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Fitness

Pilates 5.0

Método ajuda no processo de envelhecimento com equilíbrio entre corpo, mente e espírito


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Se você já passou dos 50 anos, já deve ter percebido que o processo natural do envelhecimento, aliado a maus hábitos, pode levar a perda da massa muscular, condição chamada de sarcopenia, que atinge quase 40% das pessoas com mais de 60 anos. O Pilates entra aí como ferramenta para esse e outros tantos problemas decorrentes da idade, inclusive o tempo de resposta neurológica.

"Quando um idoso sofre uma queda, ele não cai porque está em desequilíbrio postural, e sim porque ele não foi capaz de fazer o cálculo rápido de onde deveria pisar", explica a educadora física Letícia Marchetto. As quedas nessa idade são de alto risco, pois podem levar a consequências mais graves como fraturas e lesões. A educadora explica que é muito comum que idosos fraturem, por exemplo, regiões como quadril, punho e coluna. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% das mortes na terceira idade têm relação com quedas e 20% dos que fraturam o quadril morrem após o período de um ano.

Entenda o método

O método Pilates é uma filosofia baseada em princípios e fundamentos desenvolvidos pelo alemão Joseph Pilates, com o objetivo de gerar equilíbrio entre corpo, mente e espírito. "Trabalha o indivíduo como um todo, desde o processo da manutenção da qualidade de vida até o processo de hipertrofia, de ganho de flexibilidade e de reabilitação em várias disfunções musculoesqueléticas", explica a fisioterapeuta Eliane Coutinho.

"Os exercícios agem de forma positiva na prevenção e redução das limitações físicas e na melhora das atividades de vida diária", diz Ticiane Cruz, mestre em educação física, pós-graduada em fisiologia do exercício e treinamento resistido na saúde, na doença e no envelhecimento.

O Pilates não trabalha músculos isolados, nem exercícios simples para ganho de definição muscular. O método que trabalha com o princípio da concentração, no qual a conexão entre a mente e o corpo gera maior ativação muscular aumentando o ganho de força. "Os benefícios do método auxiliam desde uma criança, estimulando a concentração, diminuindo o nível de dispersão e hiperatividade, até idosos que perderam força, flexibilidade, controle e equilíbrio", diz ainda Elaine.

A perda da massa muscular parece ser mesmo inevitável depois dos 50 anos. Mas ela pode ser prevenida por meio de atividades que ajudem a fortalecer os músculos. "O Pilates é um método de alongamento e fortalecimento muscular. Nas aulas, todo o corpo é trabalhado, assim como a respiração, postura, flexibilidade e controle muscular. A atividade ajuda a recuperar a força muscular, além de contribuir para melhorar o equilíbrio, muito afetado em pessoas acima dos 60 anos. A prática ajuda a realinhar a musculatura, desenvolvendo a estabilidade corporal necessária para uma vida mais saudável e para manter a independência", explica a fisioterapeuta Walkiria Brunetti.

Além de melhorar a força muscular, o Pilates também melhora a flexibilidade, muito importante para os idosos realizarem movimentos sem tanta restrição. Um bom exemplo é calçar os sapatos, um simples movimento que fica bem mais difícil na terceira idade. Não tem contraindicação para os idosos e as aulas podem ser personalizadas de acordo com o perfil e necessidade de cada um.

Aliado contra a osteoporose

Por isso, o método pode ser usado por qualquer um, em qualquer idade, tanto para manutenção da saúde, ganho de hipertrofia, força e flexibilidade, quanto para desenvolvimento da destreza e habilidade motora. Também ajuda na reabilitação em diversas disfunções, como as doenças da coluna vertebral, as perdas musculares e articulares pós-lesão esportiva ou lesões ortopédicas. Na terceira idade, ajuda nas disfunções como a osteoporose. "Isso nada mais é do que enfraquecimento dos ossos deixando-os propensos a lesões", explica a ortopedista Ana Paula Simões, professora da Santa Casa de São Paulo.

Segundo a OMS, atividades físicas moderadas e regulares como o Pilates reduzem de 20% a 25% o risco de problemas cardíacos, além de diminuírem a gravidade de deficiências associadas a cardiopatias e outras doenças crônicas. Isso porque a atividade trabalha corpo e mente, auxiliando o praticante no aumento da capacidade respiratória, ganho de consciência corporal e maior oxigenação sanguínea durante o exercício, aumentando com isso o funcionamento cerebral.

A prática dos exercícios do Pilates eleva os batimentos cardíacos, levando sangue rico em oxigênio para todas as fibras musculares. "Esse processo ajuda a reverter disfunções nos vasos sanguíneos e, por aumentar o consumo de oxigênio no sangue, melhora a produção de energia no músculo. Além disso, auxilia a função respiratória por trabalhar a musculatura do local", explica o fisioterapeuta Heitor Cavalini.

Também ajuda no aumento da massa magra e, consequentemente, da força muscular, o que gera uma melhora na funcionalidade e diminui os fatores de risco cardíacos. "Os problemas do coração associados à falta de exercício físico contribuem para o aparecimento de dores musculares, diminuição da capacidade funcional e cansaço. Nesse sentido o Pilates é um ótimo aliado", diz ainda.

Entretanto, antes de começar a praticar o exercício físico, procure orientação de um cardiologista.