contém flavonoides, compostos com poderosa ação antioxidante que fortalecem os vasos sanguíneos e que diminuem as inflamações. Eles também fortalecem as paredes dos vasos sanguíneos, auxiliam no combate a arteriosclerose e outras doenças crônicas. Estudos indicam que seus óleos essenciais facilitam a produção de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar do ser humano.

O alecrim é um arbusto natural do Mediterrâneo e foi introduzido em toda a Europa e América. O nome rosmarinus vem do latim, que significa "o orvalho que vem do mar", devido ao cheiro das flores vegetando à beira mar.

É usada também em forma de chás para curar diversas enfermidades do corpo: cólicas, pressão arterial, tosse, gripe, asma e problemas respiratórios. Quer mais? É um potente remédio para combater os exageros do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e comidas gordurosas que causam mal-estar e ressaca. "Água aromatizada com alecrim ajuda no alívio da dor de cabeça e aumenta a circulação sanguínea", explica a nutricionista Leusimar Malta Nunes.

Raízes históricas

A fama do alecrim como fortalecedor da memória vem da época da Grécia antiga. Naquela época, estudantes, durante o período de provas, já usavam raminhos da erva no cabelo. Também na Grécia, parentes em luto jogavam alecrim nas sepulturas como símbolo de recordação.

O imperador romano Carlos Magno (742-814) obrigava os camponeses a cultivá-lo. Foi companheiro dos portugueses nas entradas e bandeiras. Antigamente, queimavam-se caules de alecrim para purificar o ar do quarto de doentes em hospitais. Até o poeta, dramaturgo e ator inglês William Shakespeare (1564-1616) descreveu em uma das falas de Ofélia para Hamlet o poder da erva: "Há alecrim ali, é para lembrança". O filósofo e escritor britânico Thomas More (1478-1535) escreveu que plantava alecrim no jardim por ser a "erva consagrada à memória".

O alecrim também é usado na cosmética para recuperar os fios finos e quebradiços do cabelo e ajuda a evitar rugas, uma vez que ativa a produção de colágeno. A erva contém outros compostos, entre eles o ácido rosmarínico, que tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. O extrato de alecrim também é conhecido por suas propriedades antivirais.

Pesquisadores da Faculdade de Enfermagem da Universidade Florida Atlantic, nos Estados Unidos, confirmaram o efeito da inalação do óleo essencial de alecrim em casos de ansiedade ou estresse antes de fazer provas. Ele teria melhorado a capacidade dos estudantes de lembrar a matéria, além de ajudá-los a se manter atentos. Os pesquisadores concluíram que o alecrim aumenta o estado de atenção, melhora a concentração e deixa a pessoa mais alerta.

Cientistas em Taiwan, ao examinarem um extrato de folhas, identificaram seus cinco principais compostos que em seguida foram testados. Os resultados levaram a concluir que o alecrim pode ser considerado um "fitoterápico anti-inflamatório e antitumoral".

Uso na culinária

Acrescente um ou dois ramos desta erva na carne e legumes neutros como as batatas e garanta um sabor sofisticado ao prato. Você encontra a versão seca com facilidade, mas a fresca é mais saborosa. Você pode cultivá-la em vasos. É a erva aromática que proporciona aroma incomparável ao azeite. Um ou dois ramos são suficientes para aromatizar um a dois litros de azeite.

É muito apropriado para condimentar todo tipo de carnes brancas, carneiros, caça, pescados e frutos do mar, embutidos, saladas, queijos e verduras de origem mediterrânea como os tomates e as berinjelas.

Divulgação

Ingredientes

  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1/2 xícara de água ou leite vegetal
  • 1/2 xícara de abóbora assada
  • 1 xícara de polvilho azedo
  • 1 colher (sopa) de linhaça
  • 1 colher (sopa) de gergelim
  • 1 colher (chá) de levedura nutricional
  • 1 colher (sopa) de alecrim
  • 1/2 colher (chá) de pimenta do reino
  • Sal a gosto

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 220°C e unte uma assadeira com um fio de azeite. Aqueça o azeite e a água (ou leite) até ferver. Enquanto isso, em uma tigela, amasse bem a abóbora até virar um purê. Acrescente o polvilho e misture bem. Despeje o azeite e a água (ou leite) ferventes sobre a mistura de abóbora e polvilho e mexa com a ajuda de uma colher até esfriar um pouco. Então, junte os demais ingredientes amassando-os com as mãos ou com uma colher até obter uma massa homogênea e um pouco pegajosa. Deixe a massa descansar por uns dez minutos e, em seguida, faça bolinhas um pouco menores do que uma bola de pingue-pongue. Disponha-os na assadeira untada, deixando uma distância de cerca de três dedos entre eles para que cresçam sem grudar uns nos outros. Leve os pãezinhos ao forno e asse por mais ou menos 30 minutos ou até que estejam bem dourados. Sirva-os quentinhos com requeijão vegano.

(Por Gabi Mahamund, chef e culinarista, autora do blog e livro "Flor de Sal"- Ed. Alaúde)

 

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Ingredientes

  • 1 pacote de nhoque (500 gramas)
  • 50 gramas de queijo ralado para polvilhar

Para o molho:

  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 50 gramas de bacon em cubos
  • 2 dentes de alho
  • 2 raminhos de alecrim fresco
  • 1 xícara das de chá de cebola picada
  • Sal a gosto
  • ½ kg de tomates sem pele e sem sementes
  • 1 lata de tomate em cubos
  • 400ml de água
  • ½ xícara das de chá de manjericão e salsa fresca

Modo de preparo:

Em uma panela coloque o óleo, o bacon e deixe dourar. Junte o alho, o alecrim, a cebola, o sal, os tomates picados e refogue por 2 minutos. Coloque a água, tampe a panela e deixe ferver em fogo baixo por 10 minutos ou até obter um molho espesso. Prove os temperos. Finalize acrescentando o nhoque, o manjericão e salsa picada. Sirva quente.

(Por Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados)